No começo da década de oitenta, aparecem, entretanto, as teses de
Kenneth Waltz e
de
Robert Gilpin, ditas neo-realistas ou de realismo
estrutural, enquanto
Robert Keohane avança para o chamado institucionalismo
liberal. Quase todos procuram superar o confronto entre uma tradição
kantiana e uma tradição hobbesiana e invocando a fidelidade aos modelos da
tradição grociana.
Destaque para o modelo de
Waltz
que tenta fazer a ponte entre o realismo e o sistemismo, acreditando que há um
princípio ordenador no sistema internacional e que é a partir desse lugar que
se dá a distribuição de poder.
De qualquer maneira, consolida-se uma tripla repartição de
paradigmas: a continuidade realista, a reformulação pluralista do
transnacionalismo e a marca neomarxista do estruturalismo.
Mas tentar esquematizar esta floresta de correntes, torna-se tarefa
árdua.
Martin Wight (1992) refere a existência de três
tradições: realismo, racionalismo e
revolucionismo. Já em 1952 se opunha à dicotomia realismo versus
idealismo, marcada pela tensão entre o pessimismo e o optimismo, chamando a
atenção para outras linhas de divergência, consideradas bem mais profícuas:
as políticas de curto prazo e as de longo prazo; a política nacional e a política
humana; as políticas que privilegiam o conflito e as que privilegiam a cooperação.
Porseu lado,
M. D. Donelan
(1990) enumera cinco elementos identificadores destas divisões: jusnaturalismo, realismo, fideísmo, racionalismo e historicismo.
Stanley Hoffmann (1985),
finalmente, indica quatro formas de normativismo: utopismo, moralismo céptico, defensores da moralidade dos Estados e
cosmopolitas.
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Críticas ao modelo tradicionalista / clássico |
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Consideram os sistema estatal e o sistema internacional
como compartimentos estanquesm não reparando nas linkages existentes entre os assuntos domésticos e os assuntos
internacionais. Por isso não reparam na existência do transnacional. |
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São eurocêntricas ou ocidentalistas não reparando no carácter
global |
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Ignoram o processo da formação das decisões em matéria
de política externa |
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Continuam a considerar os Estados como principais actores
nas relações internacionais |
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Continuam a considerar que há uma distinção entre os
modelos de conduta no plano internacional e os modelos de conduta no plano
interno |