Também algumas escolas britânicas tentaram distanciar-se do rolo compressor das correntes norte-americanas, acentuando a tradição normativa contra os exageros pragmatistas dos irmãos de além-Atlântico. Invocando a circunstância do próprio E. H. Carr não poder ser considerado um simples realista, mas antes um racionalista distante do idealismo, tratam de invocar a tradição. Martin Wight (1913-1972) é, sem dúvida, um dos principais líderes deste modelo de english school que, assentando fundamentalmente na ideia de uma international society, acaba por enveredar pelos esquemas da chamada normative theory.

Este último, num célebre artigo de 1966, trata de assinalar a desarmonia existente entre teoria internacional e a prática diplomática, salientando que, para se encontrar aquela se tem de ir à história internacional. Mais: considera que a teoria das relações internacionais tem de se assumir como uma espécie de irmã gémea da teoria política. Porque, se esta continua a ser uma especulação sobre o político, na linha do modelo fundado por Platão, a teoria internacional não pode deixar de ser uma especulação sobre as relações entre os políticos, entre os Estados.

Nesta senda, Hedley Bull (1932-1985), em 1969, vem retomar o classical approach ao tema, visando, sobretudo, denunciar os exageros behavioristas, que tentaram monopolizar o conceito de ciência.

Em idênticas águas navegam aqueles que são influenciados pelo pensamento de Michael Oakeshott e Quentin Skinner