10.7.

FACÇÕES, MOVIMENTOS E PARTIDOS EM PORTUGAL

O regime liberalista em Portugal. O regime da democracia censitária, com um colégio eleitoral restrito, forte parlamentarismo, fenómenos cíclicos de personalização do poder e tendência para o partido-sistema. Sucessivos golpes pretorianos, clientelismo, corrupção, caiquismo, conflitos entre a Igreja e o Estado. As facções espúrias (Camilo). A distância entre o país da legalidade e o país das realidades (Alexandre Herculano). O exército como parte armada das clientelas (Oliveira Martins). O modelo da degenerescência bancoburocrática (Antero de Quental). A confusão entre o mundo da política e o mundo dos negócios. O bandoleirismo e o populismo.

O modelo da monarquia liberal. O aparecimento da família dos políticos como classe separada marcada pela gregação de clientelas (Oliveira Martins) e gerando um status in statu (Garrett).

A institucionalização cartista e o baronato devorista, com vintistas, palmelistas e pedristas (1834-1836).

O setembrismo ou o trono cercado de instituições republianas (Passos Manuel). O partido ordeiro e aprocura frustrada do vinstismo durante a vigência da Constituição de 1838.

A restauração da Carta (1842). O cabralismo e a ampla coalizão oposicionista (setembristas, cartistas dissidentes e miguelistas). A guerra civil e a Convenção do Gramido (1847).

A Regeneração e o rotativismo (1851-1891). O aparecimento do chamado partido regenerador pela união de ordeiros e setembristas moderados (1851). A emergência dos progressistas históricos (1862). O partido reformista (1862 a 1876). Os avilistas e os constituintes.  A fundação do Partido Progressista com o Pacto da Granja, pela fusão dos históricos e dos reformistas (1876). O rotativismo.

A permanência do miguelismo. O Partido Legitimista.

Os republicanos.Os primeiros jornais republicanos (1848). O Clube dos Lunáticos (1864) A eleição do directório do partido republicano (1876). Os deputados republicanos. Aparecimento do Manifesto-Programa  do Partido Republicano Português (1891).

A Fraternidade Operária (1872). O nascimento do Partido Socialista (1875). A emergência dos anarquistas (1872 e 1887).

O aparecimento dos endireitas e a procura do império da administração sobre a política (1890).  Os ciclos ditatoriais institucionais.

As dissidências (1891-1910). A Esquerda Dinástica de Barjona de Freitas (1887). O Partido Regenerador Liberal de João Franco (1901) e a Dissidência Progressista de José Alpoim (1905).

Os movimentos políticos católicos. Círculos católicos operários, Centro Académico da Democracia Cristã e Partido Nacionalista (1903).

O modelo da I República. O partido-sistema (PRP-Partido Democrático). As dissidências e uniões: Partido Evolucionista (1911), Partido Unionista (1911), Partido Republicano de Reconstituição Nacional (1920) e Esquerda Democrática (1925). Partido Centrista Republicano (1917), Partido Republicano Liberal (1919), Partido Nacional Republicano (1918), Partido Republicano Nacionalista (1923) e União Liberal Republicana (1926). O fenómeno sidonista (populismo, Estado Social e tentativa pós-ideológica). Os movimentos operários e sindicais e as organizações políticas socialistas e anarco-sindicalistas. A formação do Partido Comunista Português. Os movimentos políticos católicos. Movimentos monárquicos.  As organizações patronais e a União dos Interesses Económicos.

O Estado Novo. O modelo autoritário. Forças apoiantes do situacionismo. As oposições antes da Segunda Guerra Mundial (afonsistas, Cunhal Leal, os generais dissidentes, anarco-sindicalistas, comunistas, monárquicos, nacionais sindicalistas). O novo estilo das oposições no pós-guerra. Da ruptura de 1961 ao marcelismo. As famílias portuguesas nas vésperas de 1974 (os ultras, integristas, Causa Monárquica, direita revolucionária, monárquicos personalistas, marcelistas, os novos movimentos políticos católicos, maoistas, socialistas, comunistas, esquerda revolucionária).

 O sistema posterior a 1974. A formação dos partidos, o processo revolucionário e a pós-revolução.

 Partido Comunista Português. A fundação. O diálogo com o anarquismo (1921-1929). A reorganização de Bento Gonçalves. A gestão de Álvaro Cunhal. A resistência antifascista e os movimentos unitários de oposição. O PCP no processo revolucionário de 1974-1975. O PCP na pós-revolução. O PCP e o movimento comunista internacional. Os efeitos da perestroika e do ano 1989. O pós-cunhalismo.

 Partido Socialista. As origens (evolução do Partido Socialista de 1875; a personalidade de Mário Soares; os dissidentes do PCP; republicanos históricos e católicos oposicionistas). A ambiguidade doutrinária (o marxismo; os restos de socialismo utópico; a pedagogia de António Sérgio; o realismo de Mário Soares). Evolução do PS durante a revolução e a pós-revolução. O pós-soarismo. As gestões de Victor Constâncio e Jorge Sampaio. O modelo de António Guterres. Dos Estados-Gerais à vitória eleitoral de 1995.

Partido Popular Democrático/ Partido Social-Democrata. Os fundadores. A personalidade de Francisco Sá Carneiro. As dissidências. A Aliança Democrática. O interregno de F.P. Balsemão. O Bloco Central. Ascensão ao poder de Cavaco Silva. PSD no poder e o Estado Laranja. A breve experiência de Fernando Nogueira. A nova liderança de Marcelo Rebelo de Sousa.

 Centro Democrático Social/ Partido Popular. O centrismo fundacional. Do diálogo com o poder revolucionário à resistência. Do governo com o PS à Aliança Democrática. As gestões de Lucas Pires e Adriano Moreira. Regresso de Freitas do Amaral. Novos e velhos horizontes. Do Partido Popular Europeu à integração no grupo gaullista. Manuel Monteiro e a ascensão do grupo de O Independente.

Partidos e organizações políticas extra-parlamentares. Maoístas, trotskystas, ecologistas, separatistas e monárquicos. Velha direita, nova direita e extrema-direita em Portugal.

 

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