4.9.

A análise sistémica

 Tipos de análise sistémica: partial system analysis, whole system analysis e system analysis.

 A multifuncionalidade ou fungibilidade das estruturas e as alternativas estruturais para a mesma função (equivalentes funcionais).

 O modelo clássico de David Easton. O sistema político como um conjunto de interacções de qualquer sociedade pelo qual se decidem e executam alocações obrigatórias ou autorizadas. As decisões e as acções autorizadas dos líderes que influenciam a distribuição de valores como o produto do sistema político. Distinção entre sistema político (o sistema inclusivo total) e sistemas parapolíticos (dos grupos e organizações) O sistema político como sistema autónomo e aberto mantendo relações de troca com o ambiente. Os inputs: exigências e apoios. As sobrecargas: quantitativa (volume stress) e qualitativa (content stress). As funções de ajustamento das exigências à capacidade do sistema. A expressão das exigências. A regulação das exigências. Os outputs ou produção do sistema político.

Os desenvolvimentos de Almond e Powell. A nterest articulation  e a nterest agregation. Os quatro outputs do sisatema: rule making, rule application, rule adjudication e political communication.

O modelo de Karl Deutsch. As metáforas do sistema nervoso e da pilotagem. A comunicação. Os nervos do governo. O sistema político como o mecanismo organizado para a tomada e implementação de decisões políticas. A política e o governo como processos de direcção e coordenação dos esforços humanos dirigidos para a obtenção de algumas metas pré-estabelecidas, onde o mecanismo básico, através do qual se manifestam estes processos é a decisão política. Os receptores da informação. Os pontos de entrada da informação proveniente tanto do ambiente interno como do ambiente externo, sítios que recebem as mensagens do ambiente externo e interno. Os centros de processamento de dados. Os locais do sistema político onde se recebem os inputs  sobre o próprio funcionamento do sistema. A distinção entre memória e valores. A memória como o sítio do sistema político onde se armazena a informação, onde se confrontam as mensagens do presente com as informações recuperadas do passado. A memória como fonte da identidade e da autonomia. A identidade como base da ideia de povo, enquanto comunidade de significações partilhadas. A autonomia como a qualidade daquela entidade que é capaz de utilizar as informações do passado para decidir no presente. A consciência. O centro onde se dá o processamento de resumos altamente simplificados e concentrados de mensagens do segundo grau. O sítio onde se dá a inspecção, a coordenação e a pré-decisão. A distinção entre retro-acção (feedback) e decisão.

A perspectiva de Shmuel Eisenstadt. O sistema político como um processo de politização de conflitos de interesses e como resultante de um processo de centralização de estruturas políticas, dispersando os recursos políticos que estavam centrados nas anteriores hierarquias sociais.

A tipologia das funções sistémicas, segundo Gabriel Almond. Funções de conversão (articulação dos interesses, agregação dos interesses, comunicação política, formação, aplicação e administração de normas). Função de manutenção e função de adaptação do sistema político (recrutamento e socialização política). Capacidades do sistema político (de abstracção, regulativa, simbólica e sensitiva).

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