Por nós,
a praxis não pode estar subordinada a
uma técnica que se deduza de um mero saber teórico que não seja co-natural à
mesma praxis. A razão prática não
pode modelar-se pela razão especulativa, nem sequer há uma separação metódica
entre o a priori e a empiricidade. A praxis
tem de ser marcada por aquilo
que os gregos chamaram phronesis e que
os romanos identificaram com a prudentia,
aquilo que Gadamer define como o
apelo à autonomia das consciência, a razão que se interroga sobre o bem e o
mal, esse elemento de ligação entre o logos
e o ethos, entre a razão, como mero
discurso lógico, e a experiência moral, entre a subjectividade da consciência
e a substancialidade do ser.