Com
efeito, o núcleo essencial dos Estados Absolutistas dos Anciens Régimes era marcado por três tópicos nucleares:
Primeiro,
que L'État c'est moi, isto é que o
Estado é igual ao ponto de cúpula do sistema, ao soberano rei-sol que devia ser déspota
porque se presumia esclarecido, só
pela circunstância de alguns filósofos quererem que as respectivas luzes
se potenciassem pelo chicote.
Segundo, o quod princeps
placuit legis habet vigorem, que aquilo que o príncipe pretende tem força
de lei, que o soberano está ab-solutus,
solto, livre de limites, nomeadamente do direito. Uma ideia bem expressa por
Hobbes, para quem o soberano tem poder de
fazer as leis e de as abrogar, pelo que pode, quando assim o desejar, livrar-se dessas sujeições anulando as leis
que o perturbam e proclamar novas leis dado que ele já estava livre antes, porque é livre aquele que pode sê-lo
quando desejar.
Terceiro
que princeps a legibus solutus, que o
príncipe, o soberano, não está sujeito à lei que ele próprio edita para os
outros.