Só que, como todos sabemos, o
belo edifício da polis e da res publica foi sendo usurpado por
degenerescências antipolíticas, desde o império que restaurou o dominado, a
sucessivas formas de despotismo ministerial, que tanto substituiram o cidadão
pelo súbdito, como geraram formas de Estado de não-direito, ditas
absolutistas.
A polis deixou de ser um
conjunto de cidadãos e surgiu um Estado, visto como um soberano exterior à
sociedade, como um c’est lui, esquecido que muito politicamente, ou
muito democraticamente, o Estado somos nós. Que o Estado-Aparelho de poder tem
de brotar do Estado-Comunidade, que o Principado apenas deriva da res publica.