-19/-0: Octávio, pontifex maximus e nascimento de Jesus

 

Octávio

 

-159/-140 -139/-120 -119/-100 -99/-90 -89/-80  -79/-70 -69/-60 -59/-50 -49/-40 -39/-30 -29/-20 -19/-0 1-9 10-19

 

  Linha do Tempo  Séculos I a V

 
   
Rei Herodes inaugura o novo Templo de Jerusalém* (-19). Mas ofende os Judeus, quando faz encabeçar a entrada com uma águia romana.

Campanhas de Tibério e Drusus nos Alpes (-16/-15).

O Danúbio, da nascente à foz, pransforma-se num limite do Império Romano (-15).

Druso e Tibério conquistam a Germania até ao rio Weser (-12/-8)

Na China, de -8 a 23 d.C., a dinastia dos Xin 
Termina a conquista da Ibéria, pela submissão dos povos dos Cantábrios e das Astúrias (-19).

Pacificação definitiva da região, apesar de se registarem revoltas em 24, 22 e 19. A conquista romana do território onde está Portugal durou 175 anos.

Augusto reorganiza territorialmente a Hispania, dividindo-a em três províncias: Tarragonense, Bética e Lusitânia (-16/-13).

Octávio é eleito pontifex maximus (23 de Março de -12)

Octávio assume-se como pai da pátria (-2) 
Nasce Jesus Cristo (-4 ).

 

Séneca (-4  -65)ö49.

 

Estrabão: Geografia (-7).  

O principado romano que durou de 27 a.C. ao ano de 284 surge quando os vários órgãos da República Romana instituíram Octávio como princeps civitatis, como o principal dos cidadãos. Ele que já era cônsul, recebeu, depois, a tribunicia potestas a título vitalício-com os poderes correspondentes ao tribuno da plebe, nomeadamente o direito de veto sobre as deliberações dos outros magistrados-e o imperium-o poder de comandar o exército e de fiscalizar pessoalmente a administração de todas as províncias. Não tarda que vá acrescentando uma série de outros títulos, como o de augustus, de pater patriae e até de imperator.

 

A partir de então, o princeps constitui um novo tipo de magistratura que já não se enquadra na categoria das magistraturas republicanas, marcadas pela temporalidade, pluralidade e colegialidade. Pouco a pouco, vão-se concentrando nele o imperium dos magistrados republicanos, a auctoritas do Senado e a maiestas do populus. Aliás, as próprias decisões do Senado, os senatus consulta, apesar de formalmente continuarem, transformam-se na repetição dos discursos do príncipe (-orationes principis). Da mesma forma, os comitia do povo, se não foram abolidos, vão morrendo por inactividade.

Ao mesmo tempo, cria-se um corpo burocrático, directamente dependente do Príncipe, constituído pelos legati, pelos praefecti e pelos procuratores, bem como novos instrumentos orgânicos, como o Concilium Principis, depois transformado em Consistorium Principis, enquanto aquilo que era o tesouro da cidade (-o aerarium), vai cedendo perante o fiscus (-a fortuna pessoal do príncipe).

Com Diocleciano (-284-305), o principado cede o lugar ao dominado, dado que o imperator passa a intitular-se dominus e deus, exigindo adoratio e considerando que o seu poder não derivava da velha lex curiata de imperio, mas antes de uma investidura divina. 

© Editado por José Adelino Maltez em Dili, Universidade Nacional de Timor Leste, ano de 2008

 

Última revisão:15-02-2009