Rei Herodes
inaugura o novo Templo de Jerusalém* (-19). Mas ofende os
Judeus,
quando faz encabeçar a entrada com uma águia romana.
Campanhas de
Tibério e Drusus nos Alpes (-16/-15).
O Danúbio,
da nascente à foz, pransforma-se num limite do Império Romano (-15).
Druso e
Tibério conquistam a Germania até ao rio Weser (-12/-8)
Na
China, de -8 a 23 d.C., a dinastia dos Xin |
Termina a
conquista da Ibéria,
pela submissão dos povos dos Cantábrios e das Astúrias (-19).
Pacificação
definitiva da região, apesar de se registarem revoltas em 24, 22 e
19. A conquista romana do território onde está Portugal durou 175
anos.
Augusto
reorganiza territorialmente a Hispania, dividindo-a em três
províncias: Tarragonense, Bética e Lusitânia (-16/-13).
Octávio é
eleito pontifex maximus (23 de Março de -12)
Octávio
assume-se como pai da pátria (-2) |
Nasce Jesus
Cristo (-4 ).
Séneca
(-4 -65)ö49.
Estrabão:
Geografia (-7).
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O
principado romano que durou de 27 a.C. ao ano de 284 surge quando os
vários órgãos da República Romana instituíram Octávio como princeps
civitatis, como o principal dos cidadãos. Ele que já era
cônsul, recebeu, depois, a tribunicia potestas a título
vitalício-com os poderes correspondentes ao tribuno da plebe,
nomeadamente o direito de veto sobre as deliberações dos outros
magistrados-e o imperium-o poder de comandar o exército e de
fiscalizar pessoalmente a administração de todas as províncias. Não tarda
que vá acrescentando uma série de outros títulos, como o de augustus,
de pater patriae e até de imperator.
A
partir de então, o princeps constitui um novo tipo de magistratura
que já não se enquadra na categoria das magistraturas republicanas, marcadas
pela temporalidade, pluralidade e colegialidade. Pouco a pouco, vão-se
concentrando nele o imperium dos magistrados republicanos, a
auctoritas do Senado e a maiestas do populus. Aliás, as
próprias decisões do Senado, os senatus consulta, apesar de
formalmente continuarem, transformam-se na repetição dos discursos do
príncipe (-orationes principis). Da mesma forma, os comitia do
povo, se não foram abolidos, vão morrendo por inactividade.
Ao
mesmo tempo, cria-se um corpo burocrático, directamente dependente do
Príncipe, constituído pelos legati, pelos praefecti e pelos
procuratores, bem como novos instrumentos orgânicos, como o Concilium
Principis, depois transformado em Consistorium Principis,
enquanto aquilo que era o tesouro da cidade (-o aerarium), vai
cedendo perante o fiscus (-a fortuna pessoal do príncipe).
Com
Diocleciano (-284-305), o principado cede o lugar ao dominado,
dado que o imperator passa a intitular-se dominus e deus,
exigindo adoratio e considerando que o seu poder não derivava da
velha lex curiata de imperio, mas antes de uma investidura divina.
© Editado por José Adelino Maltez em Dili, Universidade Nacional de Timor Leste, ano de 2008
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