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Guerras
entre os Valois e os Habsburgos (1494-1559). Primeira guerra até 1526. |
Carlos VIII, rei de França
(1483-1498)
Henrique VII, Tudor, rei de
Inglaterra (1485-1509)
Isabel I de Castela (1474-1504)
Maximiliano
I Habsburgo (1486-1519)
Bayezid II (1481-1512)
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Papa
Alexandre VI (1492-1503)
Fernando I (1458-1494), Rei das
Duas Sicílias
Afonso II
(1494-1495), Rei de Nápoles.
Ludovico O
Mouro
duque de Milão. No poder desde 1480, só em Outubro de 1494 é que assuume
o título de duque de Milão |
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 Ludovico O
Mouro duque
de Milão. No poder desde 1480, só em Outubro de 1494 é que assume o
título de duque de Milão, depois de assassinar o anterior titular, o
seu sobrinho Gian Galeazzo Sforza. Assume-se contra a casa de Aragão
e pede ajuda a Carlos VIII de França.
Morte de
Fernando I, Ferrand de Nápoles. Afonso II (1494-1495), Rei
de Nápoles. Face à invasão francesa, logo abdica a favor do filho
Fernando II, retirando-se para a Sicília. Carlos durante três meses
domina a cidade.
Começo das
Guerras de Itália. O rei de França Carlos VIII ocupa Nápoles e,
em nome dos direitos históricos da casa de Anjou, assume-se como
rei, em Fevereiro de 1495.
Será expulso no
ano seguinte; nova investida de Luís XII sobre Milão, contra a qual
se ergue uma Santa Liga formada pelo papa Júlio II.
Carlos VIII
atravessara os Alpes com 60 000 homens, apoiado por Milão em
Setembro. Acompanha-o o primo, Luís, duque de Orleães. O primeiro
pretendia reinar em Nápoles. O segundo, em Milão.
Carlos VIII em
Roma (31 de Dezembro).
Colombo avista
a Jamaica (3 de Maio).
Novgorod
desaparece como potência comercial, quando Ivan manda prender todos
os comerciantes da Liga Hanseática aí estabelecidos, confiscando
bens e fechando armazéns e igrejas.
Imperador Naod
na Etiópia (1494-1508) |
Reinado de D.
João II Instruções de
D. João II para os seus Embaixadores a Tordesilhas. (18 de Março)
Convenção
Luso-Espanhola, acerca da linha de demarcação para os futuros
descobrimentos. (7 de Maio)
Tratado
Luso-Espanhol de Tordesilhas
sobre os respectivos descobrimentos, segundo a linha divisória
marcada por Alexandre VI, em 4 de Maio de 1493 (7 de Junho)
Confirmado por bula de Júlio II de 24 de Janeiro de 1506.
Introdução da
tipografia em Portugal
Pêro da Covilhã
chega ao reino de Preste João e não mais regressa a Portugal. |
República
teocrática em Florença,
dominada por Savonarola entre 1494-1498. Derrubado Piero II de
Medici (Novembro). Um domínio apenas fundado no poder da palavra e
das ideias. No Natal de 1495 faz com que o Grande Conselho proclame
Cristo como rei de Florença, promovendo uma profunda reforma dos
costumes, nomeadamente pela proibição de festas e jogos e pela
criação de um monte da piedade, visando acabar com a usura. O
fundamentalismo cristão assenta também num modelo de perseguições e
de denúncias, mas é apoiado por personalidades como Botticelli e
pelo jovem Miguel Ângelo.
Domingo
de Soto
(1494-1560)ö1547.
Começa a ser
usada a imprensa de tipos móveis em Portugal. Inventada na Alemanha
cerca de 1440. Publicado o Breviarium Braccarense, em Braga,
por um editor alemão.
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Guerras
entre os Valois e os Habsburgos
(1494-1559) Em 1494 o rei de França Carlos VIII ocupa Nápoles e, em nome dos
direitos históricos da casa de Anjou, assume-se como rei; será expulso no
ano seguinte; nova investida de Luís XII sobre Milão, contra a qual se ergue
uma Santa Liga formada pelo papa Júlio II. Francisco II, aliado a Veneza,
vence os suíços em Marignano (1515) e toma posse do ducado de Milão durante
seis anos. Carlos V é eleito imperador em 1516; conquista Tournai e integra
esta antiga possessão francesa nos Países Baixos. Francisco I, em Fevereiro
de 1525, é derrotado em Pavia por um exército de Carlos V comandado pelo
belga Charles de Lannoy; é obrigado a assinar o Tratado de Paris de 1526,
onde renuncia a Milão e a Nápoles, assim como à Flandres, à Borgonha e ao
Artois. Francisco I alia-se aos turcos de Solimão o Magnifico que em 1521
conquistam Belgrado, ocupam a Hungria e em 1529 cercam Viena. A França
procura uma aliança com Henrique VIII de Inglaterra que sai frustrada, com o
papa e com vários príncipes alemães (em 1552 foi assinado o Tratado de
Friedwald, em Hesse). A partir de então, a França inicia o processo moderno
da política externa, marcada pela indiferença religiosa.
Desencadeia
uma segunda guerra entre 1526 e 1529 que termina com o Tratado de Cambrai
de 1529, onde Carlos V deixa de reivindicar a Borgonha que, aliás, nunca
havia sido entregue pelo rei de França.
Terceira
guerra entre 1536 e 1538; Francisco I conquista a Sabóia e o Piemonte em
1536; a França irá abandonar estas conquistas em 1559.
Quarta
Guerra de 1542-1544 termina com o Tratado de Crépy; a França perde o Artois
e a Flandres; Francisco I morre em 1547.
Quinta
guerra de 1552, com a França de Henrique II aliada aos príncipes
protestantes alemães; ocupadas as cidades de Metz, Toul e Verdun. Carlos V
inicia o processo de divisão do império: em Outubro de 1555 cede a Filipe II
Nápoles e os Países-baixos; em Janeiro de 1556 o Franco-Condado, a Espanha e
as restantes possessões italianas; em Setembro de 1556 cede ao irmão
Fernando, já rei da Boémia e da Hungria, as possessões hereditárias dos
Habsburgos na Alemanha e a coroa imperial; retira-se para Espanha e morre em
1558.
Sexta
guerra entre os Valois e os Habsburgos, a partir de 1556; em Agosto de 1557,
vitória de Filipe II em Saint-Quentin; a França ocupa Calais, em Janeiro de
1558, e o Luxemburgo; termina com o tratado de Cateau-Cambrésis (3 de Abril
de 1559), Filipe II mantém Milão e o reino de Nápoles e o rei de França
permanece em Calais, há duzentos anos na posse dos ingleses, Metz, Toul e
Verdun. Reis de França renunciam a uma presença forte em Itália e Habsburgos
são obrigados a renunciar a um império universal
1489 1490
1491 1492 1493
1494
1495
1496 1497 1498
1499
© Editado por José Adelino Maltez em Dili, Universidade Nacional de Timor Leste, ano de 2008
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