| | Henrique II, Valois, rei de
França (1547-1559)
Eduardo VI, rei de
Inglaterra (1547-1553).
Carlos I de Espanha, imperador do Sacro Império (como Carlos V); rei de
Aragão a partir de 1516; regente de Castela em nome da mãe entre 1516 e
1555 e rei de jure entre 1555 e 1556; unifica as duas coroas e torna-se
o primeiro rei de Espanha (1555-1556)
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Papa Paulo
III (1534-1549) |
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Morre Margarida
de Navarra.
Países Baixos
são separados do Império por Carlos V.
Surge nova liga
protestante na Alemanha.
Ivan IV
convoca a
primeira Zemski Sobor, a assembleia equivalente às nossas
cortes. Visava ultrapassar o poder intermediário dos boiardos.
Alonso de
Mendoza funda La Paz.
Morte de Paulo
III.
Flandres Em
1549 a Flandres foi incorporada por Carlos V nas 17 províncias que formavam o
círculo da Borgonha; sofreu várias amputações territoriais com a
pressão de Luís XIV.
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Reinado de D.
João III
Nomeação de
Pedro Nunes como cosmógrafo-mor.
Fundação do
Colégio das Artes de Coimbra, com André de Gouveia Em 1565 será
entregue aos Jesuítas
Nova bula do
Papa Paulo III, Meditatio Cordis nostri, sobre o
funcionamento da inquisição, de acordo com o modelo espanhol (16 de
Julho). A criação do Santo Ofício é assim autorizada, depois de um
longo processo, desencadeado em 1531, quando se iniciaram
conversações em Roma para o estabelecimento da Inquisição em
Portugal.
Tratado de
paz entre D. João III e o rei de Fez (25 de Junho)
D. Diogo, rei
do Congo, tenta colocar o seu país na directa dependência do Papa.
D. João III decide mandar para o Congo os jesuítas.
D. Diogo de
Meneses conquista a cidade de baroche, na costa de Cambaia.
D. João de
Castro, depois de reconstruir a fortaleza de Diu, regressa a Goa,
sendo nomeado como 4º vice-rei da Índia.
Colégio das
Artes passa a depender hierarquicamente da Universidade.
Encerramento da
feitoria de Antuérpia, na Flandres, por insolvente.
Abandono de
Alcácer Ceguer. Reforço das praças de Mazagão, Tânger e Ceuta.
Instituição do
governo-geral do Brasil, com Tomé de Sousa* que chega à Baía
de Todos os Santos em 29 de Março, com o padre Manuel da Nóbrega e
outros jesuítas, numa expedição de cerca de 1 500 pessoas. Partiram
de Lisboa no dia 1 de Fevereiro.
Fundada a
povoação de S. Salvador da Baía que será capital do Brasil durante
duzentos anos.
Talvez a partir
de 1549, segundo cronistas chineses, se tenham começado a fixar
portugueses na foz do Rio das Pérolas.
Processo da
Inquisição aos professores do Colégio das Artes. Este passa a
depender hierarquicamente da universidade.
Jorge Cabral,
governador da Índia.
S. Francisco
Xavier,
depois de viajar pela China, navega para o Japão. Instala-se em
Cangoxima (15 de Agosto). O cristianismo começa por ser bem acolhido
e trinta anos depois haverá cerca de 150 000 convertidos
Lei
de cavalos e armas,
de 7 de Agosto.
Criada a
diocese de Portalegre.
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D.
Jerónimo Osório,
De Gloria.
Padre Manuel da
Nóbrega, Informe das terras do Brasil
John Knox, preso
pelos franceses em 1547, é libertado em 1549, indo, então, para
Inglaterra.
Luís
de Camões vai para Ceuta, onde fica até 1551.
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Outro
dos sinais do soberanismo está no aparecimento da ideia de fronteira como
linha. Com efeito, é no século XVI que tal vai acontecer, tanto por razões
científicas como por razões políticas.
Primeiro,
porque só então é que a matemática e a cartografia possibilitaram visualizar
numa folha a representação global do território de uma determinada unidade
política.
Segundo,
a conveniência dos governos em matérias militares e fiscais. Só então é que
se substituiram a defesa pela ocupação de pontos estratégicos pela defesa em
linha. Só então é que surgiu a ideia de raia seca, com guardas fiscais e
polícias alfandegárias, contra a anterior ideia de recebimento dos impostos
nos portos marítimos e nos interiores dos mercados.
Terceiro,
porque a teoria começou a conceber o político de forma geométrica, dado que
o mesmo passou a crescer por dentro, unificando, centralizando, concentrando
e, consequentemente, eliminando os enclaves dos vários poderes periféricos,
tanto senhoriais como municipais.
E
não é por acaso que a primeira carta que fixa numa só folha todo o
território de um país surge com o mapa de Portugal publicado em 1562 por
Fernando Álvares Seco em Roma. Uma carta que parce ter sido elaborada entre
1531 e 1539 e cuja publicação foi antecedida pelo medida tomada por Filipe
II, em 1559, quanto ao estabelecimento de alfândegas entre Portugal e
Castela.
Já
antes D. Manul ordenara ao seu escudeito Duarte de Armas que registasse as
frotalezas junto à raia de Castela; entre 1527 e 1532 estabelece-se o
numeramento geral do reino; em 1532, tentativa de indagação do correcto
traçado da fronteira.
Mas
não é por acaso que o nosso Rei sempre se designou por Vossa Alteza e
que só a partir de 1577, na sequência da entrevista de Guadalupe, entre D.
Sebastião de Portugal e D. Filipe II, de Espanha, é que a coroa de Portugal
se fecha e o nosso rei passa a qualificar-se por Vossa Majestade.
E
não é por acaso que essa mudança ocorre no ano em que se edita Jean Bodin e
se inventa o conceito de soberania.
Como
também não é por acaso que tudo sucede na véspera da jornada de África
que levará ao fim do sonho, em 4 de Agosto de 1578. Em 31 de Janeiro de 1580
morria o cardeal D. henrique
Isto
é, o nosso desejo de monarquia universal não precisou do conceito
absolutista de soberania, mantendo-se integerrimamente renascentista e
consensualista. Uma coroa aberta e pluralista.
É
a partir de então que a coroa deixa de ser titular de um rei e passa
para um monarca. Os monarcas têm majestade, os
reis apenas alteza.
A
designação de majestade era usada em frança desde XI, em Espanha desde os
reis católicos e na Inglaterra com Henrique VIII.
Reflexo
dessa estratégia são as crónicas portuguesas impressas, desde a introdução
da tipografia até 1580, as quais, como nota Francisco Bethencourt, longe de
procurarem as origens da nacionalidade, como vai acontecer a pertir de 1580,
incidem especialmente sobre os reinados de D. João II e de D. Manuel, como o
Lyuro das Obras de Garcia de Resêde, 1545 (obra que vai ser reditada
em 1554 e 1596 e que inclui a crónica de D. João II), as obras de Damião de
Góis, Chronica delRei D. Manuel, em 1566-1567, e Chronica do
Principe Dom Ioam, em 1567, terminando com De Rebus Emmanuelis,
de D. Jerónimo Osório, de 1571, bem como sobre a expansão para o Oriente,
como Carta das Novas que vieram a ElRei nosso Senhor do Descobrimento do
Preste João, 1521; a Verdadeira Informação das Terras do Preste João
das Índias , do Padre Francisco Álvares, de 1540; a Historia do
descobrimento e conquista da India pelos Portugueses, de Fernão Lopes de
Castanheda, em 1551, 1552 e 1561, as Décadas da Ásia, de João de
Barros, em 1552, 1553 e 1563. Isto é, procuram na história recente
apenas a génese do Estado Moderno e a criação de um espaço imperial.
As excepções, como a Cronica do Condestabre de Portugal, de 1526, com
reediçao de 1554, e a Chronica dos Feitos, Vida e morte do Iffante Sancto
Dom Fernando, de 1577, abrangeriam um tipo particular de heróis
envolvidos numa aura de santidade
© Editado por José Adelino Maltez em Dili, Universidade Nacional de Timor Leste, ano de 2008
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