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Criação de um
colégio de jesuítas em Viena.
Guerra de
Carlos V contra a França
(1552-1556), aliada a príncipes alemães.
Trégua entre a
França e o Papa Tratado de Chambord, aliança dos protestantes
com Henrique II. Maurício do Saxe separa-se de Carlos V e ocupa
Augsburgo e o Tirol, na chamada rebelião de Moritz. Henrique II
alia-se a Maurício de Saxe e aos príncipes protestantes alemães, em
troca de três bispados (Metz, Toul, Verdun).
Tratado de
Passau dá
liberdade de religião aos luteranos (2 de Agosto).
Conquista de
Kazan. 150
000 homens em armas e 150 canhões manejados por peritos alemães. Vai
construir, em comemoração, a Igreja de S. Basílio, na Praça Vermelha
de Moscovo. Começa a controlar o Volga e as praias do Cáspio.
Guerras
dos russos contra os tártaros
Conquista de Kazan em 1552 por Ivan, o Terrível; conquista de
Astrakan em 1556. |

Reinado de D.
João III
Morte de S.
Francisco Xavier* nas praias de Sanchuam (3 de Dezembro).
Abrem em Lisboa
duas escolas públicas da Companhia de Jesus.
Cochim é
assaltada mas resiste.
Naufrágio de
Manuel de Sousa Sepúlveda,
nas costas do Natal
Aprovação régia
do primeiro Regimento da Inquisição (3 de Agosto).
Convenção
entre D. João III e Carlos V contra os piratas franceses e turcos.
Casamento de
Dona Joana, filha de Carlos V, com o Infante D. João, filho de D.
João III. (5 ou 7 de Dezembro).
Gaspar da Viega
descobre os rios Quama, em Moçambique, na procura de ouro.
Início da
organização municipal de Malaca.
D. Pedro
Fernandes Sardinha, o primeiro bispo da Baía, embarca para o Brasil. |
Bartolomeu de
Las Casas,
Historia General de las Índias,
Sevilha, 1552.
Covarrubias,
Variae ex jure pontificio, regio, et caesareo resolutiones,
Salamanca, 1552
João de Barros,
Décadas da Ásia, em 1552, 1553 e 1563.
A região a que os geógrafos propriamente chamam Índia, é a terra que jaz
entre os dois ilustres e celebrados rios Indo e Gange, do qual Indo ela
tomou o nome, e os povos do antiquíssimo reino Deli, cabeça por sítio e
poder de toda esta região, e assim a gente Pársea a ela vezinha, ao
presente por nome próprio lhe chamam Indostão. E segundo a delineação da
tábua que Ptolomeu faz dela, e mais verdadeiramente pela notícia que ora
com o nosso descobrimento temos, por excelência bem lhe podemos chamar
grão Mesopotâmia. Porque, se os gregos deram este nome que quer dizer
“entre os rios” àquela pequena parte da região Babilónica que abraçam os
dois rios Eufrates e Tigres; assim pela situação desta entre as
correntes dos notáveis Indo e Gange, que descarregam e vazam suas águas
em o grande oceano oriental, por fazermos diferença dela mais notável do
que se faz em dizer Índia dentro do Gange, e Índia além do Gange, bem
lhe podemos chamar a grão Mesopotâmia, ou Indostão, que é o próprio nome
que lhe dão os povos que a habitam e vizinham, por nos conformarmos com
eles.
Anónimo
espanhol, Lazarillo de Tormes.
António Leitão,
reitor da Universidade de Paris, 1552-1553.
Caldeus da
Mesopotânia abandonam o nestorianismo e submetem-se a Roma.
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