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Henrique II, Valois, rei de
França (1547-1559)
Maria Tudor, rainha de Inglaterra
(1553-1558).
Carlos I de Espanha, imperador do Sacro Império (como Carlos V); rei de
Aragão a partir de 1516; regente de Castela em nome da mãe entre 1516 e
1555 e rei de jure entre 1555 e 1556; unifica as duas coroas e torna-se
o primeiro rei de Espanha (1555-1556)
Filipe II, rei de
Espanha (1556-1598)
Fernando I,
imperador alemão (1556-1564)
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Papa
Paulo IV (1555-1559) |
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 Carlos V
abdica em Bruxelas
(16 de Janeiro). Para o filho, Filipe II, ficam a Espanha, os
Países Baixos e o Sul de Itália; para o irmão, Fernando I, o império
(será eleito imperador em 1558, até 1564)
Entre 1556-1559
é o conflito com a França, que tem de renunciar às pretensões sobre
a Borgonha e a Itália.
Fernando I,
imperador alemão (1556-1564)*.
Maria Tudor
manda queimar o primeiro arcebispo protestante de Cantuária,
Thomas Cranmer (21 de Março).
Sínodo de
Antuérpia funda a igreja calvinista dos Países Baixos.
Ivan IV
conquista de Astrakan.
Reforma
militar de Ivan IV,
militarização dos boiardos. Tropas russas chegam ao Mar Cáspio.

Akbar
(1556-1605), imperador moghul, ou grão-mogol da Índia.
Terramoto na
China faz cerca de 800 000 mortos. |

Reinado de D.
João III
Camões
parte para Macau.
O
dominicano Frei Gaspar da Cruz tenta fazer missionação cristã na China.
Dominicanos
instalam-se na ilha de Solor.
Fernão Mendes
Pinto chega ao Japão acompanhado pelo jesuíta Nunes Barreto.
Mem de Sá vence
os franceses
Em 1556, o rei
muçulmano das Maldivas queixa-se à Mesa da Consciência sobre os
abusos dos capitães portugueses das Índias.
Naufraga o
barco em que seguia para o Brasil o primeiro bispo da baía, D. Pêro
Fernandes Sardinha, que é morto e devorado pelos locais.
Chegam a Lisboa
as ossadas de Afonso de Albuquerque.
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 Morte de
Bandarra em Trancoso.
Morte de Pedro
Margalho.
Traiano Boccalini
(1556-1613)ö1584.
Covarrubias,
Quaestiones praticae, Salamanca.
Padre Manuel
da Nóbrega,
Diálogo sobre a Conversão dos Gentios,
1556-1557
Morte de Santo
Inácio de Loyola, no ano em que os jesuítas abrem colégios na
Bélgica e em Praga Domingo Soto (1494-1560) De justitia et jure,
1556.
Camões
parte de Goa para Macau. |
Espanha
Carlos V abdica (16 de Janeiro de 1556). Entre 1556-1559 é o conflito com a
França, que tem de renunciar às pretensões sobre a Borgonha e a Itália.
No
século XVII desenrola-se uma luta entre a facção pró-espanhola e a facção
pró-francesa, com vitória desta última. Quando em 1675 sobe ao poder Victor
Amadeu, a Sabóia era quase um protectorado francês, estando totalmente
dependente de Luís XIV.
O
primeiro dos grandes choques entre a França e Carlos V, deu-se, aliás, na
sequência da eleição deste, quando o rei de França, Francisco I intervêm na
Itália, aliado ao papa Clemente VII. A vitória pende para Carlos V que não
só derrota Francisco I na batalha de Pavia, em 1525, como também chega a
ocupar Roma, em 1527.
Enquanto
os sustentáculos da cristandade se degladiavam, dava-se o avanço turco na
Europa Central, em 1553 já estão mesmo diante de Veneza, e no Norte de
África, onde chegam a ocupar Argel.
A
relação tensa entre Paris e Madrid, faz com que Carlos V, depois de abdicar,
deixe a Filipe II as fatias territoriais que pressionava a França a nodeste
e sudeste, a Flandres e Milão.
Depois,
a partir de meados do século XVI, surgem as guerras religiosas, dando-se
nova feição aos conflitos que assumem também uma componente de guerra civil.
Por exemplo, em França, de 1562 a 1593, há oito guerras civis religiosas,
com partidos armados, político-militares, os quais chamam ao conflito
potências estrangeiras.
Acresce
que alguns espaços políticos europeus ficam completamente dilacerados por
via da penetração das grandes potências, sendo disso particular exemplo,
tanto a situação das Alemanhas como da Itália.
Neste
último espaço, por exemplo, surgem sete unidades políticas (Reinos da
Sicília e de Nápoles, Estados da Igreja, Repúblicas de Florença e de Veneza
e Ducados de Milão e da Sabóia) que, pouco a pouco, passam a depender da
conquista ou da influência de potências como a França ou a Espanha.
Já
as Alemanhas se assumem também como confederação que, se antes da Reforma,
dependia da maneira como se podia comprar a eleição dos sete eleitorados
estabelecidos pela Bula de Ouro de 1356, depois de Lutero, passam a viver
segundo o ritmo do cujus regio, ejus religio. E tal era a respectiva
fragmentação que Carlos V, ao abdicar, em 1556, largou a parte alemã para o
irmão Fernando, reserva para o filho, Filipe II, a parte mais
influenciadora, a Espanha, com os Países Baixos e o Sul de Itália.
© Editado por José Adelino Maltez em Dili, Universidade Nacional de Timor Leste, ano de 2008
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