© José Adelino Maltez, Crónica do Pensamento Político, editada em Dili, na ilha do nascer do sol, finais de 2008

 

 

1556: Carlos V abdica e morre Bandarra

 

 

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Século XV Linha do Tempo Século XVII

 

Henrique II, Valois, rei de França (1547-1559)

Maria Tudor, rainha de Inglaterra (1553-1558).

Carlos I de Espanha, imperador do Sacro Império (como Carlos V); rei de Aragão a partir de 1516; regente de Castela em nome da mãe entre 1516 e 1555 e rei de jure entre 1555 e 1556; unifica as duas coroas e torna-se o primeiro rei de Espanha (1555-1556)

Filipe II, rei de Espanha (1556-1598)
 

Fernando I, imperador alemão (1556-1564)

 
Papa Paulo IV (1555-1559)

Carlos V abdica em Bruxelas (16 de Janeiro).  Para o filho, Filipe II, ficam a Espanha, os Países Baixos e o Sul de Itália; para o irmão, Fernando I, o império (será eleito imperador em 1558, até 1564)

Entre 1556-1559 é o conflito com a França, que tem de renunciar às pretensões sobre a Borgonha e a Itália.

Fernando I, imperador alemão (1556-1564)*.

Maria Tudor manda queimar o primeiro arcebispo protestante de Cantuária, Thomas Cranmer (21 de Março).

Sínodo de Antuérpia funda a igreja calvinista dos Países Baixos.

Ivan IV conquista de Astrakan.

Reforma militar de Ivan IV, militarização dos boiardos. Tropas russas chegam ao Mar Cáspio.

 

Akbar (1556-1605), imperador moghul, ou grão-mogol da Índia.

Terramoto na China faz cerca de 800 000 mortos. 

 Reinado de D. João III

Camões parte para Macau.

O dominicano Frei Gaspar da Cruz tenta fazer missionação cristã na China.

Dominicanos instalam-se na ilha de Solor.

Fernão Mendes Pinto chega ao Japão acompanhado pelo jesuíta Nunes Barreto.

Mem de Sá vence os franceses

Em 1556, o rei muçulmano das Maldivas queixa-se à Mesa da Consciência sobre os abusos dos capitães portugueses das Índias.

Naufraga o barco em que seguia para o Brasil o primeiro bispo da baía, D. Pêro Fernandes Sardinha, que é morto e devorado pelos locais.

Chegam a Lisboa as ossadas de Afonso de Albuquerque.

 

 

Morte de Bandarra em Trancoso.

Morte de Pedro Margalho.

 

Traiano Boccalini (1556-1613)ö1584.

 

Covarrubias,  Quaestiones praticae, Salamanca.

 

Padre Manuel da Nóbrega, Diálogo sobre a Conversão dos Gentios, 1556-1557

Morte de Santo Inácio de Loyola, no ano em que os jesuítas abrem colégios na Bélgica e em Praga Domingo Soto (1494-1560) De justitia et jure, 1556.

Camões parte de Goa para Macau.

Espanha  Carlos V abdica (16 de Janeiro de 1556). Entre 1556-1559 é o conflito com a França, que tem de renunciar às pretensões sobre a Borgonha e a Itália.

No século XVII desenrola-se uma luta entre a facção pró-espanhola e a facção pró-francesa, com vitória desta última. Quando em 1675 sobe ao poder Victor Amadeu, a Sabóia era quase um protectorado francês, estando totalmente dependente de Luís XIV.

O primeiro dos grandes choques entre a França e Carlos V, deu-se, aliás, na sequência da eleição deste, quando o rei de França, Francisco I intervêm na Itália, aliado ao papa Clemente VII.  A vitória pende para Carlos V que não só derrota Francisco I na batalha de Pavia, em 1525, como também chega a ocupar Roma, em 1527.

Enquanto os sustentáculos da cristandade se degladiavam, dava-se o avanço turco na Europa Central, em 1553 já estão mesmo diante de Veneza, e no Norte de África, onde chegam a ocupar Argel.

A relação tensa entre Paris e Madrid, faz com que Carlos V, depois de abdicar, deixe a Filipe II as fatias territoriais que pressionava a França a nodeste e sudeste, a Flandres e Milão.

Depois, a partir de meados do século XVI, surgem as guerras religiosas, dando-se nova feição aos conflitos que assumem também uma componente de guerra civil. Por exemplo, em França, de 1562 a 1593, há oito guerras civis religiosas, com partidos armados, político-militares, os quais chamam ao conflito potências estrangeiras.

Acresce que alguns espaços políticos europeus ficam completamente dilacerados por via da penetração das grandes potências, sendo disso particular exemplo, tanto a situação das Alemanhas como da Itália.

Neste último espaço, por exemplo, surgem sete unidades políticas (Reinos da Sicília e de Nápoles, Estados da Igreja, Repúblicas de Florença e de Veneza e Ducados de Milão e da Sabóia)  que, pouco a pouco, passam a depender da conquista ou da influência de potências como a França ou a Espanha.

Já as Alemanhas se assumem também como confederação que,  se antes da Reforma, dependia da maneira como se podia comprar a eleição dos sete eleitorados estabelecidos pela Bula de Ouro de 1356, depois de Lutero, passam a viver segundo o ritmo do cujus regio, ejus religio. E tal era a respectiva fragmentação que Carlos V, ao abdicar, em 1556, largou a parte alemã para o irmão Fernando, reserva para o filho, Filipe II, a parte mais influenciadora, a Espanha, com os Países Baixos e o Sul de Itália. 

© Editado por José Adelino Maltez em Dili, Universidade Nacional de Timor Leste, ano de 2008

 

Última revisão:15-02-2009