© José Adelino Maltez, Crónica do Pensamento Político, editada em Dili, na ilha do nascer do sol, finais de 2008

 

 

1562: Guerra dos huguenotes em França

 

Catarina de Medicis

 

1558 1559 1560 1561 1562   1563 1564 1565 1566 1567 1568 1569 1570

 

   Século XV Linha do Tempo Século XVII

 Carlos IX,  rei de França (1560-1574)

Isabel I, rainha de Inglaterra (1558-1603).

Filipe II, rei de Espanha (1556-1598)

 

Fernando I, imperador alemão (1556-1564). Maximiliano II regeente da Germânia com o seu pai.

 

Frederico II (Frederik II), rei da Dinamarca (1559-1588).

Papa Pio V (1559-1565)

Governo de Catarina de Medicis* (1562-1598), viúva do rei Henrique II. Promulga o Edicto de Janeiro (17 de Janeiro), onde autoriza os protestantes a celebrar publicmanete o respectivo culto.

Começa a guerra dos huguenotes em França (1562-1563). Massacre de protestantes em Vassy pelo duque de Guise (1 de Março).

Católicos, comandados por Seigneur de Monluc, vencem os huguenotes em Vergt (9 de Outubro). Batalha de Dreux (18 de Dezembro).

Protestantes com o apoio de Isabel de Inglaterra. Católicos, com a ajuda do rei de Espanha, do Papa e do duque de Sabóia.

 

Revolta nos Países Baixos espanhóis.

 

Filipe II participa no Concílio de Trento (18 de Agosto). Convocado em 18 de Janeiro, depois de estar suspenso durante dez anos. 

 

Imperador  Maximiliano II Habsburgo  de 22 de Novembro de 1562 a 25 de Julho de 1564. Imperador-eleito em 12 de Outubro de 1576. Filho de Fernando I; rei co-regente da Germania com o seu pai, 1562–1564.

 Reinado de D. Sebastião, regência de D. Catarina

Ataque da "confederação dos tamoios" a São Paulo, defendida por João Ramalho.

 

150 000 Marroquinos começam o cerco a Mazagão (Março). Os portugueses resistem e os sitiantes começam a retirada em 7 de Maio. O próprio Concílio de Trento congratula-se com a resistência.

 

D. Sebastião concede à universidade de Évora os privilégios da de Coimbra.

Cortes de Lisboa.

D. Catarina de Áustria renuncia à regência, sucedendo-lhe o cardeal D. Henrique.

 

Frei Valentim da Luz, acusado de erasmismo, é executado pelo Santo Ofício.

 

Criação do Conselho de Estado. Só em 1562 o Conselho aparece institucionalizado durante a regência do Cardeal D. Henrique, obtendo regimento em 8 de Setembro de 1569, com D. Sebastião. É a partir de então que o conselho passa a assumir-se como um formal Conselho de Estado, embora sem o carácter daquele que, com o mesmo nome, havia sido instituído por Carlos V, dado que este era uma super-estrutura acima dos vários reinos que integravam o império Habsburgo, alguns dos quais mantinham os tradicionais conselhos, como sucedia com Castela. Aliás o Consejo de  Carlos V destinava-se fundamentalmente à política externa, mantendo-se em puro regime de segredo de Estado.

Cortes de Lisboa, por causa do cerco a Mazagão. Oração de D. António Pinheiro que considera o rei como a cabeça que dá político movimento e sentido aos súbditos e vassalos. A oração é feita  em nome da regente D. Catarina que renuncia ao pezo da governança destes reinos. Eleito para regente o cardeal Infante D. Henrique. A questão do pedido de 100 000 cruzados. Utilização das câmaras para a respectiva cobrança

Os concelhos são favoráveis à construção de um império à porta e propõem a extinção da Universidade para se desviarem verbas para a guerra. Porque quem quisesse estudar podia ir para Paris ou Salamanca  D. Catarina renuncia à regência.  Cardeal D. Henrique na regência 
É publicada a Compilaçam de Todolas Obras de Gil Vicente, promovida pelos filhos Luís e Paula. 

 

Padre José de Anchieta, Poema à Virgem, quatro mil versos em latim.

 

Padre Bento de Góis (1562-1607). 
 

© Editado por José Adelino Maltez em Dili, Universidade Nacional de Timor Leste, ano de 2008

 

Última revisão:15-02-2009