© José Adelino Maltez, Crónica do Pensamento Político, editada em Dili, na ilha do nascer do sol, finais de 2008

 

 

1568: Guerras de religião em França e governo de D. Sebastião

 

 

 

1558 1559 1560 1561 1562 1563 1564 1565 1566 1567 1568   1569 1570                                            

 

Século XV Linha do Tempo Século XVII

 Carlos IX,  rei de França (1560-1574)

Isabel I, rainha de Inglaterra (1558-1603)

Jaime Stuart, como Jaime VI, rei da Escócia (1567-1625).

Filipe II, rei de Espanha (1556-1598)

Maximiliano II, imperador alemão (1564-1576).

Frederico II (Frederik II), rei da Dinamarca (1559-1588).

 
Papa Pio V (1566-1572)

Terceira guerra de religião em França (1568-1570). Vitória dos católicos na batalha de Jarnac (13 de Março). Huguenotes aliados a Guilherme de Nassau são derrotados em Montcontour (3 de Outubro). Paz de Longjumeau.

Afastamento de Michel de l’Hopital.

Papa condena o novo casamento de Maria Stuart.

Protestantes escoceses revoltam-se e derrotam tropas da rainha na batalha de Landside (13 de Maio). Vencem também a batalha de Carbery Hills (15 de Junho).

Maria Stuart na Inglaterra, sob a protecção da prima, a rainha Isabel I (16 de Maio). Esta, receosa da pretensões de Maria ao trono inglês, acaba por mantê-la prisioneira durante dezoito anos.

Prisão de Maria Stuart em Lockleven (15 de Junho).

Obrigada a abdicar (24 de Julho), em favor do neto, então com um ano de idade: Jaime VI, rei da Escócia. Será rei de Inglaterra, como Jaime I, a partir de 1603. Morre em 1625.

O Duque de Alba domina os Países Baixos. Manda decapitar os condes de Egmont e de Hoorn (5 de Junho).

Morre na prisão o filho de Filipe II, Don Carlos, príncipe das Astúrias (24 de Julho). Nascido em 1545, estava para casar com Isabel de França, filha de Henrique II, mas o pai rouba-lhe a noiva (1560). Entra em contacto com os revoltosos dos Países Baixos em 1567, é preso em Janeiro de 1568. Schiller vai imortalizá-lo numa tragédia, Don Carlos.

Revolta dos mouriscos de Granada (24 de Dezembro).

Hans III, rei da Suécia (1568-1592)

Tratado de Constantinopla entre o sultão e o imperador. Põe fim a cinquenta anos de guerra

Hideioxi promove a unificação japonesa.  

 Reinado de D. Sebastião

D. Sebastião assume o governo, quando alcança a maioridade (20 de Janeiro). Entre 1568 e 1578 dá-se a governação de D. Sebastião, efectivando-se o modelo de monarquia administrativa marcada por uma espécie de barroquismo jurídico, dada a abundância de leis gerais emitidas: 52 provisões, 17 regimentos e 23 leis. No início do governo, chegou a ser instituído um conselho de despacho, com três pessoas afectas ao Cardeal (D. Fernando Martins, que fora embaixador junto do Concílio de Trento; D. Martinho Pereira e D. João de Castro) e outras tantas afectas a D. Catarina (D. Julião Alva, D. Francisco de Faro e Pêro d'Alcáçova Carneiro).

Antes desta data, o novo rei redige, pela sua própria mão, um memorial  com 37 tópicos.  Trabalharey muito por dilatar a Fé. Favorecerey muito as cousas da Igreja. Armar todo o Reyno. (...) Não crer levemente, e ouvir sempre ambas as partes (... ) Conquistar, e povoar a Índia, Brasil, Angola e Mina (... ) Reformar os costumes começando primeiro por mim no vestir, e comer. Em negocios ter primeiro conta com o bem comum, e depois com os particulares(... ) As leys que fizer, mostrallas primeiro a homens de virtude e letras para que me apontem os incovenientes que tiverem. Levar os subditos por amor (...) Serey pay dos pobres, e de quem não tem quem faça por elles.

Instrução para as negociações com Castela relativas à entrega de criminosos (1 de Setembro).

Francis Drake ataca navios no porto de Santiago de Cabo Verde.

D. Luís de Ataíde, 3º conde da Atouguia, vice-rei da Índia.

Em Macau surge a primeira cerca muralhada; no ano seguinte, já com 5 000 almas surge uma misericórdia e um hospital. 

Martim Gonçalves da Câmara (1539-1613),  Doutor em teologia e Reitor da Universidade de Coimbra em 1563, é feito, primeiro, escrivão da puridade, aliás, de acordo com proposta do Cardeal D. Henrique, visando a substituição de Pêro d'Alcáçova que vinha exercendo tais funções interinamente. Depois, fá-lo presidente do Desembargo do Paço, da Mesa da Consciência e Ordens, além de membro do Conselho Geral do Santo Ofício.

 

Ao mesmo tempo, D. Martinho Pereira era incumbido da administração dos negócios civis e da fazenda e Miguel de Moura (1538-1600) assumia as funções formalmente exercidas, até então, por Pêro d'Alcáçova as de Secretário privado. Fora educado por D. António de Ataíde, o 1º Conde de Castanheira. Apoiará Filipe II, sendo conselheiro de Estado e escrivão da puridade a partir de 1582

 

Luís de Molina, professor em Évora (1568-1584).

S. João da Cruz funda a ordem dos carmelitas descalços.

Tommaso Campanella (1568-1639)

S. Luís de Gonzaga (1568-1591)

Morte de Garcia da Orta e de Amato Lusitano.

 

Atlas de Fernão Vaz Dourado.

 

Atlas Universal de Diogo Homem é impresso em Dresden.

 

Jean Bodin, Réponse au paradoxe de Monsieur Malestroict 

Camões vai para a Ilha de Moçambique.

 

© Editado por José Adelino Maltez em Dili, Universidade Nacional de Timor Leste, ano de 2008

 

Última revisão:15-02-2009