© José Adelino Maltez, Crónica do Pensamento Político, editada em Dili, na ilha do nascer do sol, finais de 2008

 

 

1574: Henrique III de França e carestia de vida em Portugal

 

 

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Século XV Linha do Tempo Século XVII

 Carlos IX,  rei de França (1560-1574)

Isabel I, rainha de Inglaterra (1558-1603)

Jaime Stuart, como Jaime VI, rei da Escócia (1567-1625).

Filipe II, rei de Espanha (1556-1598)

Maximiliano II, imperador alemão (1564-1576).

Frederico II (Frederik II), rei da Dinamarca (1559-1588).

 

João III, rei da Suécia (1569-1592).

 

Morte de Carlos IX (31 de Maio). O seu irmão, o duque de Alençon, sucede-lhe como Henrique III, rei de França (1574-1589). Precedido no trono por dois irmãos. O terceiro filho de Henrique II. O outro irmão de Carlos IX, o duque de Anjou, tinha sido eleito rei da Polónia em 1573.

O Duque de Alba abandona os Países Baixos. Tilly passa para o serviço do exército espanhol.

 

Murad III, sultão otomano (1574-1595). Turcos reconquistam Tunes.

Mulei Abdalah sucede ao pai Mulei Mohamede Almotavaquil, como xarife de Marrocos, da dinastia Sádida. Contra essa sucessão, em nome do costume, ergue-se o irmão do falecido, Mulei Abde Almelique, a que chamamos Mulei Moluco. Este vai a Constantinopla e recebe o apoio de Selim II. 

 Reinado e governo de D. Sebastião

Grave carestia. Frei Bartolomeu dos Mártires destaca-se na luta contra a pobreza.

Cardeal D. Henrique afasta-se do rei e regressa ao arcebispado de Évora.

 

Primeira expedição de D. Sebastião ao Norte de África. Contacta com D. António Prior do Crato que nomeara governador de Tânger em 19 de Julho. O rei parte de Cascais em 17 de Agosto, passa por Ceuta e só volta a Sagres em Novembro, chegando a Lisboa em 30 desse mês.

Provisão sobre as Ordenanças.

Tentativa de ocupação portuguesa de Paraíba (1574-1576).

Temporais e fome Tremor de terra em Lisboa

 

A partir de 1574, são nomeados novos Vedores da Fazenda (manteve-se o Conde de Vimioso, D. Afonso de Portugal, e surgiram mais dois:  o capelão-mor, Padre D. João de Castro e o Barão do Alvito).

Finalmente, após o afastamento de Martim Gonçalves da Câmara, dá-se o regresso do inevitável Pêro d'Alcáçova Carneiro. Miguel de Moura mantém-se como secretário e não é nomeado novo escrivão da puridade.

Sobem, então, à privança do rei personalidades como D. Jorge de Lencastre, Duque de Aveiro;  D. Álvaro de Castro; Manuel Quaresma Barreto e Luís da Silva.

Destaca-se sobretudo Cristóvão de Távora (1548-1578), filho de Lourenço Pires de Távora, considerado um dos principais validos de D. Sebastião. Depois de em 1574 ter sido nomeado estribeiro-mor, ascende a conselheiro de Estado e a camareiro-mor. Morreu em Alcácer como capitão do terço de aventureiros. 
Arnold  Clapmar (1574-1611).  Teórico da razão de Estado. Professor em Altdorf.  Propõe a doutrina dos segredos, mistérios ou arcanos do Estado, dos impérios ou dos governos (arcana rerum publicarum). Considera que o príncipe pode violar o direito comum, sem que, por isso, deixe de actuar justamente. Entende a política como a zona dos arcanos, fazendo coincidir tal com a razão de Estado de Botero. Considera o Estado como um ilus dominationis, onde o príncipe tem ius dominationis. Autor de De Arcanis rerum publicarum, em seis livros, 1605.

 

Théodore de Bèze,  Du Droit des magistrats sur leurs sujets. Ed. Latina de 1578.

 

Duarte Nunes de Leão, Ortografia da Língua Portuguesa.

 

Pêro de Magalhães de Gandavo, Regras Que Ensinam a Maneira de Escrever a Ortografia da Língua Portuguesa.

 

Cardeal D. Henrique, Meditações e homilias sobre alguns mysterios da vida de nosso Redemptor, e sobre alguns logares do Santo Evangelho, que fez o Serenissimo e Reverendissimo Cardeal Infante D. Henrique por sua particular devoção, Lisboa

Morte de Damião de Góis.

Padre Manuel de Góis, professor de filosofia do Colégio das Artes (1574-1582).  
 

© Editado por José Adelino Maltez em Dili, Universidade Nacional de Timor Leste, ano de 2008

 

Última revisão:15-02-2009