© José Adelino Maltez, Crónica do Pensamento Político, editada em Dili, na ilha do nascer do sol, finais de 2008

 

 

1641: Revoltas na Andaluzia, Catalunha e Irlanda

 

D. João IV

 

1638 1639 1640 1641   1642 1643 1644 1645 1646 1647 1648 1649 1650

 

  Século XVI Linha do Tempo Século XVIII

 

Luís XIII, rei de França

 

Carlos I, Stuart (1625-1649)

 

Imperador Fernando III (1637-1657) 
 

Revolta da Andaluzia. Liderada pelo marquês de Ayamonte e pelo duque de Sidónia.

Em 1641 Luís XIII é eleito Conde de Barcelona. Assinatura de preliminares de paz entre a França e o Imperador (25 de Dezembro). Fixada a data das negociações para 25 de Março de 1642.

Mazarin é feito cardeal

 

Revolta dos católicos na Irlanda. Há um massacre de protestantes.

Execução de Thomas Wentworth, 1º conde de Strattford (1593-1641). Em Novembro de 1649 é acusado de traição e os lordes, cedendo à demagogia, condenam-no à morte. O rei Carlos I, de quem ele apenas tinha sido mero executor, assina a ordem de execução. Strafford há-de comentar: não ponhas a tua confiança nos príncipes.

Surge o rol dos agravos (Grand Remonstrance)

Entre 1641 e 1644 a população chinesa diminui em 15 milhões, por epidemias, fome e invasões.

 

Guerra da Catalunha (1640-1652) Em 1641 Luís XIII é eleito Conde de Barcelona 

 Reinado de D. João IV

Cortes de Lisboa. Abrem a 28 de Janeiro. Juramento e levantamento de D. João IV. Juramento do príncipe D. Teodósio. Votados impostos para a guerra.

Abolidas as meias anatas (27 de Fevereiro).

Desvalorização da moeda.

Instituído o imposto da décima militar, criado pelas Cortes (5 de Setembro).

Conjura contra D. João IV. Uma conspiração de nobres, descoberta em 28 de Julho. Execuções no Rossio (29 de Agosto), do marquês de Vila Real, D. Luís de Noronha e Meneses, e do seu filho, Duque de Caminha, bem como do conde de Armamar e de Pedro Baeça (Agosto). Prisão do arcebispo de Braga, D. Sebastião Matos de Noronha, o organizador da conspiração.

Envio de embaixadas a França, Inglaterra, Províncias Unidas (Holanda), Dinamarca, Suécia e o Vaticano. O Papa não recebeu o nosso embaixador. 

Ataques espanhóis a Elvas e Olivença (Junho).

Tratados de aliança com a França (1 de Junho), os Estados Gerais (12 de Junho) e a Suécia (10 de Dezembro).

Conquista de Malaca pelos holandeses (Janeiro). Entretanto, dominicanos e portugueses das Flores atacam Mena em Timor (26 de Maio), alargando as vitórias no ano seguinte.

Conquista de S. Tomé e Angola pelos holandeses (Novembro).

Conquista de Sergipe e Maranhão pelos holandeses (Novembro).

Parte de Lisboa a embaixada portuguesa à Catalunha, chefiada pelo Padre Inácio de Mascarenhas (14 de Janeiro)

Instruções para a embaixada a França do Monteiro-Mór Francisco de Mello (21 de Janeiro)

Decreto concedendo aos holandeses antigas liberdades de comércio no Reino (21 de Janeiro)

Carta Credencial para D. Antão de Almada como Embaixador a Inglaterra (22 de Janeiro)

Instruções secretas para a embaixada a França de Francisco de Mello (23 de Janeiro)

Prisão do Infante D. Duarte, irmão de D. João IV, em Viena. (2 de Fevereiro)

Embaixada de D. Duarte de Almada e do Dr. Francisco de Andrade Leitão a Inglaterra (8 de Fevereiro)

Parte de Lisboa o Plenipotenciário Tristão de Mendonça Furtado aos Estados Gerais das Províncias Unidas (9 de Fevereiro)

Parte para França a embaixada chefiada pelo Monteiro-Mor Francisco de Mello (28 de Fevereiro)

Ultima-se a embaixada de Francisco de Sousa Coutinho aos países escandinavos (18 de Março)

Instruções para o Bispo de Lamego passar à Cúria Romana (7 de Abril)

Celebra-se a trégua entre Portugal e os Estados Gerais das Províncias Unidas (17 de Maio)

Francisco de Sousa Coutinho embarca em Elsenor para a 1ª missão diplomática à Suécia (19 de Maio)

Tratado de confederação e aliança entre D. João IV e Luís XIII de França (1 de Junho)

Francisco de Sousa Coutinho é recebido pela rainha Cristina da Suécia (10 de Junho)

Tratado de paz, navegação e comércio, de Haia, por 10 anos, entre D. João IV e os Estados Gerais das Províncias Unidas (12 de Junho)

Tratado de paz de Estocolmo entre D. João IV e Cristina, rainha da Suécia (29 de Junho)

Chega a Portugal o Embaixador do principado da Catalunha. (8 de Julho).

Guarnição de Ceuta decide passar para a dependência de Madrid.  

 

 John Milton, Reformation in England.

 

 António de Freitas Africano, Primores Políticos e Regalias de nosso Rey Don Joan o IV.

 

 António Pais Viegas, Manifesto do Reino de Portugal, no qual se declara o direito, causa e o modo que teve para eximir-se da obediência do rei de Castela e tomar a voz de D. João IV

 

 Descartes, Meditationes de prima philosophia.

 

 Publicação da Gazeta em que se relatam as novas todas que houve nesta Corte e que vieram de várias partes, de Novembro de 1641"

Padre António Vieira volta a Lisboa.

Surgem os suplicianos.
 

© Editado por José Adelino Maltez em Dili, Universidade Nacional de Timor Leste, ano de 2008

 

Última revisão:15-02-2009