© José Adelino Maltez, Crónica do Pensamento Político, editada em Dili, na ilha do nascer do sol, finais de 2008

 

 

1660: Restauração dos Stuarts

 

 

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Século XVI Linha do Tempo Século XVIII

   

 Luís XIV, rei de França

 

Carlos II Stuart, rei inglês (1660-1685)

 

Leopoldo I Habsburgo  (1658-1705)

 

Restauração dos Stuarts na pessoa de Carlos II* que vai reinar até 1685, como rei da Grã-Bretanha e da Irlanda. Era filho de Carlos I. Um dos chefes da comissão que vai negociar com Carlos II é Thomas Faifax, antigo comandante militar dos parlamentaristas.

Acção decisiva do general Monk. Regressa com apoio do novo parlamento (Convention Parliament) que nem sequer lhe impõe condições (Maio).

Neste reinado, nova guerra com os holandeses entre 1665 e 1667, com a humilhante incursão de Ruyter no Tamisa.

Renovado o Navigation Act.

Luís XIV casa com Maria Teresa (6 de Junho).

Paz de Oliva, perto de Dantzig, entre a Suécia e a Polónia. Carlos X, Gustavo, consegue obter parte da Pomerânia, a Estónia e a Livónia. Fim da suserania feudal da Polónia sobre a Prússia Oriental.

Paz de Copenhaga entre a Suécia e a Dinamarca que recupera Trondheim e a ilha de Bornholm.

Monarquia dinamarquesa torna-se hereditária depois de golpe do rei Frederico III, adepto do absolutismo.

Carlos XI, rei da Suécia (1660-1697). 

Reinado de D. Afonso VI. Regência de D. Luiza de Gusmão

O conde de Schomberg (1615-1690), Frederico Armando, marechal de França, desde 1675, vem para Portugal, auxiliar na reorganização do Exército. Até 1668. Renano e protestante, combate os imperiais na Guerra dos Trinta Anos, servindo o príncipe de Orange e o exército francês. Destaca-se na batalha de Dunes (1658).

Tratado de paz e aliança entre D. Afonso VI e a República Inglesa. (18 de Abril).

Morre em Lisboa o Embaixador Francisco de Sousa Coutinho, considerado o primeiro diplomata de carreira português. (22 de Junho)

Proclamação de Carlos II de Inglaterra, ratificando os tratados com Portugal. (16 de Outubro).

Imposto do papel selado.  
Daniel Defoe (1660-1731).

 

Manuel de Azevedo Fortes (1660-1749).

Fundação da Royal Society (28 de Novembro).

Samuel Pufendorf, Elementorum jurisprudentiae universitatis libri II, 1660

D. Francisco Manuel de Melo, Epanáfora Política in Epanáforas de Vária História.

John Milton, Ready and Easy Way to Establish a Free Community.

Monarquia Lusitana, 5ª parte.

Baltasar Teles, História da Etiópia a Alta, Coimbra.

Preso o pregador puritano não-conformista John Bunyan. Na prisão vai escrever O peregrino, ou a viagem do cristão à cidade celestial.

Margaret Huges é a primeira mulher a subir a um palco na peça

Otelo de Shakespeare.

 

A Royal Society foi fundada em 1660, sob o lema “Nullius in Verba”, a partir das reuniões de Oxford e do Invisible College, por um grupo de 114 fundadores, essencialmente rosacruzes, partidários da filosofia natural e seguidores das ideias de John Dee e Francis Bacon, dos quais faziam parte Robert Boyle, Isaac Newton, Elias Ashmole, Cristopher Wren, Jean Théophile Désaguliers, Robert Hooke, John Evelyn, John Wilkins, John Webster, Samuel Hartlib, William Petty, John Wallis, ... Vide, sobre este assunto, Margery Purver, The Royal Society: Concept and Creation, Londres, 1967.

O espírito especulativo deste grupo, que igualmente preconizava uma filosofia experimental, assentava numa prática de trabalho perseverante de procura das leis que regem os fenómenos e o mundo, partilhado, nomeadamente, pelos seus destacados presidentes iniciais: Sir Christopher Wren (1680-1682) e Sir Isaac Newton (1703-1727). Este último exerceu uma importante influência sobre Elias Asmole, que, com Jean Théophile Désaguliers (académico e amigo de Newton), tiveram uma importante colaboração na redacção das Constituições de Anderson de 1723. É de referir que Désaguliers ficou marcado para a posteridade com o estigma de, em 1720, ter ordenado a queima de todos os antigos manuscritos maçónicos existentes que lhe serviram de base à redacção do projecto do texto das Constituições, embora com a alegação de evitar que caíssem em mãos profanas.

Sir Christopher Wren, embora também astrónomo, foi considerado o mais distinto arquitecto do seu tempo; após o incêndio de Londres de 1666, foi responsável pela sua reconstrução e pelo projecto e construção da Igreja de St. Paul.

Sir Isaac Newton, físico, matemático e astrónomo inglês, nasceu em 25 de Dezembro de 1642 na cidade de Woolsthorpe, Lincolnshire e faleceu a 20 de Março de 1727, com 84 anos. Estudou no Trinity College de Cambridge, onde recebeu em 1665 o título de bacharel. Sir Isaac Newton (rosacruz, como Sir Francis Bacon, uma das alma mater da Royal Society) foi um dos principais precursores da ciência e do Iluminismo. É mais conhecido como cientista e, incluso, como o pai da ciência moderna, apesar dos seus interesses terem abrangido a teologia, a metafísica, a filosofia, e também a alquimia. ... . É de destacar que grande parte das obras da sua biblioteca versavam sobre alquimia e apenas cerca de 10% eram obras científicas. Foi elaborado um documentário filico biográfico sobre o seu vulto e obra e, aí, igualmente se relevou o seu trabalho laboratorial de “cadinho”, passado na RTP. 
 

© Editado por José Adelino Maltez em Dili, Universidade Nacional de Timor Leste, ano de 2008

 

Última revisão:15-02-2009