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 Revolução
francesa: Danton, St.
Juste, Lavoisier e Robespierre guilhotinados.
Separação
da Igreja e do Estado.
Abolição
da escravatura nas colónias francesas (4 de Fevereiro).
A
França consegue reocupar os Países Baixos do Sul.
Execução
dos partidários de Jacques Hébert (5 de Março).
Execução
de Danton e Desmoulins (5 de Abril).
A
Prússia trata de estabelecer com a França a Paz de Basileia,
de 5 de Abril. Recohecida a ocupação francesa da margem esquerda do
Reno. A Prússia opta pela neutralidade até ao ano de 1806
Batalha
de Boulou contra os
espanhóis (30 de Abril).
Execução
de Lavoisier (8 de Maio).
Batalha
de Tourcoing contra
britânicos (18 de Maio).
Batalha
de Ushant (28 de Maio), também contra os britânicos.
Britânicos
conquistam Port-au-Prince no Haiti (4 de Junho).
Conquista
de Charlesroi (25 de Junho).
Derrota
dos austríacos em Fleurus (26 de Junho).
Vitória
dos emigrados em Quiberon (11 de Julho).
Abolida
a comuna de Paris (11 de Julho).
Queda
de Robespierre (27 de Julho,
dia 9 de Thermidor). Executado no dia 28, juntamente com
Saint-Just.
Invasão
francesa da Holanda (27 de Dezembro).
Sublevação
polaca de Kosciusko.
Aliança
de S. Petersburgo: a Rússia,
a Inglaterra e a Áustria contra a França. A França invade a Espanha
e a Holanda.
Russos
entram em Varsóvia (9 de Novembro).
O
«Habeas Corpus» é suprimido na Inglaterra.
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 Campanha
do Rossilhão.
Parte uma expedição portuguesa de seis mil homens para a Catalunha
Em 22 de
Julho, em Basileia é assinado um tratado entre a
França e a Espanha. D. Manuel Godoy, duque de Alcúdia, passa a
governar
Surge a
Junta da Directoria Geral dos estudos e Escolas.
Criação da
primeira fábrica de fiação de algodão em Tomar.
Último auto
de fé em Portugal, realizado na sala da Inquisição.
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Piotr
Tchaadaev
(1794-1856).
Félix
Pereira Magalhães
(1794-1878)
Leopold von
Ranke (1795-1886)
José da
Gama e Castro
(1795-1873)
Augustin
Thierry (1795-1856)
Condorcet,
Esquisse d'un Tableau Historique des Progrès de l'Esprit Humain.
Joseph
De Maistre, Études sur la Souverainité, 1794-1796
Thomas
Paine,
The Age of Reason, Paris, 1794-1796
Maximilien
Robespierre, Sur les Rapports des Idées Réligieuses et
Morales avec le Principe Républicains et sur les Fêtes Nationales.
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Participação
portuguesa na Segunda Coligação-Em
15 de Julho de 1793 é assinada uma convenção luso-espanhola
de auxílio mútuo; em 26 de Setembro de 1793 é um tratado idêntico
entre Portugal e a Inglaterra
Portugal
vai participar na falhada campanha do Rossilhão em 1793-1794
A
partir da Paz de Basileia, a Espanha passa a aliada da França e D. Manuel
Godoy, duque de Alcúdia, passa a governar
Entre
Fevereiro de 1793 e Outubro de 1797, dá-se a guerra da chamada primeira
coligação, onde os novos poderes revolucionários franceses têm de
enfrentar uma vasta aliança, onde se integram a Grã-Bretanha, as Províncias
Unidas, a Áustria, a Prússia, a Espanha e a Sardenha.
Em
1793, a França revolucionária vê-se cercada pela guerra em várias frentes.
Na fronteira do sudoeste, as acções militares decorrem no Rossilhão e em
Navarra. A norte e a leste, as operações miltares devastam a Flandres, o
Reno e a Suíça.
Em
21 de Janeiro de 1793 era guilhotinado Luís XVI. Em Março, os franceses
perdem a Bélgica e surge a revolta da Vendeia. Em Abril terminava o regime
da Convenção Nacional e era criado o Comité de Salut Public,
dominado por Danton e pelos jacobinos. Em 2 de Junho iniciava-se o chamado
regime do Terror, com o afastamento dos girondinos. Em 27 de Julho já
Robespierre comandava o processo.
Segue-se
uma vaga de retrocesso da ofensiva francesa: em Julho os franceses eam
obrigados a recuar para aquém do Reno, enquanto os ingleses ocupavam a
Córsega; em Outubro já perdem os Países-Baixos do sul depois do envio de uma
força expedicionária britânica para a Holanda.
Em
Agosto, o novo regime, vai estabelecer a chamada levée en masse pela
requisição permanente de todos os franceses dos 18 aos 40 anos, e, no
mês seguinte já retoma a ofensiva, recuperando grande parte das conquistas
perdidas no final desse mesmo ano, enquanto que o terrorismo e a repressão
aos vendeianos prosseguia.
A
partir de Setembro o processo revolucionário entra em delírio, com a criação
do exército revolucionário (11 de Setembro), a edição de uma lei terrorista
sobre os suspeitos (17 de Setembro) e a fixação do preço máximo para os bens
de primeira necessidade (29 de Setembro), a que se segue a instituição da
Festa da Razão (10 de Novembro).
Em
meados de 1794, depois do último estertor acelerativo do processo
revolucionário, com o desencadeamento da justiça revolucionária e da
épuration, dava-se a queda de Robespierre, no dia 27 de Julho (dia 9
do mês Thermidor, ano II, segundo o novo calendário revolucionário) e o
afastamento dos jacobinos.
A
alteração política interna foi, contudo, acompanhada por assinaláveis êxitos
no plano militar, com a ocupação dos Países Baixos do Sul, o início da
ocupação da Holanda e a penetração além do Reno, enquanto, no final do ano,
os prussianos, invocando a partilha da Polónia de 1793, e os espanhóis, que
pouco êxito haviam tido na campanha do Rossilhão, logo iniciam conversações
de paz com os novos poderes thermidorianos.
Para
além dos acordos de paz estabelecidos em Basileia, em 6 de Abril de 1795,
com a Prússia, e em 22 de Julho, com a Espanha, assinale-se qaue os
franceses ocupam Amsterdão, em 19 de Janeiro, e fazem as pazes com a
Toscana, em 9 de Fevereiro, para em 16 de Maio de 1795, as Províncias Unidas
cederem o lugar a uma República Batávica, transformada em mero
satélite de Paris.
No
domínio da luta continental, o adversário que restava era o Império dos
Habsburgos austríacos que, entretanto, a partir de meados desse ano de 1795,
retoma a ofensiva no Reno. Mas, no final do ano, já os franceses recuperam,
com a ocupação da Bélgica, em 1 de Outubro.
E,
depois de nova alteração política interna, com a formação do governo do
Directório, em Novembro, não tarda que os franceses ganhem alento para
novas conquistas.
O
ano de 1796 começa com a liquidação da revolta da Vendeia (Março) e com o
crescendo do protagonismo de Napoleão que, a partir de Abril, assume o
comando das forças francesas em Itália, derrotando sucessivamente os
austríacos e os piemonteses. Aliás, depois da conquista de Milão,
instaurava-se mais uma uma république soeur, a República Lombarda,
a que se seguiram as Repúblicas Cispadana e Transpadana (de
Padus, o rio Pó, em latim), instituídas em Outubro de 1796.
Depois,
em 1797, institui-se República Cisalpina (29 de Junho), incluindo
Milão, Lombardia, Módena, Ferrara, Bolonha e Romana, bem como os territórios
suíços de Valtellina e Chiavena, surgindo em seguida a República Lígure,
incluindo Génova (Outubro). Se esta última será anexada ao Império
francês, em 1805, os restantes territórios italianos servirão de base para
que, em 25 de Janeiro de 1802, se constituia a República Italiana,
depois, transformada em Reino de Itália, em 17 de Março de 1805.
Em
17 Outubro desse mesmo ano de 1797, pelo Tratado de Campo Formio, já os
Habsurgos são obrigados a reconhecer a ocupação pela França dos Países
Baixos do Sul e da margem esquerda do Reno, embora, como compensação, Viena
passe a senhorear a Lombardia e Milão, bem como Veneza, que assim perde a
independência.
Circunscrito
o poder dos Habsburgos, restava o poderio britânico que, no entanto, até
beneficiam pelo facto de holandeses e espanhóis terem entrado na esfera de
influência de Paris. Com efeito, os holandeses vão ter de ceder aos ingleses
várias possessões coloniais, nomeadamente Ceilão, Malaca e o Cabo da Boa
Esperança, enquanto os espanhóis perdem boa parte da sua esquadra, depois de
derrotados na batalha do Cabo de S. Vicente, em 14 de Fevereiro de 1797.
Nos
finais de 1797, quando Talleyrand já era ministro dos estrangeiros francês,
tudo parece encaminhar-se para o estabelecimento de uma paz geral na Europa,
com o elefante francês a dominar no continente, e a baleia
britânica a comandar nos mares. Depois de, em Lille, ter chegado a reunir-se
um congresso visando o estabelecimento de tal paz, eis que tudo se altera
quando Napoleão desencadeia a campanha do Egipto.
Em
1798, já regressa a guerra generalizada, com a formação de uma segunda
coligação contra uma França, agora governada pelo regime do Directório. Nela
participam a Grã-Bretanha, a Rússia do Imperador Paulo I, o Império dos
Habsburgos austríacos, a Turquia, o Reino de Nápoles e Portugal.
No
âmbito desta confrontação generalizada, importa salientar a ofensiva dos
exércitos franceses na Itália e na Suíça, sob o comando de Napoleão, que, em
Fevereiro de 1798, depois de ocuparem Roma, logo instituem uma República
Romana, obrigando o papa Pio VI, a refugiar-se em Siena. Segue-se, em
Dezembro, a ocupação do Reino de Nápoles, cujo titular era o Bourbon
Fernando IV, reino que logo passa a República Partenopeia, em Janeiro
de 1799.
Quanto
à penetração francesa na Suíça, importa referir que, em Março, depois da
ocupação de Berna, já surgia a República Helvética, dita una e
indivisível, que acabava com o anterior sistema confederativo, oriundo
dos finais do século XIII, e, em Abril, Genebra era anexada à França.
Refira-se
que em 1803, Napoleão restabeleceu o sistema confederativo, embora
integrando parte dos anteriores cantões no Império francês. Depois do
Congresso de Viena vai renascer a Confederação Helvética, com 22 cantões
soberanos, em regime de neutralidade permanente, que, em 1848, se
transformam num Estado federal.
A
sorte da guerra inverte-se em 1799 quando um forte exército austro-russo
entra em acção na Itália e na Suíça, ao mesmo tempo que, no Mediterrâneo,
por pressão inglesa, a França se retirava do Egipto (22 de Agosto) e perdia
as posições que detinha nas ilhas de Minorca e Malta.
Entretanto,
dá-se nova viragem na política interna francesa, com o golpe de Estado de 9
de Novembro de 1799, o 18 Brumário, que leva ao poder um consulado,
com Napoleão, Sieyès e Roger-Ducos. Não tarda que, a partir desse
triunvirato, surja uma espécie de monarquia sem monarca, com Napoleão
assumindo, primeiro, a categoria de consul vitalício e, depoisa, em 1804, se
passa a considerar como Imperador.
A
partir de então, como vai dizer o nosso José Acursio das Neves, eis que o
projecto de monarquia universal, quase chega a ser realizado por
um usurpador corso que, capitaneando bandos de aventureiros franceses e
arrastando em ferros às suas bandeiras a mocidade das nações que tem
invadido, estendeu a sua "protecção omnipotente", isto é, tem assolado tudo
desde a embocadura do Vístula até o Faro de Messina, desde o Arquipélago até
ao cabo da Roca. Não satisfeito ainda com o título pomposo e insolente de
"Dominador da Europa" que lhe prodigalizaram os gazeteiros e os tiranos seus
subalternos, não duvidou arrogar o de "Árbitro Supremo dos Reis e dos Povos"
© Editado por José Adelino Maltez em Dili, Universidade Nacional de Timor Leste, ano de 2008
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