© José Adelino Maltez, Crónica do Pensamento Político, editada em Dili, na ilha do nascer do sol, finais de 2008

 

 

 

1799: Segunda Coligação contra a França

 

 

1790 1791 1792 1793 1794 1795 1796 1797 1798 1799 1800

 

  Século XVI  Linha do Tempo
 

Carlos IV, rei de Espanha (1788-1808)

 
 
Napoleão conquista Jaffa (7 de Março).

Encontrada a Pedra de Rosetta (15 de Julho).

Napoleão vence os otomanos em Abukir (25 de Julho).

Russsos e britânicos conquistam a Holanda (30 de Agosto). Mas são derrotados em 18 de Outubro

Golpe de Estado de 9 de Novembro de 1799, o 18 Brumário, leva ao poder Napoleão;

Segunda Coligação contra a França (1799). Russos tomam Milão aos franceses (1799). Napoleão retira-se do Egipto (22 de Agosto de 1799).

Retirada russa da Segunda Coligação (26 de Setembro), depois de na véspera franceses vencerem a batalha de Zurique.

A Rússia concede à Companhia Russo-Americana o monopólio do comércio do Alasca.

 

Morte de Washington (14 de Dezembro).  

 

D. João assumia oficialmente a regência (15 de Julho)

Seabra da Silva é demitido, depois de aconselhar  o regente a convocar as Cortes.

Portugal passa a ser o único aliado europeu dos britânicos e a Espanha começa a apresar navios portugueses.

Criados serviços de correios nas principais cidades (1 de Abril).

Tratado de Tripoli. Dito de paz e amizade entre o Reino de Portugal e o bey de Tripoli. (14 de Maio)

Tratado de Tunis - Tratado de tréguas, por 3 anos e 4 meses, entre o Reino de Portugal e o bey de Tunis. (29 de Julho)

Tratado de S. Petersburgo - Tratado de aliança defensiva entre a coroa portuguesa e Paulo I da Rússia. (18 de Setembro)

 

 
Almeida Garrett (1799-1854).

 

Marquês de Penalva, Dissertação a favor da Monarquia, onde se prova pela razão, auctoridade e experiência ser este o melhor e mais justo de todos os governos, Lisboa.

 

Idem, Dissertação sobre as Obrigações do Vassallo, Lisboa.

 

Novalis, Die Christenheit oder Europa.

Descoberta a pedra de Roseta (19 de Julho). 

O Directório é derrubado e Napoleão é eleito primeiro-cônsul.

Pitt promove a Segunda Coligação contra a França, integrada pelos seguintes países: Inglaterra, Rússia, Áustria, Portugal, Turquia e Nápoles.

Nova viragem na política interna francesa, com o golpe de Estado de 9 de Novembro, o 18 Brumário, que leva ao poder um consulado, com Napoleão, Sieyès e Roger-Ducos. Não tarda que, a partir desse triunvirato, surja uma espécie de monarquia sem monarca, com Napoleão assumindo, primeiro, a categoria de consul vitalício e, depoisa, em 1804, se passa a considerar como Imperador.

Entretanto, os franceses sofrem pesadas derrotas na Suíça e na Itália perante um exército austro-russo.

No Mediterrâneo, a França é obrigada a retirar do Egipto e perde Minorca e Malta

Guerra da Segunda Coligação  (1798-1800) Grã-Bretanha, Rússia, Áustria, Turquia, Portugal e Nápoles contra a França

Napoleão desembarca no Egipto no Verão de 1797 e aí estaciona até 1801

Em 1798 prossegue o avanço na Itália e ocupam Roma; prendem o próprio Papa, Pio VI, e instituem a República Romana, depois de já terem ocupado a Suíça e de aí terem instituído uma República HelvéticaSYMBOL 183 \f "Symbol"Entretanto, os franceses sofrem pesadas derrotas na Suíça e na Itália perante um exército austro-russo.

No Mediterrâneo, a França é obrigada a retirar do Egipto e perde Minorca e Malta

Golpe de Estado de 9 de Novembro de 1799, o 18 Brumário, leva ao poder Napoleão;

Os russos, do imperador Pedro III (1796-1801), que começam aliados aos ingleses, invocando a circunstância dos ingleses não haverem concedido Malta à Ordem de S. João de Jerusalém, de que Pedro III era o protector, retiram-se e chegam a acalentar uma aliança com a França, projectando invadir a Índia

Face à retirada dos russos, os franceses atacam os austríacos agora isolados  e a partir de Julho de 1800 dão-se uma série de vitórias francesas em Marengo, Hochstadt e Hohenlindeen

Aproveitando as circunstâncias, a Dinamarca e a Prússia atacam Hanôver;

Napoleão leva os austríacos de vencida, concluindo a Paz de Lunéville de 9 de Fevereiro de 1801, onde se confirmam as ocupações já reconhecidas na Paz de Campoformio, além de em Nápoles regressarem os Bourbons; a Inglaterra fica sozinha na luta contra Napoleão;

Surge uma liga de neutralidade armada entre a Dinamarca, a Suécia e a Rússia;

Os britânicos voltam a ficar isolados, mas obtêm ganhos no ultramar. Em 1801 atacam Alexandria e obrigam à retirada dos franceses do Egipto. Nas Índias ocidentais fazem cair uma série de domínios franceses, holandeses m dinamarqueses e suecos. Na Índia atacam possessões francesas;

Contudo, preferem fazer com a França a Paz de Amiens, em 25 de Março de 1802, depois de um acordo provisório estabelecido logo em 1 de Outubro de 1801; segundo os termos da mesma retiraria do Egipto e entregariam todas as conquistas coloniais, à excepção do Ceilão. Pitt é derrubado em 1802

A Espanha, nesta sequência, alia-se com a França, obtendo algumas contrapartidas, nomeadamente a reocupação de Minorca, embora perca a ilha de Trinidad; pelo tratado de 21 de Março de 1801, obtém para uma filha de Carlos II, Maria Luíza, casada com D. Luís, infante de Parma, o chamado reino da Etrúria, considerado como propriedade da Espanha 

© Editado por José Adelino Maltez em Dili, Universidade Nacional de Timor Leste, ano de 2008

 

Última revisão:15-02-2009