1939
Do Pacto Ibérico à II Guerra Mundial, no ano da morte de Freud

Fim da Guerra Civil de Espanha. Começa Segunda Guerra Mundial. Começa apoio militar britânico a Salazar. Conflito de Salazar com Armindo Monteiro. A Checoslováquia passa a protectorado do Reich (15 de Março). A Itália invade a Albânia (7 de Abril). Surgem o pacto germano-soviético (22 de Agosto) e o tratado anglo-polaco (25 de Agosto). Hitler começa a invasão da Polónia (1 de Setembro). Reino Unido e a França consideram-se em guerra com a Alemanha (3 de Setembro). URSS invade a Polónia (18 de Setembro) e, depois, a Finlândia (8 de Dezembro). Reino Unido aceita apoiar o rearmamento de Portugal (17 de Agosto). António Sérgio abandona a Seara Nova em divergência com Luís da Câmara Reis. PCP, no ano do Pacto Germano-Soviético, corta relações com a Internacional Comunista (Janeiro). Eleito um novo secretariado do Partido Comunista no começo do Outono, com Álvaro Cunhal, Francisco Miguel Duarte e Ludgero Pinto Basto
Nova Papa: Pio XII (Março). XVIII Congresso do Partido Comunista Soviético (Março). Declaração de independência da Eslováquia (Março). Termina a Guerra Civil Espanhola (Abril). Itália invade a Albânia (Abril). Pacto do Aço (Maio). Pacto germano-Soviético (Agosto). Começa a Segunda Guerra Mundial (Setembro)
Pacto Germano-Soviético. O pacto foi assinado no dia 24, ao mesmo tempo que se estabelecia um Protocolo Anexo, de carácter secreto, onde alemães e soviéticos repartiam esferas de influência. Protocolo que vai, depois, ser alterado pelos acordos, também secretos, de 23 de Setembro e de 10 de Janeiro de 1941. Assim, nos termos deste pacote de acordos, a URSS ficou com a influência sobre a Finlândia, a Letónia, a Estónia, a Lituânia, a parte oriental da Polónia e a Moldávia. A Alemanha contentou-se com a partilha ocidental da mesma Polónia. Aliás, nos termos do acordo de 1941, renunciou mesmo a parcelas da Lituânia que reservara nos acordos anteriores. Era o preço que Hitler tinha de pagar para poder desencadear a invasão da Polónia, a partir de 1 de Setembro, facto com que se iniciou a Segunda Guerra Mundial. Ribbentrop chegou a Moscovo à 1 hora da manhã do dia 23 de Agosto. O Pacto foi assinado às 14 horas do dia 24, após negociações com Molotov e Estaline. Logo a seguir à cerimónia de assinatura, Estaline foi para a sua datcha de Kuntsevo, nos arredores de Moscovo, onde teve uma ceia com Voroshilov, Mikoyan, Bulganine e Khruchtchev. Este, conta promenores nas suas Memórias: Estaline terá confidenciado que Hitler quer enganar-nos, mas penso que fomos mais espertos do que ele, tendo apresentado o acordo como sendo uma espécie de jogo para ver quem enganava quem, quem conseguiria passar a perna do outro. Khruchtchev culpa a Inglaterra e a França de terem querido lançar a Alemanha contra a URSS: esperavam ver-se livres da ameaça germânica à custa do nosso sangue e dos nossos territórios, à custa das nossas riquezas. Acrescenta: a política da Polónia também não foi sensata naquela altura. Não admitiam juntar-se a nós numa guerra contra a Alemanha. No fundo, não tínhamos alternativa. Tivemos a nossa oportunidade de levantar a cabeça perante a espingarda do inimigo, uma escolha para que fomos levados pelas potências ocidentais Saliente-se que na mesma altura em que se assinava o pacto germânico-soviético ainda estavam em Moscovo delegações militares britânicas e francesas, discutindo como o Comissário do Povo para a Defesa, Voroshilov, formas de cooperação para a hipótese de um eventual ataque alemão. Uma das divergências parece ter estado no facto de não se conseguir que os polacos dessem direito de passagem às tropas soviéticas.
Começa a Segunda Guerra Mundial; Alemanha invade a Polónia. Na verdade, como já referimos, uma semana depois de se ter estabelecido o Pacto Germano-Soviético, em 24 de Agosto de 1939, começava a Segunda Guerra Mundial. Estaline tinha actuado com pleno conhecimento de causa. Com efeito, num discurso de 15 de Agosto, o supremo dirigente soviético terá considerado que se assinasse um acordo com o bloco franco-britânico, isso obrigaria Hitler a procurar um modus vivendi com as potências ocidentais; por outro lado, se optasse por uma aproximação à Alemanha, isso levaria Hitler a invadir a Polónia e a uma inevitável intervenção dos britânicos e dos franceses: nestas circunstâncias nós teremos muitas probabilidades de permanecer à margem do conflito e poderemos esperar com vantagem a nossa oportunidade. é nisto que reside o nosso interesse. Por isso a decisão é clara. Não é difícil prever as vantagens que obteremos com esta forma de proceder. é evidente que a Polónia será invadida e vencida antes que a Inglaterra e a França estejam em condições de ir em seu auxílio. Neste caso, a Alemanha cede-nos a parte da Polónia que se estende até às proximidades de Varsóvia compreendendo a Galícia ucraniana. A Alemanha deixa-nos a liberdade de acção nos três países bálticos e não se opõe ao regresso da Bessarábia ao domínio russo. Também está pronta a ceder-nos, como zona de influência a Roménia, a Bulgária e a Hungria. Se duvidamos da autenticidade da fonte que utilizámos para a obtenção deste discurso de Estaline, não duvidamos dos factos. Com efeito, como já o referimos, em 17 de Setembro de 1939, eis que a URSS invade a Polónia Oriental, para, depois, em 30 de Novembro, atacar a Finlândia e ; em Junho de 1940, ocupar a Bessarábia. Acontece apenas que os alemães também encaravam dolosamente o Pacto Molotov-Ribbentrop. Como referia Berdiaev, em 1940, as democracias pensavam segundo Aristóteles e não segundo Hegel, sobretudo, segundo Hegel revisto à maneira marxista. Além disso, conforme o mesmo autor, a URSS de Estaline possuiria o mesmo gosto pela autoridade e os métodos de governo despóticos, sem qualquer respeito pela dignidade do indivíduo. A crueldade e o terror não os foram buscar a Marx, mas a Ivan o Terrível
URSS ocupa a Polónia Oriental. Segundo a versão soviética de REVUNENKOV, História dos Tempos Actuais, a invasão soviética da Polónia oriental serviu para paralisar o avanço dos nazis a para proteger a Ucrânia e a Bielo-Rússia (p.123), dado que o Pacto Germano-Soviético teria surgido por causa de manobras da França e da Inglaterra que tentavam isolar a URSS (sic). Para este historiador dos tempos de Khruchtchev, a Inglaterra empreendia secretamente conversações com a Alemanha, às costas da União Soviética, impelindo Hitler a desfechar uma guerra contra a URSS (p. 121). Também a ocupação dos países bálticos pela URSS é explicada porque os nazis tinham iniciado acções preparatórias para apoderar-se dos países bálticos, pelo que os pactos de ajuda mútua entre a URSS e os três Estados bálticos (a Lituânia, a Letónia e a Estónia) salvaram os povos [...] da agressão hitlerista (p. 123). Aliás, não teria havido ocupação, pois os povos em causa indignados pela violação cometida pelos governos reaccionários dos mesmos Estados relativamente aos pactos de ajuda mútua com a URSS trataram de derrubar os respectivos governos, em Junho de 1940. Já a invasão da Finlândia é explicada pelo facto dos finlandeses terem ocupado a Carélia, pelo que a URSS viu-se obrigada a tomar medidas em defesa própria (p. 124). Acresce que esta atitude finlandesa teria sido instigada pela França e pela Inglaterra que preparavam um ataque à URSS através da Turquia (id.) Em toda esta literatura de justificação e de propaganda é evidente que não aparece uma única referência ao conteúdo do pacto germano-soviéticos que, aliás, mais não constituiu do que uma das tradicionais partilhas da Polónia directamente inspirada por essa alemã russificada chamada Catarina II.
wDestaques No ano da morte de Freud (23 de Setembro), quando Serguei Tchakhotine estuda a violação das massas pela propaganda política, Afonso Queiró destaca-se com um estudo de filosofia política sobre Os Fins do Estado, enquanto Damião Peres se interroga sobre Como Nasceu Portugal?, Manuel Múrias edita Portugal-Império e Álvaro Cunhal publica desenhos nas páginas de O Diabo.
wMiguel Torga é detido por causa do lançamento do livro O Quarto Dia, permanecendo no cárcere até à Primavera de 1940 e António Mattoso edita a sua História de Portugal.
wOutras obras:
Alain Idées. Introduction à la Philosophie. Platon, Descartes, Hegel, Comte
Battaglia, Felice, Scritti di Teoria dello Stato
Benjamin, Walter Thesen uber den Begriff der Geschichtliche
Bloch, Marc Societé Féodale
Caillois, Roger, L’Homme et le Sacré
Cobban, Alfred, Dictatorship. Its History and Theory
Dabin, Jean, Doctrine Générale de l’État
Dewey, John Liberty and Culture
Elias, Norbert Progress der Zivilization
Elliot, T. S.Idea of Christian Society
Fran k, Hans, Recht und Verwallung
Gallup, George Horace, Public Opinion in a Democracy
Gilson, Étienne Dante et la Philosophie
Haddow, Anna, Political Science in American Colleges and Universities 1636-1900
Hayek, F., Profits, Interest and Investment
Hicks, J. R., Valor e Capital
Jünger, Ernst, Sobre as Falésias de Mármore
Lasswell, Harold D.., The Analysis of Political Behavior. An Empirical Approach
Maritain, Jacques, La Personne Humaine et la Societé, Paris, .
Oakeshott Social (The) and Political Doctrines of Contemporary Europe
Ortega y Gasset Ensimismamiento y Alteración
Pirou, Gaétan, Néo-Liberalisme, Néo-Corporativisme, Néo-Socialisme
Prélot, Marcel, L’Évolution Politique du Socialisme Français
Queiró, Afonso Rodrigues, «Os Fins do Estado. Um Problema de Filosofia Política»
Renard, G., Philosophie de l’Institution
Ribeiro, Teixeira, Princípios e Fins do Corporativismo Português
Saint-Exupéry Terre des Hommes
Santos, Delfim Filosofia, Da
Schumpeter Business Cycles
Simonovitch, Les Théories Contemporaines de l’État
Taborda, Vergílio, Maquiavel e Antimaquiavel
Tchakhotine, Sergei, Le Viol des Masses par la Propagande Politique
Vianna, Oliveira, Novas Diretrizes da Política Social
Vilhena, Vasco de Magalhães, Progresso. História Breve de uma Ideia
Waciorski, J., Le Terrorisme Politique, Paris, Éditions Pedone, .
Dinâmica do Ocidente
wObra de Norbert Elias onde se considera a racionalização e a psicologicização como duas tendências de longo prazo da civilização ocidental. As sociedades do monopólio da violência, incarnadas especialmente nas gandes cortes dos príncipes e dos reis, são sociedades onde há uma grande divisão de funções, onde as cadeias de acção são longas e onde são marcantes as interdependências funcionais dos diversos indivíduos. Nestas sociedades, as formas de violência física foram abolidas, substituindo-se as mesmas pelos jogos da Corte, formas subtis de rivalidade e de competição, visando a obtenção do favor do Príncipe. Estas formas marcaram os actuais ritmos de competição política, mesmo depois da abolição do ancien régime, dada a circulação de modelos, com a cópia de atitudes e comportamentos dos cortesãos por novos grupos sociais. Eufemizou-se ao máximo a violência física, substituindo-se esta pelo espectáculo das rivalidades de partidos e pessoas, com o afrontamento de ideias e o antagonismo de projectos. A emergência das sociedades contemporâneas tem como pilar esta substituição da violência física exterior por um auto-constrangimento, largamente aceite, pelo que se torna possível o controlo de pessoas e povos sem o recurso à violência física, levando, por exemplo, à aceitação como normal do acto de obediência às leis editadas. As infracções individuais a essas leis são, aliás, consideradas como ilegítimas pela maioria das pessoas. Gera-se assim uma espécie de automatismo dos auto-constrangimentos.
Idées. Introduction à la Philosophie. Platon, Descartes, Hegel, Comte

wObra de Alain (1868-1951) para quem a lógica da ordem, que é a lógica, exige que comecemos pelo começo, pelo que é o mais abstracto e o mais simples. Até porque contradição não é um pequeno acidente nos nossos pensamentos, nós não pensamos a não ser através de contradições sobrepostas". Proclama assim que "o poder torna louco e o poder absoluto, absolutamente torna louco" Paris, Éditions Hartmann, 1939)
The Twenty Year’s Crisis. 1919-1939

wAn Introduction to the Study of International Relations Obra de Edward Hallett Carr (1892-1982) que parte da tensão polar entre o que qualificou como utopismo e o que cunhou como realismo, se procura distanciar-se do primeiro, marcado por naivety and exuberance, também não cai no desespero do segundo, que acusa de sterility. Refere, aliás, três matrizes para esse utopismo do pós-guerra. Em primeiro lugar, o optimismo intelectualista, originário do Iluminismo do século XVIII. Em segundo lugar, as ideias liberalistas, do século XIX, ainda marcadas pela rigidez da economia clássica. Em terceiro lugar, os que, no pós-guerra, invocaram a ideologia wilsoniana. Nestes últimos, critica, sobretudo, a ilusão de considerarem que um homem de Estado tem liberdade de escolha para levar a cabo uma política externa e, consequentemente, que podem executar-se as boas intenções de tais protagonistas. Muito ironicamente, desdenha dos que continuavam a dizer, por exemplo, que os norte-americanos entraram na Grande Guerra como cowboys que foram para o combate de forma desinteressada, visando a defesa de princípios civilizacionais. De qualquer maneira, estas três grandes famílias, de marca utopista, admitiriam a existência de uma espécie de mão invisível, capaz de levar à harmonia de interesses na política internacional, donde surgiriam processos espontâneos de regulação da paz. Já os realistas, mais conservadores e empíricos, procurando respeitar as lições da história, exageram no cepticismo e continuam a considerar o poder como o principal conceito das relações internacionais, tal como a energia é o principal conceito da física. Nestes termos, se denuncia o pessimismo antropológico dos realistas, não deixa de, com eles, coincidir, quando defende o respeito pelas lições da história, apesar de os considerar marcados pelo cinismo. Por outro lado, tal como os chamados utopistas, acredita que o pensamento pode modificar a conduta humana, embora não aceite que se ponha ênfase na liberdade de escolha do homem de Estado. Assume, assim, a perspectiva daqueles cépticos entusiastas que se assumem como conservadores à maneira de Hume e de Burke, defendendo o decurso do tempo e do costume, o curso natural das coisas, num evolucionismo que desconfia do progresso fundacionista, como as posturas de certos teóricos do contrato social, que acreditavam na possibilidade de construção de um homem novo, como, então, ainda faziam os chamados idealistas.
Nation, Race, Peuple

wGeorges Politzer (1903-1942) considera que o internacionalismo da classe operária não é contra a Nação, porque a humanidade é solidária com a liberdade de cada povo. Só o internacionalismo capitalista nega a nação. Do mesmo modo, assinala que há nacionalismos contra a nação, como no caso do fascismo. Insere-se na linha do nacionalismo antifascista do PCF, assumida por Maurice Thorez em 1936 e por Henri Lefebvre em 1937.
La Societé Féodale

wMarc Bloch (1886-1944) salienta a Europa feudal não foi totalmente feudalizada no mesmo grau nem segundo o mesmo ritmo e, especialmente, que em parte alguma o foi completamente.Em nenhum país, a população rural caiu totalmente nas malhas duma dependência pessoal e hereditária.Quase por toda a aprte ‑ ainda que em número extremamente variável, conforme as regiões ‑ subsistiram terras alodiais, grandes ou pequenas.A noção de estado nunca desapareceu absolutamnete e, onde conservou mais vigor, houve homens que teimaram em chamar‑se 'livres', no sentido antigo da palavra, porque dependiam apenas do chefe do povo ou dos seus representantes. Observa também que as ideias que expõem correntemente os publicistas realistas dos séculos XVI e XVII parecem por vezes banais a quem percorreu a literatura dos períodos precedentes...não convem levar muito a sério a ruptura tradicional que,na sequência dos humanistas,nós normalmente consideramos na Europa por volta do ano de 1500. A chamada resconstituição dos Estados, na, segunda idade feudal, constituiu um fenómeno comum em todo o Ocidente, apesar de poderem ser enumerados três tipos de Estado: a monarquia nova dos Capetos; a monarquia arcaizante da Alemanha; e a monarquia anglo-normanda, produzida por feitos de conquista e sobrevivências germânicas.
Carta Pastoral

O cardeal patriarca de Lisboa, D. Manuel Gonçalves Cerejeira emite em 1 de Outubro uma carta pastoral onde assinala que o culto da guerra é de natureza pagã, condenando o nacionalismo exaltado, porque eleva a princípio absoluto o direito vital de um povo, com desprezo dos direitos vitais dos outros e que não se pode erigir em fonte de direitos a grandeza territorial, populacional, económica ou cultural de um povo, para destruir outro.
Jesué Pinharanda Gomes (n. 1939)
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wFilósofo português, discípulo de Álvaro Ribeiro. Insere-se no movimento da Filosofia Portuguesa, mas marcado por um ortodoxo tomismo. Um dos principais inventariadores dos movimentos sociais-católicos dos séculos XIX e XX.
·Introdução à História da Filosofia Portuguesa, Braga, 1967.
·Pensamento Português, 3 vols., Braga, Editora Pax, 1969, 1972, 1975.
·Fenomenologia da Cultura Portuguesa, Lisboa, Agência Geral do Ultramar, 1970.
·Liberdade de Pensamento e Autonomia de Portugal, Lisboa, Espiral, 1971.
·Inquérito sobre a Filosofia Portuguesa, Braga, Editora Pax, 1972. Colab. in Bessa, António Marques, Martins, Vítor Figueira, Branco, Ana Maria Castelo, orgs.
·Pensar Portugal, Porto, Liga Popular Monárquica (Zona Norte), 1972. Org.
·Teodiceia Portuguesa Contemporânea, Lisboa, Sampedro, 1974.
·Gnose e Liberdade, Braga, 1976.
·A Filosofia Tomista em Portuga, Porto, Lello & Irmão, 1978.
·«Jacques Maritain e o Pensamento Político Português», Separata de Democracia e Liberdade, Lisboa, Instituto Amaro da Costa, 1982.
·Os Congressos Católicos em Portugal. Subsídios para a História da Cultura Católica Portuguesa Contemporânea (1870-1980), Lisboa, 1984.
·Formas de Pensamento Filosófico em Portugal. 1850-1950, Lisboa, Instituto Amaro da Costa, 1986.
·«Esboço de um Perfil do Pensamento Político Cristão do Século XX em Portugal», In Democracia e Liberdade, n.ºs 37/38, pp. 99-156, Lisboa, Instituto Amaro da Costa, 1986.
·Dicionário da Filosofia Portuguesa, Lisboa, Publicações Dom Quixote, 1987.
·As Duas Cidades. Estudos sobre o Movimento Social Cristão em Portugal, Lisboa, Multinova, 1990.
·História da Filosofia Portuguesa. A Filosofia Hebraico-Portuguesa, Lisboa, Guimarães, 1999.