© José Adelino Maltez, Crónica do Pensamento Político, editada em Dili, na ilha do nascer do sol, finais de 2008

 

 

630-634: Morte de Maomé. Bizantinos perdem a Síria

 

 

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Séculos I a V  Linha do Tempo   Século XI

   
Regresso da Santa Cruz a Jerusalém (630). Acção decisiva do Imperador Romano do Oriente.

Arábia submetida ao islamismo, depois da entrada de Maomé em Meca (630).

Os chineses submetem os turcos orientais (630).

Introdução do budismo no Tibete (630).

Morte de Maomé (6 de Junho 632), então com 63 anos. Depois da peregrinação do Adeus, com 90 000 devotos(22 de Fevereiro). Como proclamou: todo o mal nasce da ignorância; há, contudo, ainda um maior mal: é o de ignorar a sua própria ignorância.

 

Sucede-lhe Abu-Bakr (632-634), o primeiro califa, Kalif Resul Allah, isto é, representante do enviado de Deus. Havia, contudo, dois outros candidatos: Ali, casado com Fátima, filha do Profeta; Omar, considerado a espada de Maomé.

Revolta na Arábia que acaba por ser submetida (633). Ataques à Pérsia e à Palestina (633-634).

 

Omar ibn al-Khattab (634-644), sogro de Maomé, segundo califa, com poderes imperiais, sucedendo a Abu-Bekr (634). É o primeiro a usar o título de Amir al-Mu'minin (príncipe dos Fiéis), fundando um império teocrático, dotado de uma forte administração militar, onde o chefe das tropas de ocupação se transforma em governador civil, chefe religioso e juiz temporal.

Teodoro, irmão do imperador bizantino,  é derrotado em Ajnadayn, entre Gaza e Jerusalém, pelo exército Árabe (634).

Heráclio * é derrotado a sul do Lago Tiberíades, em Yarmuk ou Yamark (636). O Império perde a Síria, conquistada pelos Árabes.

Os Árabes, conduzidos por Omar, conquistam a Palestina (Jerusalém) e Antióquia (637). O Império Romano do Oriente perde estas reconquistas de Heráclio.

Restauração do império chinês na Ásia Central (638-651).

Morte de Dagoberto I. Nova separação da Nêustria e da Austrásia.

Os Árabes conquistam a Mesopotâmia e entram no Egipto (639)

 
Sisenando, rei visigodo de Toledo (631-636).

 

Monarquia visigótica passa a electiva no IV Concílio de Toledo (Dezembro de 633). Adoptada a teoria política de Santo Isidoro de Sevilha. Reforço do poder da Igreja e dos senhorios nobiliárquicos. Estabelecida a uniformidade litúrgica na Península, pelo rito moçárabe, seguido até ao século XI.

Chintila, rei visigodo de Toledo (636-639).

V  Concílio  de Toledo (Junho de 636)

VI  Concílio  de Toledo (638)

 

Tulga, rei visigodo de Toledo (639-642). 
Primeira edição do Corão (633). Por Abu Bakr e Omar que ordenaram o trabalho de Zaid ben Tsabit. Nova versão oficial em 650. Corão, vem da raiz Árabe qara’a, isto é, ler ou recitar, significando leitura, a revelação recebida de Alá para Maomé. Deus fala ao Profeta através do anjo Gabriel (Djabrail).

Patriarca Sérgio de Constantinopla encoraja a doutrina herética do monotelismo (638), quando emite uma carta, Ecthese, contra os ortodoxos. 
 

© Editado por José Adelino Maltez em Dili, Universidade Nacional de Timor Leste, ano de 2008

 

Última revisão:15-02-2009