|
Mercadores
muçulmanos em Cantão (800). Fábrica de papel fundada em Bagdade.
Luís, o Pio,
conquista Barcelona (801).
Nicéforo I
o Logoteta destrona Irene (802). Recusa pagar tributo aos Árabes.
Egberto,
rei de Wessex (802-39)
Nova revolta no
Egipto (802-809).
Ruptura entre
Carlos Magno e Bizâncio (803).
Frota muçulmana
ataca Chipre (805).
Francos
conquistam a Boémia (806).
Guerra dos
Bizantinos contra os Búlgaros (807). Ataque muçulmano a Rhodes
(807).
Reconhecidos os
direitos especiais dos Francos sobre a protecção dos Lugares santos
(807).
Búlgaros atacam
a Macedónia (808).
Morte do califa
Harum-al-Raschid, conhecido pelas Mil e Uma Noites.
Apogeu do império
Árabe (809).
Conquista da
chamada Marca de Espanha pelos Francos (809-812).
|
Francos
conquistam Barcelona (801).
Primeira
surtida muçulmana na Córsega (806).
Levantamento de
Toledo e Jornada do Fosso.
Fundação de
Fez, com Idris ou Idrici II (808).
Morte de Harun
al-Rashid (809). Luta pelo poder entre os filhos: Al-Amin, filho de
mãe Árabe,
e Al-Mamun, filho de mãe persa. Vai vencer o segundo, que sobe ao
poder em 813. |
Introduzida
a aritmética indiana e a numeração dita Árabe
em Bagdad (800).
Traduzida para
Árabe
a Geografia de Ptolomeu.

Restauração do
Império. Leão III faz de Carlos Magno o novo Imperador dos Romanos
(Natal de 800)*. Esta cerimónia foi uma comédia mais ou menos
improvisada por um punhado de eclesiásticos arcaizantes
(Ferdinand Lot).
|
|
Sacro
Império Romano-Germânico
(Sacrum Romanum
Imperium Nationis Germanicae / Heiliges römisches Reich deutscher Nation).
Fundado por Otão I, o
Grande, em 962, apenas vem a ser formalmente dissolvido em 6 de Outubro de
1806; a designação data do século XV, dado que anteriormente foi sendo
conhecido por Império Romano (1034), Sacro Império (1157) e
Sacro Império Romano (1254). Começou por ser uma reunião de principados
alemães do Saxe, Francónia, Suábia e Baviera, com influência no norte e
centro de Itália que se distinguiam da francie occidentale; Otão III
(983-1002) estabeleceu a capital em Roma e sonhou com a renovatio imperii
Romanorum; a partir de 1024, acede ao império a dinastia sálica e
império passa a dividir-se, sobretudo em virtude do poderio dos senhorios
eclesiásticos; emerge a luta entre o sacerdotium e o imperium
que, com a dinastia dos Hohenstaufen (1138-1254) se volve no conflito entre
os guelfos e os guibelinos; a política dos Hohenstaufen visou sobretudo
evitar a instauração de uma unidade política autónoma no norte de Itália que
afastaria a Alemanha do Mediterrâneo; .
A
primeira alteração à doutrina dos dois gládios ocorreu no Natal do ano
800, quando, com a coroação de Carlos Magno, o papado tentou
ressuscitar um fantasma, conforme a expressão de Ferdinand Lot, numa
atitude mais simbólica do que real, dado que tal gesto não só foi impotente
para reproduzir o Império Romano, como também não conseguiu o Estado na
Igreja nem a Igreja no Estado, apesar do Império passar a
assumir-se como o Império Cristão. Com efeito, no Natal do ano 800,
em Roma, o Papa Leão III elevou rei dos francos, Carlos Magno (768-814) à
categoria de imperador dos
Romanos,
uma experiência que, apesar de apenas durar cerca de quarenta anos, até ao
Tratado de Verdun de 843.
O
Império carolíngio era mais um ideal moral do que um regime,
significando, nas palavras de J. Calmette, a unidade do Ocidente sob um
chefe que exerce a plenitude do poder temporal no interesse da república
cristã. Uma dupla designação divina paira sobre os "fideles". O mesmo termo
designa os súbditos do Estado e os da Igreja: o papa e o imperador estão no
cume da hierarquia que preside aos destinos dos corpos e das almas. Assim se
precisa o conceito medieval: as relações do Império e do papado condicionam
doravante o equilíbrio do sistema.
Assim,
logo em 806, em Thionville, Carlos Magno vem estabelecer o governo
confraternal, repartindo os seus domínios pelos três filhos, uma
partilha que logo rectificou em 813, quando proclamou o filho Luís, o
Piedoso, como seu sucessor.
Divisão
do Império no Tratado de Verdun (843). Os netos do primeiro imperador
dividem o legado, deixou o rasto daquilo que Robert Lafont qualifica como o
Império do Meio, a soma do Sul e do Norte, congregando a
parcela ocidental do Império Romano, principalmente aquilo que é hoje o
território da França, da Alemanha e da Itália. no Tratado de Verdun de 843,
se, para Luís-o-Germânico ficam as províncias a Leste do Reno, a Francia
Orientalis, e para Carlos o Calvo, a Francia Occidentalis, com a
Marca de Hispania, eis que a fatia central do Império vai caber a
Lotário, a quem também passa a ser reconhecida a dignidade imperial.
Apesar
de continuar a utilizar-se a expressão governo confraternal, eis que
a unidade do Império Cristão está definitivamente abalada. A faixa
central, a que se deu o nome de Lotaríngia e que, mais tarde, há-de
constituir o eixo da casa da Borgonha, vai acabar, um quarto século depois,
por ser dividida em lotes, que são atribuídos a Luís-o-Germânico e a
Carlos-o Calvo e este último, em 875, ainda chega a receber do Papa a
dignidade honorífica de imperador.
Bizantino,
Império ou Império Romano do Oriente.
Entre 867 e 1057
atingiu o seu apogeu com uma dinastia macedónia, comandada por soldados que
empreendem uma série de lutas vitoriosas contra os Árabes,
reconquistando várias posições no Médio Oriente e em Itália; derrota a
Grande Bulgária em 1014; alia-se com os russos; em 1054 deu-se a ruptura
definitiva entre Roma e Constantinopla; no fim da dinastia, sucessivas
revoltas de Búlgaros e sérvios e ataques dos Normandos às posições
italianas.
© Editado por José Adelino Maltez em Dili, Universidade Nacional de Timor Leste, ano de 2008
|