© José Adelino Maltez, Crónica do Pensamento Político, editada em Dili, na ilha do nascer do sol, finais de 2008

 

 

960-969: Independência do condado de Castela. Mumadona e fundação do Cairo

 

 

890-899 900-909 910-919 920-929 930-939 940-949 950-959 960-969   970-979 980-989 990-999 1000-1009

 

  Séculos I a V  Linha do Tempo   Século XI

 Lotário, rei dos Francos (954-986)

Califa Abd-er-Rahman III ou Abderramão III Anácir (912-961)

2º Califa omíada de Córdova Al-Hakam II, ou Aláqueme II (961-976)

 

 
 

Dinastia Song na China (960-1276). A partir da China do Sul, depois de um período caótico com cinco dinastias no Norte (907-960) e dez reinos no Sul (902-979).

Conversão ao Islão dos Turcos Qarakhânidas (960).

Otão faz nova expedição a Itália. É novamente reconhecido como rei de Itália (961). Mas o povo romano há-de por três vezes revoltar-se contra ele, obrigando-o a severas repressões (962-966).

Bizantinos reconquistam Creta (961) e Alepo (962).

Otão I, o Grande é coroado imperador pelo papa João XII (2 de Fevereiro de 962). Iniciada a dinastia dos otões de origem saxónica.

Otão II, o Vermelho Liudolfing.  26 de maio de 961 25 de dezembro de 967 7 de dezembro de 983 Filho de Oto I; rei co-regente da Germânia com o seu pai, 961–973, também coroado co-Imperador em 967.

É coroado imperador em Roma, fundando uma entidade que apenas vem a ser formalmente dissolvida em 6 de Outubro de 1806. O que será dito Sacro Império Romano-Germânico (Sacrum Romanum Imperium Nationis Germanicae / Heiliges römisches Reich deutscher Nation), então apenas dito Império Romano.

O novo imperador, Otão I,  depõe o papa João XII (4 de Dezembro de 963). Nomeia Leão VIII como papa.

Nicéforo II, Focas, imperador do Oriente (963-969). Segundo marido de Téophano, viúva de Romano II.

Revolta em Roma. João XII volta ao poder (964).

O duque da Polónia, Mieszko I, desde 960 até 992, converte-se ao cristianismo (966). Funda-se a dinastia dos Piast.

Intervenção de Otão em Itália (966).

Baptismo do rei da Dinamarca (966).

Coroação antecipada de Otão II pelo papa (967).

Recomeça a guerra entre Bizâncio e os Búlgaros (967).

Baptismo do duque da Polónia, Mieszko (967).

Sviatoslav de Kiev lança ofensiva contra os Búlgaros, aliados dos Bizantinos (968). Destruído o império dos Khazares que em 1016 desaparecem da história.

Otão I funda o bispado de Magdburgo, bem como marcas militares nas fronteiras do Império. Entre elas, Ostmark, base da Áustria.

Bizantinos conquistam Antióquia (969).

Imperador João I Tzimices (969-970). Genro de Romano II.

Boris II, czar dos Búlgaros (969-972). 
Fernán González torna independente o condado de Castela (960).

 

General fatimida Jauar conquista Fez (960).

 

Mumadona Dias constrói em Guimarães o castelo de S. Mamede, para resistir aos ataques Normandos (960-968). Doa-o em 968 ao Mosteiro de Santa Maria.

 

Ataques Normandos às costas portuguesas intensificam-se (961)

 

Os Bizantinos recuperam Creta (961)

2º Califa omíada de Córdova Al-Hakam II, ou Aláqueme II (961-976).

Revolta do conde de Portuclae, Gonçalo Mendes, contra Sancho I de Leão (962).

Fundação da dinastia Ghaznévida, no Afeganistão, primeira dinastia turca no mundo muçulmano (962). Existirá até 1186.

Normandos atacam Alcácer do Sal (966). Batalha nos campos de Lisboa e triunfo naval dos andaluzes no rio Arade.

Revolta do conde de Coimbra, Gonçalo Moniz, contra Sancho I (966). 
Morte de São Rosendo (966).

 

Ramiro III (967-984).

 

Os Fatimidas, dinastia aparecida no Norte de África por volta de 910, apoderam-se do Egipto (969).

 

Fundação do Cairo, El-Kahira, a vitoriosa, pelos fatimidas, chiitas (969). Até 1048.

Dois papas. Papa Leão VIII (963-965). Nomeado por Otão I que depõe o papa João XII. 

 

Surge ao mesmo tempo um papa Bento V (964-966). A Igreja esteve sob o governo de dois Papas.

 

Papa João XIII (965-972). 
 

A segunda tentativa de restauração imperial, com Otão I, o Grande, em 962, vai deixar mais raízes, lançando uma entidade que, a partir do século XV, passará a designar-se como Sacro Império Romano-Germânico (Sacrum Romanum Imperium Nationis Germanicae, em latim, e Heiliges römisches Reich deutscher Nation, em alemão), e que formalmente durará até 1806.

Otão I, duque da Francónia, filho de Henrique I, duque do Saxe, começou por colocar vários parentes à frente dos ducados da Suábia, da Lorena e da Baviera, bem como nos arcebispados de Colónia e de Mogúncia. Em seguida, depois de submeter os eslavos do Elba, voltou-se sobre a Itália, onde chega a ser coroado rei dos Lombardos em 952. Mas é só depois de ter detido uma invasão dos Húngaros, em 955, e de pacificar a Itália que obteve do papa João XII a coroa imperial.

Surgia assim um novo espaço imperial, um Império do Meio, mais alargado, para o oriente que o de Carlos Magno, mas sem incluir a Gália, as Espanhas e o sul de Itália, um espaço já ligado aos reis da Boémia, da Polónia, da Dinamarca, da Hungria e da Bulgária.

Com efeito, nos séculos IX e X, ocorreu uma vaga de conversões ao cristianismo de vários povos do norte e do leste da Europa: em 884, a Morávia; em 894, a Bulgária; em 895, a Boémia; em 965, a Polónia; em 974, a Dinamarca; em 986, Kiev, berço daquilo que virá a ser a Rússia; em 944, a Suécia; em 945, a Noruega; em 996, a Hungria.

Refira-se que esta nova entidade começou por ser conhecida simplesmente por Império Romano. Só no século XII é que passa a Sacro Império para, no século XIII, já se intitular Sacro Império Romano.

 

Se, com Otão I, começou por ser uma reunião de principados alemães do Saxe, Francónia, Suábia e Baviera, com influência no norte e centro de Itália que se distinguiam da Francia Occidentalis., já com Otão III (983-1002) estabelece a capital em Roma, passando a sonhar com a renovatio imperii Romanorum.
 

© Editado por José Adelino Maltez em Dili, Universidade Nacional de Timor Leste, ano de 2008

 

Última revisão:15-02-2009