|
Dinastia
Song na
China (960-1276). A partir da China do Sul, depois de um período
caótico com cinco dinastias no Norte (907-960) e dez reinos no Sul
(902-979).
Conversão ao
Islão dos Turcos Qarakhânidas (960).
Otão faz nova
expedição a Itália. É novamente reconhecido como rei de Itália
(961). Mas o povo romano há-de por três vezes revoltar-se contra
ele, obrigando-o a severas repressões (962-966).
Bizantinos
reconquistam Creta (961) e Alepo (962).
Otão I, o
Grande é coroado imperador pelo papa João XII (2 de Fevereiro de
962). Iniciada a dinastia dos otões de origem saxónica.
Otão II, o Vermelho Liudolfing. 26 de maio de 961 25 de dezembro
de 967 7 de dezembro de 983 Filho de Oto I; rei co-regente da Germânia
com o seu pai, 961–973, também coroado co-Imperador em 967.
É coroado
imperador em Roma, fundando uma entidade que apenas vem a ser
formalmente dissolvida em 6 de Outubro de 1806. O que será dito
Sacro Império Romano-Germânico
(Sacrum
Romanum Imperium Nationis Germanicae / Heiliges römisches Reich
deutscher Nation), então apenas dito Império Romano.
O
novo imperador, Otão I, depõe o papa João XII (4 de Dezembro
de 963). Nomeia Leão VIII como papa.
Nicéforo II,
Focas, imperador do Oriente (963-969). Segundo marido de Téophano,
viúva de Romano II.
Revolta em
Roma. João XII volta ao poder (964).
O duque da
Polónia, Mieszko I, desde 960 até 992, converte-se ao
cristianismo (966). Funda-se a dinastia dos Piast.
Intervenção de
Otão em Itália (966).
Baptismo do rei
da Dinamarca (966).
Coroação
antecipada de Otão II pelo papa (967).
Recomeça a
guerra entre Bizâncio e os Búlgaros (967).
Baptismo do
duque da Polónia, Mieszko (967).
Sviatoslav
de Kiev
lança ofensiva contra os Búlgaros, aliados dos Bizantinos (968).
Destruído o império dos Khazares que em 1016 desaparecem da
história.
Otão I funda o
bispado de Magdburgo, bem como marcas militares nas fronteiras do
Império. Entre elas, Ostmark, base da Áustria.
Bizantinos
conquistam Antióquia (969).
Imperador
João I
Tzimices (969-970). Genro de Romano II.
Boris II, czar
dos Búlgaros (969-972). |
Fernán
González
torna independente o condado de Castela (960).
General
fatimida Jauar conquista Fez (960).
Mumadona
Dias
constrói em Guimarães o castelo de S. Mamede, para resistir aos
ataques Normandos (960-968). Doa-o em 968 ao Mosteiro de Santa
Maria.
Ataques
Normandos às costas portuguesas intensificam-se (961)
Os Bizantinos
recuperam Creta (961) 2º Califa
omíada de Córdova Al-Hakam II, ou Aláqueme II (961-976).
Revolta do
conde de Portuclae, Gonçalo Mendes, contra Sancho I de Leão (962).
Fundação da
dinastia Ghaznévida, no Afeganistão, primeira dinastia turca no
mundo muçulmano (962). Existirá até 1186.
Normandos
atacam Alcácer do Sal (966). Batalha nos campos de Lisboa e triunfo
naval dos andaluzes no rio Arade.
Revolta do
conde de Coimbra, Gonçalo Moniz, contra Sancho I (966). |
Morte de São
Rosendo (966).
Ramiro III
(967-984).
Os Fatimidas,
dinastia aparecida no Norte de África por volta de 910, apoderam-se
do Egipto (969).
Fundação do
Cairo,
El-Kahira, a vitoriosa, pelos fatimidas, chiitas (969).
Até 1048.
Dois papas.
Papa Leão VIII
(963-965). Nomeado por Otão I que depõe o papa João XII.
Surge ao mesmo
tempo um papa Bento V (964-966). A Igreja esteve sob o
governo de dois Papas.
Papa João
XIII
(965-972). |
A
segunda tentativa de restauração imperial, com Otão I, o Grande, em
962, vai deixar mais raízes, lançando uma entidade que, a partir do século
XV, passará a designar-se como Sacro Império Romano-Germânico (Sacrum
Romanum Imperium Nationis Germanicae, em latim, e Heiliges römisches
Reich deutscher Nation, em alemão), e que formalmente durará até 1806.
Otão
I, duque da Francónia, filho de Henrique I, duque do Saxe, começou por
colocar vários parentes à frente dos ducados da Suábia, da Lorena e da
Baviera, bem como nos arcebispados de Colónia e de Mogúncia. Em seguida,
depois de submeter os eslavos do Elba, voltou-se sobre a Itália, onde chega
a ser coroado rei dos Lombardos em 952. Mas é só depois de ter detido uma
invasão dos Húngaros, em 955, e de pacificar a Itália que obteve do papa
João XII a coroa imperial.
Surgia
assim um novo espaço imperial, um Império do Meio, mais alargado,
para o oriente que o de Carlos Magno, mas sem incluir a Gália, as Espanhas e
o sul de Itália, um espaço já ligado aos reis da Boémia, da Polónia, da
Dinamarca, da Hungria e da Bulgária.
Com
efeito, nos séculos IX e X, ocorreu uma vaga de conversões ao cristianismo
de vários povos do norte e do leste da Europa: em 884, a Morávia; em 894, a
Bulgária; em 895, a Boémia; em 965, a Polónia; em 974, a Dinamarca; em 986,
Kiev, berço daquilo que virá a ser a Rússia; em 944, a Suécia; em 945, a
Noruega; em 996, a Hungria.
Refira-se
que esta nova entidade começou por ser conhecida simplesmente por Império
Romano. Só no século XII é que passa a Sacro Império para, no
século XIII, já se intitular Sacro Império Romano.
Se,
com Otão I, começou por ser uma reunião de principados alemães do Saxe,
Francónia, Suábia e Baviera, com influência no norte e centro de Itália que
se distinguiam da Francia Occidentalis., já com Otão III (983-1002)
estabelece a capital em Roma, passando a sonhar com a
renovatio imperii
Romanorum.
© Editado por José Adelino Maltez em Dili, Universidade Nacional de Timor Leste, ano de 2008
|