© José Adelino Maltez, Tópicos Político-Jurídico, texto concluído em Dili, na ilha do nascer do sol, finais de 2008
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Traiano Boccalini (1556-1613)
•Funcionário do Papa, de 1584 a 1612, contemporâneo de Botero, é, ao contrário deste, adversário dos interesses espanhóis. Acaba por servir e admirar a república aristocrática de Veneza. •Usando alguma veia satírica, considera a razão de Estado como uma lei útil aos Estados, mas contrária em tudo à lei de Deus e dos homens. Se ela, por um lado, merece repulsa, face à necessidade de se sofrer a hipocrisia, eis que, por outro, é inevitável, impondo a resignação dos que a sofrem. Comenta a obra de Tácito, salientando a arte e a sagacidade dos homens de Estado. •Salienta que o interesse é o verdadeiro tirano da alma dos tiranos e até dos príncipes que não são tiranos. Admite a hipótese do assassinato político, chegando a criticar a brandura de Carlos VI, por não ter mandado queimar Lutero. Proclama, contudo, que a verdadeira pátria do homem é a cidade livre. Neste sentido, convida os príncipes a governarem com justiça e doçura
Meinecke, Friedrich, L'Idée de la Raison d'État dans l'Histoire des Temps Modernes, Genebra, Droz, 1973, pp. 70-75
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Última revisão:15-02-2009