Étienne de La Boétie (1530-1563)

N'ayez pas peur... Soyez résolus à ne plus servir, et vous serez libres
•Amigo de Montaigne, torna-se, como este, conselheiro no paralamento de Bordéus. Célebre tradutor de clásicos gregos, adopta como lema o n'ayez pas peur.
•Salienta que na escravidão voluntária o tirano apenas tem o poder que se lhe dá, um poder que vem da volonté de servir das multidões que ficam fascinadas e seduzidas por un seul hommeau, et le plus souvent le plus lasche et femelin de la nation.
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Contr'un ou Discours de la Servitude Volontaire , 1548.. Cfr. Discours de la Servitude Volontaire, cronologia, introd., bibliografia e notas de Simone Goyard-Fabre, Paris, Éditions Flammarion, 1983;. Cfr. outra ed., apresentação de Miguel Abensour e Marcel Gauchet, Paris, Librairie Payot, 1978.
0 Clastres, Pierre, Lefort, Claude, La Boétie et la Question du Politique, Paris, Librairie Payot, 1976.
1 Garoux, Alain, «La Boétie», Châtelet (DOP), pp. 423-43; Prélot (DP), II, pp. 114 segs; Truyol (HFDE), II, 1982, p. 32.
Discours de la Servitude Volontaire, 1548
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•Ou Le Contr'un, obra de Étienne la Boétie de 1548. Obra que é utilizada pelos protestantes franceses na sua luta contra o rei e chega a ser editada em 1781 e 1783 em folhetos revolucionários.
•Aí se considera que o tirano apenas tem o poder que se lhe dá, um poder que vem da volonté de servir das multidões as quais ficam fascinadas e seduzidas por um só.
•A obra tem sido retomada nestes últimos anos, visando assinalar que o totalitarismo contemporâneo não surge apenas de um agente externo opressor, dado implicar uma situação de passiva aceitação por parte daqueles que se lhe sujeitaram, preferindo o conforto da segurança do Leviathan às incertezas da aventura da liberdade.
•Neste sentido, já Bernanos assinalara que o mesmo totalitarismo é mais um sintoma do que uma consequência (cfr. Discours de la Servitude Volontaire, cronologia, introd., bibliografia e notas de Simone Goyard-Fabre, Paris, Éditions Flammarion, 1983; cfr. outra ed., apresentação de Miguel Abensour e Marcel Gauchet, Paris, Librairie Payot, 1978).
Última revisão:15-02-2009