© José Adelino Maltez, Tópicos Político-Jurídico, texto concluído em Dili, na ilha do nascer do sol, finais de 2008

 

 

 

Henri de Boulainvilliers (1658-1722)

 

 

La vérité, la sincérité de l' Histoire, et la même matiére,nos vues sont si diférentes,que nous nous rencontrerons rarement dans la maniére de peindre les mêmes faits: leur réalité n' empêchant pas qu' ils ne soyent susceptibles de coloris et de dispositions aussi diférentes, que les fins que nous nous proposons.

 

•Economista e historiador, próximo das posições de Fenélon. Militar de 1679 a 1688. Defensor de uma monarquia tradicionalista e anti-absolutista, é um dos primeiros que, em França, invoca a ciência política

•Considera o absolutismo de Luís XIV como despótico, brutal, muito longo e, por consequência, odioso, porque não obedeceu a regras ou a uma teoria, vivendo ao sabor dos acontecimentos

•Este utopista do passado, segundo Prélot, está na base do tradicionalismo consenusalista. Daí, criticar directamente Bossuet, em nome da liberdade natural dos homens, por ele ter forjado novos grilhões para a liberdade natural dos homens.

•Assinala que os únicos franceses efectivos seriam os nobres originários da Frísia, comandados por Clóvis, que conquistaram o território daquilo que seria a França, transformando os respectivos nativos, os gauleses, em súbditos dos conquistadores.

 

Idée d’un Système Général de la Nature, 1683

Histoire de la Réligion et de la Philosophie Ancienne, 1700.

État de la France, 1727-1728. 3 vols.

Histoire de l'Ancien Gouvernement de la France, 1727. Publicação póstuma.

Letres sur les Anciens Parlements de France que l’on nomme États Généraux, 3 vols., 1753.

Essai sur la Noblesse de France, 1732

 

1 Assoun, Paul-Laurent, «Boulainvilliers», Châtelet (DOP), pp. 110-11;  Maltez (ESPE, 1991), I, p. 294.

 

 

Histoire de l'Ancien Gouvernement de la  France (1727)

 


 

Obra do conde Henri de Boulainvilliers (1658-1722) onde se assinala que os únicos franceses efectivos seriam os nobres originários da Frísia que conquistaram o território daquilo que seria a França, transformando os respectivos nativos em súbditos dos conquistadores. Aí se reflecte o modelo mental de certa aristocracia que negava a ideia de nação, considerando que o corpo político pouco tinha a ver com a comunidade de homens ligados a um determinado solo.

•Nesta base compreende-se pois que Sieyès tenha proposto mandar de volta para a Francónia todas essas famílias que conservavam a absurda pretensão de descenderem da raça conquistadora e de terem herdado os seus direitos.

© José Adelino Maltez em Dili, Universidade Nacional de Timor Leste, ano de 2008

 

Última revisão:05-03-2009