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Society
is indeed a contract...but is not a partnership in things...of a
temporary and perishable nature. It is a partnership in all science,
a partnership in all art; a partnership in every virtue, and in all
perfection… As the ends ff such a partnership cannot be obtained in
many generations, it becomes a partnership between … those who are
living, those who are dead, and those who are yet to be born.
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•Nascido
na Irlanda, filho de pai protestante e de mãe católica. Estuda
direito em Dublin. Secretário de Lord Rockingham, um dos chefes
whigs, desde 1765, passa a membro da Casa dos Comuns
(1765-1790). Em 1770 é deputado pela colónia norte-americana de Nova
Iorque e, a partir de 1774, por Bristol. Ligado a David Hume e Adam
Smith.
•No
decurso da sua actividade parlamentar, denuncia o doutrinarismo
dos revolucionários, considerando que os
mesmos estão dependentes de uma metafísica política apriorística,
que não teria em conta as categorias do espaço e do tempo.
•Assim,
contra os abstractos direitos naturais, prefere vincar os direitos
concretos, conquistados pela história, os chamados direitos dos
ingleses, correspondentes às liberdades e privilégios dos nossos
foros e costumes.
A espécie é sábia e
quando se lhe dá tempo, como espécie que é, procede sempre com razão
•Porque
está na ordem eterna das coisas que os homens destemperados não
podem ser livres: as suas paixões forjam as suas próprias cadeias,
pelo que até mesmo a liberdade deve ser limitada para poder ser
usufruída.
 Vindication
of a Natural Society,
1756. Cfr. ed. de Frank N. Pagano, Indianapolis, Liberty Fund, 1982.
 Thoughts
on the Cause of the Present Discontents,
1770.
 Reflections
on Revolution in France,
1790. Cfr. trad. fr. de Pierre Andler, Réflexions sur la
Révolution de France, com apresentação de Philippe Raynaud,
Paris, Éditions Hachette, 1989;.
Cfr. tb.
Pre-Revolutionary Writings, ed. de Ian Harris, Cambridge
University Press, 1993.
 An
Appeal from the New to the Old Whigs,
1791.
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0
Butler, Marilyn, ed., Burke, Paine, Godwin and the Revolution Controversy,
Cambridge, Cambridge University Press, 1989; Canavan, Francis, The
Political Reason of Edmund Burke, Durham, Duke University Press, 1960;
Cowe, Carl B., Burke and the Nature of Politics, University of
Kentucky Press, 2 vols., 1957-1964; Dreyer, Frederik, Burke's Politics,
Waterloo, Ontario, Wilfred Laurier University Press, 1970; Freeman, Michael,
Edmund Burke and the Critique of Political Radicalism, Chicago, The
University of Chicago Press, 1980; Ganzin, Michel, La Pensée Politique
d'Edmond Burke, Paris, Librairie Générale du Droit et de la
Jurisprudence, 1972 ; Kramnick, Isaak, The Rage of Edmund Burke, Nova
Iorque, Basic Books, 1977; MacPherson, Crawford Brough, Burke,
Oxford University Press, 1980; O'Gorman, Frank, Edmund Burke, his
Political Philosophy, Londres, Allen & Unwin, 1973; Parkin, Charles,
The Moral Basaes of Burke's Political Thought, Londres, Cambridge
University Press, 1956; Stanlis, Peter, Edmund Burke and the Natural Law,
Ann Arbor, Michigan, University of Michigan Press, 1958.
1
Battaglia (1951), I, pp. 314 segs; Cerroni (PP). Das Origens aos Nossos
Dias, IV, pp. 205 segs; Ebstein, Walter, op. cit., pp.
562 segs; Gettel (1936), pp. 354 segs; Fabre (PP, 1987), pp. 391 segs;
Kirk (1956), pp. 24 segs.; Kirk (1985), pp. 12 segs. ; Maltez (ESPE, 1991),
I, p. 303, e II, pp. 322 segs; Raynaud, Philippe, «Burke», Châtelet (DOP),
pp. 112-12; Strauss/Cropsey (1987), p. 687 ; Truyol (HFDE), II, 1982,
pp. 300 segs; Theimer (1970), trad. port., pp. 257 segs..
Reflections
on the Revolution in France
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Obra
de Edmund Burke onde defende o princípio da continuidade
histórica das instituições políticas, conciliando liberalismo com
conservadorismo. Assim, contra o modelo iluminista do
construtivismo, prefere conceber as instituições como resultado da
tradição, entendida como uma espécie de prescrição aquisitiva ou
costume imemorial. Retoma também o sentido neo-clássico da ordem
cósmica e, como salienta Truyol y Serra, faz uma ponte entre a
escolástica e o romantismo, passando por cima do laicismo
iluminista. Assume-se, deste modo, como um conservador liberal e
identifica-se com o consensualismo pré-absolutista, considerando que
o Estado,-e quando fala em Estado diz dele o que quase todos dizem
da nação-não é segregado nem por um individuo isolado nem por uma
multidão, mas antes a partir da espécie e através
de um processo orgânico: a espécie é sábia e quando se lhe dá
tempo, como espécie que é, procede sempre com razão. Defende,
deste modo, uma espécie de razão colectiva, em vez da razão
individual, acentuando a herança (heritage) através de
uma visão orgânica da sociedade, frontalmente contrária ao
individualismo.
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