© José Adelino Maltez, Tópicos Político-Jurídico, texto concluído em Dili, na ilha do nascer do sol, finais de 2008
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Étienne Cabet (1788-1856)
Voyage en Icarie
wRomance de Étienne Cabet (1788) em forma utópica onde se defende o comunismo. Recebe este título na segunda edição de 1840. Um náufrago, William Carisdall, descobre a ilha comunista da Icarie, que tinha estado sujeita a regime tirânicos de nobres, padres e burgueses, sucessivamente, sofreu uma revolução liderada por Ícaro que instaurou o comunismo. O anterior rei, condenado à pena de morte, é, contudo, amnistiado por esse novo lídere, um misto de Cristo e de Robespierre, que logo estabelece um regime transitório de ineegalité décroissante e de égalité progressive visando a passagem para a égalité parfaite ou illimitée, marcado pela propriedade comum, onde tout est à tous, com uso de uniforme obrigatório e onde até todos se têm de deitar e levantar à mesma hora. A ilha transforma-se então numa enorme máquina onde cada peça tem de cumprir a sua função. Cada um é ao mesmo tempo o cidadão que participa directamente na feitura das leis e o funcionário dependente do todo. Acresce que tal espaço foi objecto de uma revolução industrial onde são visíveis os novos meios de comunicação, dado que todos circulam em balão, caminho de ferro, elevador e submarino... Cabet considera o comunismo como o princípio que garante o a cada um segundo as suas necessidades, expressão que o mesmo autor consagra, como a mais perfeita e a mais completa realização da democracia, salientando que os comunistas são os imitadores e os continuadores de Jesus Cristo
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Última revisão:05-03-2009