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Por uma República dos
Homens, dos Irmãos, dos Universais
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•Pseudónimo
de Jean Baptiste du Val-de- Grâce, barão de Clootz.
Prussiano de
ascendência holandesa, educado em Paris, considera-se um orador
da raça humana, celebrizando-se pelos ataques que desencadeia
contra o cristianismo.
•Este antigo
colaborador da Encyclopédie, naturaliza-se francês em
Setembro de 1792. Membro da Convenção, propõe que a França liberte
toda a Europa. Ligado à ala esquerda dos jacobinos, liderada por
Jacques Hébert. Acaba guilhotinado por Robespierre.
•Emite um Project
de Paix Générale et Perpétuelle, dirigido ao rei de Espanha,
onde o ideal unitário da Revolução se volve num modelo
cosmopolita, susceptível de, pelo nivelamento, ser
extensivo a todo o género humano.
•Até defende a
constituição em Roma de um tribunal da Europa composto por um
membro de cada potência europeia, com a missão de julgar qualquer
questão política; garantir uma paz geral e perpétua, e fazer
respeitar o direito das gentes, também dito Lei das Nações.
•O mesmo seria
perpétuo e permanente, reunindo duas vezes por semana, cabendo-lhe,
do mesmo modo, governar a cidade eterna e os monumentos de Roma, em
vez do papa. Aí também se estabelece um curioso programa de
desarmamento: em 1805 seriam desmobilizados metade dos exércitos da
terra e do mar; em 1810, a totalidade das forças armadas,
mantendo-se, contudo, no Mediterrâneo uma força suficiente para
enfrentar os piratas barbarescos, se eles continuassem o sistema de
pilhagem. Porque só assim se poderia dar ao comércio a maior
liberdade possível.
•Já em 21 de Abril de
1792, enviara à Convenção um escrito denominado La République
Universelle, onde preconiza uma República Mundial
centralizada, com a capital em Paris e que ele qualifica como
a República dos Homens, dos Irmãos, dos Universais.
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