© José Adelino Maltez, Tópicos Político-Jurídico, texto concluído em Dili, na ilha do nascer do sol, finais de 2008

 

 

Comenius (1592-1670) 

 

 

 

Somos todos cidadãos de um só mundo, nascemos todos do mesmo sangue. Odiar um homem porque ele nasceu noutro país, porque ele fala outra língua ou porque tem outra opinião neste ou naquele assunto é uma grande loucura.

 

•Jan Amos Komensky. Checo. Considerado um inspirador dos modelos modernos de educação e um dos precursores da maçonaria. Se a educação geral da juventude começar por um bom método, qualquer pessoa passará a ter o que lhe é necessário para bem pensar e para bem agir.

•Vive durante a Guerra dos Trinta Anos. Em 1662, defende uma união política da Europa bem como uma aliança mundial de todos os povos pela criação de um Senado Mundial e de um Tribunal Internacional da Paz.

•Este bispo hussita taborita, depois da perseguição que foi movida à Igreja pelo imperador Maximiliano II, conduz o grupo para a Saxónia, onde os hussitas, inicialmente estacionados na Boémia e na Morávia, passam a ser conhecidos como os irmãos morávios. Trata-se de uma Igreja que recusa os juramentos e o serviço militar, condenando a propriedade privada e apelando à vida longe das cidades em regime de comunismo evangélico.

 

Pampaedia (Educação Universal), trad. port. de Joaquim Ferreira Gomes, Coimbra, Faculdade de Letras, 1971.

Didáctica Magna. Tratado de Ensinar Tudo a Todos,  1628, trad. port. de Joaquim Ferreira Gomes, Lisboa, Fundação Calouste Gulbenkian, 1966.

Opera didáctica omnia, 1657.

De rerum humanarum emendatione consultatio catholica, 1662.

Unum necessarium, 1668.

 

 

 

De rerum humanarum emendatione consultatio catholica

 

 

•Comenius, como pedagogo, é autor do célebre tratado Consulta universal acerca das coisas humanas, de 1662, editado em dois tomos, Panegersia (o despertar universal) e Panaugia (a iluminação universal), lançando um modelo cosmopolita de reforma pela educação, onde defende uma aliança mundial entre todos os povos, pela criação de um Senado Mundial e de um Tribunal Internacional da Paz, para além de uma academia mundial e de uma associação mundial de sábios, cujas sedes mudariam de continente, de dez em dez anos.

•Chega mesmo a propor o estabelecimento de um idioma mundial: se todos somos cidadãos de um só mundo, que nos impede, então, de esperar que um dia nos convertamos numa só sociedade, bem ordenada e verdadeiramente coesa, pelas mesmas ciências, leis e religião.

 

 

© José Adelino Maltez em Dili, Universidade Nacional de Timor Leste, ano de 2008

 

Última revisão:05-03-2009