© José Adelino Maltez, Tópicos Político-Jurídico, texto concluído em Dili, na ilha do nascer do sol, finais de 2008

 

 

 

Henri Benjamin Constant de Rebeque (1767-1830)

 

 

 

Os revolucionários para construir o edifício começaram por pulverizar os materiais que deviam utilizar, esquecendo que a variedade é a organização; a uniformidade é o mecanismo. A variedade é a vida; a uniformidade é a morte.

 

•Pensador liberal francês de origens protestantes. Nasce em Lausanne. Estuda em Bruxelas, Erlangen e Edimburgo. Adere à Revolução Francesa até 1794, quando conhece e se deixa influenciar por Madame Stael.

•Começando por apoiar o directório, mas acaba por opor-se a Napoleão, partindo para o exílio em 1803.

•Regressa depois de 1814, sendo um dos líderes da terceira força, os chamados moderados, que procuram distinguir-se tanto dos legitimistas como dos nostálgicos do jacobinismo. Publica, então, o romance Adolphe, 1816, que o torna célebre.

 

Des Réactions Politiques, 1797.

De l'Esprit de Conquête et de l'Usurpation. Dans leurs Rapports avec la Civilization Européenne, 1814.

Refléxions sur les Constitutions et les Garantie, 1814-1818

De la Responsabilité des Ministres, 1814-1818.

Principes de Politique applicables à tous les Gouvernements Représentatifs, et particulièrement à la Constitution actuelle de la France, 1815. Cfr. reed. de Étienne Hoffmann, Genebra, Éditions Droz, 1980, 2 vols.).

De la Liberté des Anciens Comparée à celle des Modernes, 1815.

Cours de Politique Constitutionnelle, 1818.

 

 

0 Bastid, Paul, Benjamin Constant et sa Doctrine, Paris, Librairie Armand Colin, 1966; Gauchet, Marcel, «Benjamin Constant: l'Illusion Lucide du Libéralisme», pref. a De la Liberté chez les Modernes. Écrits Politiques, Paris, Éditions Hachette, 1980; - «Benjamin Constant», Châtelet (DOP), pp. 168-182; Holmes, P. Stephen, Benjamin Constant and the Making of Modern Liberalism, New Haven, Yale University Press, 1984; Raynaud, Philippe, «Un Romantique Libérale. Benjamin Constant», in Esprit, Março de 1983; Sánchez-Mejía, Maria Luisa, Benjamin Constant y la Construcción del Liberalismo Posrevolucionario, 1989.

 

1 Gettel (1936), pp. 414 segs.; Fabre (PP, 1987), pp. 398 segs.; Châtelet (DOP), Châtelet/ Kouchner (NDNC), pp. 195-19;  Maltez (ESPE, 1991), II, pp. 228 segs.; Prélot (DP), 3, cap. «O Liberalismo Puro: Benjamin Constant», pp. 143 segs;  Raynaud, Philippe, «Le Libéralisme Français à l'Épreuve du Pouvoir», apud Ory, Pascal, op. cit., pp. 203 segs..

© José Adelino Maltez em Dili, Universidade Nacional de Timor Leste, ano de 2008

 

Última revisão:05-03-2009