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William Godwin
(1756-1836)
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Above
all we should not forget that government is an evil, a usurpation
upon the private judgement and individual conscience of mankind.
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•Filósofo
e romancista britânico. Começa como pastor presbiteriano, mas
abandona a fé e, influenciado pelo radicalismo democrático da
Revolução Francesa, acaba por aderir a um anarquismo utópico,
marcado pelo utilitarismo e onde só admite formas de propriedade
privada que possam trazer felicidade.
•Considera,
contudo, que
Revolution is engendered by an indignation with tyranny, yet is
itself pregnant with tyranny.
•Casado com Mary
Wollstonecraft (1759-1797).
•Professa o modelo de
idealismo libertário ou de anarco-idealismo, quando visualiza uma
sociedade sem Estado.
•É contra as teses
deste autor que Malthus procura expressamente responder.
Government is an evil...and...however we may be obliged to admit it
as a necessary evil for the present it behoves us as the friends of
reason and the human species, to admit as little of it as possible
and carefully to observe whether in consequence of the illumination
of the human mind, that little may not hereafter be
diminished.
•Assume,
de acordo com o Iluminismo, a ideia de perfectibilidade, porque o
emprego da razão leva à mobilização das potencialidades humanas, num
processo de optimismo antropológico a que aderem outros autores como
Voltaire, Saint-Simon, Kant, Hegel, Comte e o próprio Marx.
•Porque
justice
is the sum of all moral duty
e the
cause of justice is the cause of humanity. Its advocates should
overflow with universal good will. We should love this cause, for it
conduces to the general happiness of mankind.
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·Enquiry
Concerning Political Justice and his Influence on General Virtue and
Happiness,
Londres, 1793. Novas
edições de 1795 e 1797, revistas pelo autor.
·On
Population, 1820.
Resposta às teses de Malthus.
·Thoughts
on Man,
1831.
0
Butler, Marilyn, ed., Burke, Paine, Godwin and the Revolution Controversy,
Cambridge, Cambridge University Press, 1989.
1
Theimer (1970), trad. port., pp. 303 segs..
Enquiry concerning
Political Justice (1793)
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William Godwin
considera os homens como seres racionais e perfectíveis tendo em
vista a verdade e a justiça. Se a sociedade humana é boa, o poder
político é mau, dado que usa a coerção, a fraude, a exploração e a
venalidade, corrompendo os povos, lançando os indivíduos uns contra
os outros. Quanto mais cresce o conhecimento moral e político, menor
tende a ser a submissão dos indivíduos à autoridade arbitrária.
Quanto mais se desenvolve o auto-governo, mais somos capazes de
conciliar a razão e a justiça. Daí que o governo tenda a desaparecer
até chegar a sociedade natural onde cada um pode viver segundo a
verdade e a justiça. Dominará então o poder de convicção da razão e
a força da verdade, dado que passamos a viver segundo a moral,
apesar de, numa fase de transição para esse auto-governo da
sociedade anárquica continuemos a ser governados por uma assembleia
de representantes.
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