© José Adelino Maltez, Tópicos Político-Jurídico, texto concluído em Dili, na ilha do nascer do sol, finais de 2008
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Justus Lipsius (1547-1606)
La principal fuerza y honra no solo proceda del príncipe, sino que se esta cerca de el.
•Também dito Justo Lipsio, em catelhano, e Joest Lip, em flamengo. Fundador da chamada razão de Estado cristã, também conhecida por tacitismo. Começando como protestante, marcado pelo neo-estoicismo, destaca-se nesta fase como professor em Iena e Leiden. •Converte-se ao catolicismo em 1591 e passa a professor em Lovaina em 1593. Em 1595 torna-se historiador de Filipe II de Espanha. •Autor de Politicorum, de 1589, obra posta no Index pelo papa Sisto V, em 1590. Contudo, depois da conversão do autor ao catolicismo, ela é revista no sentido católico, logo em 1596, tendo cerca de quarenta e cinco edições durante a vida do autor. A edição revista no sentido católico é traduzida em castelhano no ano de 1604. •Considera que la principal fuerza y honra no solo proceda del príncipe, sino que se esta cerca de el. Digo del principe, para que despache los mayores negocios el mismo, o al menos los ratifique y apruebe, firmándolos, por no enflaquecer el vigor del principado con remitirlo todo al Senado y consejos. No porque desprecie los consejos, pues los he persuadido con muchas veras, sino por desear que todo el mundo entienda que es el principe de quien dependen todos. El solo ha de ser juez y arbitro de las cosas por derecho y nombre de rey. Los reyes, que son senores de los negocios y tiempos, no sieguen los consejos, si bien tiran a si todas las cosas con ellos. Si algo se suelta de esto, el todo se pierde. Tal es la condicion del imperio, que no se puede mantener si no es remitido a un solo
Politicorum, sive civilis doctrinae libri sex (1589)
•Obra clássica da razão de Estado cristã, da autoria de Justus Lipsius. Com uma primeira publicação em 1589, quando o autor ainda é protestante, tem uma nova edição em 1596, depois de se ter convertido ao catolicismo, porque a primitiva versão foi colocada no Index em 1590, pelo papa Sisto V. •Faz-se a apologia de um Estado burocrático e forte, assumindo-se uma espécie de maquiavelismo moderado, conforme os interesses da administração filipina. Lipsius, professor em Lovaina, onde chega a ser contactado pelo nosso D. Francisco Manuel de Melo, procura distanciar-se das teses do humanismo renascentista católico, de Erasmo e de Vives. •Considera que há três categorias de fraude política: a ligeira, consistindo na desconfiança e na dissimulação, aconselhável a qualquer estadista; a média, incluindo a corrupção e o engano, apenas tolerável; e a grande, desde a perfídia à injustiça, considerada injustificável e absolutamente condenável. •A obra, na versão católica, tem cerca de quarenta e cinco edições durante a vida do autor. É traduzida em castelhano no ano de 1604.
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Última revisão:15-02-2009