© José Adelino Maltez, Tópicos Político-Jurídico, texto concluído em Dili, na ilha do nascer do sol, finais de 2008

 

 

José Agostinho de Macedo (1761-1831)

 

 

 

Trabalhar o cacete, desandar o bordão, descarregar o arrocho, são axiomas eternos e invariáveis da justiça

 

•Natural de Beja, começa como moço de burros. Padre, agostinho, desde 1778, é expulso da ordem em 1792. Entra na vida secular em 1794, depois de vários processos por libertinagem e apostasia. Autor de brilhantes sermões, é nomeado pregador régio em 1802.

•Destacado poeta, assume-se como um virulento teórico e vulgarizador contra-revolucionário.

•Apesar de um equívoco e efémero apoio à revolução de 1820, quando saúda a passagem do império absoluto para o império representativo e constitucional, depressa se assume como virulento inimigo do modelo liberal, transformando-se num dos principais expoentes do movimento anti-maçónico e anti-liberal, depois da Vilafrancada.

 

 

O Segredo Revelado ou Manifestação do Sistema dos Pedreiros Livres Iluminados, 1806.

Os Sebastianistas, Lisboa, 1810.

A verdade, ou pensamentos philosóphicos, sobre os objectos mais importantes da religião e do Estado, Lisboa, 1814.

O homem ou os limites da razão: tentativa philosophica, Lisboa, 1815.

Refutação dos princípios metaphysicos e moraes dos pedreiros livres iluminados, Lisboa, Impressão Régia, 1816.

Demonstração da existência de Deus, Lisboa, 1816.

Refutação Methodica das chamadas Bases da Constituição Política da Monarquia Portuguesa, Lisboa, Imp. Da Rua Formosa, 1824.

Bazes Eternas da Constituição Política achadas na Cartilha do Mestre Ignacio pelo Sacristão do Padre Cura d’Aldeia, Lisboa, Imp. Da Rua Formosa, 1824.

A Besta Esfolada, 1828-1830.

 

 DVPC (Zília Osório de Castro), II, pp. 699 sss..

 

© José Adelino Maltez em Dili, Universidade Nacional de Timor Leste, ano de 2008

 

Última revisão:05-03-2009