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Joseph de Maistre
(1753-1821)
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Nous ne
voulons pas la contre-révolution, mais le contraire de la révolution
 Lettres
d'un Royaliste Savoisien à ses Compatriotes,
1793.
 Études
sur la Souverainité,
1794-1796.
 Considérations
sur la France,
1796.. Cfr.
a ed. de Jean-Louis darcel, Genebra, Slatkine, 1980.
 Essai
sur le Principe Générateur des Constitutions Politiques,
obra
escrita 1809, mas apenas publicada em 1914.
 Du
Pape,
1819.
 Soirées
de Saint Petersbourg ou Entretiens sur le Gouvernement Temporel de
la Providence,
1821.
 De
l'Église Gallicane,
1821.
 Oeuvres
Complètes,
Genebra,
Éditions Slatkine, 1987.
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•Escritor
contra-revolucionário de língua francesa, considerado o Voltaire
cristão. Natural da Sardenha, é súbdito do rei da Sabóia. Depois
de educado pelos jesuítas em Turim, entra na magistratura em 1774,
embora comece por aderir aos iluministas, racionalistas e maçónicos,
aderindo à própria ordem.
•Mas
tudo muda depois dos franceses invadirem a Sabóia em 1792.
Refugiando-se em Lausanne, onde colabora com o rei da Sabóia, começa
a emitir panfletos anti-revolucionários e publica em 1796 as suas
grandiosas Considérations sur la Révolution Française, em
nome da doutrina providencialista.
•Chamado ao Piemonte
pelo rei Carlos Emanuel II em 1797, dois anos depois já é a figura
cimeira da magistratura. Acaba por ser nomeado em 1802 embaixador na
Rússia, onde permanece durante quinze anos, estabelecendo relações
privilegiadas com Alexandre I. Regressa ao Piemonte em 1817, onde é
nomeado ministro de Estado.
Toute
nation a le gouvernement qu'elle mérite
(1811).
•Em
1819 apela para o regresso à teocracia papal, inspirando o
ultramontanismo. Mais de tous les monarques, le plus dur, le plus
despotique, le plus intolérable, c'est le monarque "peuple".
•Defende
assim que o rei governe por direito divino e que o papa seja uma
espécie de demiurgo da sociedade ocidental, porque toda a história é
comandada por uma espécie de um Deus geómetra.
•Considerando a
sociedade como uma realidade orgânica, assume-se contra o
racionalismo, em nome do senso comum, da fé e das leis não escritas.
•Defende uma política
de força, salientando que é justo que todo o homem sofra até
porque a guerra é de origem divina.
•Diz que
a revolução francesa como uma espécie de castigo de Deus,
qualificando-a como uma revolução satânica que até arrasta os que
pensam poder conduzi-la: os celerados que estabeleceram a
República fizeram-no sem querer e sem saber o que fizeram.
Até
porque ce ne sont point les hommes qui mènent la révolution,
c'est la révolution qui emploie les hommes.
•É
autor da célebre frase segundo a qual nous ne voulons pas la
contre-révolution mais le contraire de la révolution, quando
trata de responder a Condorcet,
quando este define a contra-revolução como une révolution au sens
contraire.
Naquele
slogan
de Maistre funda-se o pensamento reaccionário puro que pretende
utilizar a violência para o regresso à anterior
ordem do trono e do altar, isto é, da monarquia de direito
divino, acompanhada pela restauração do poder do papa.
•Salienta
que a nação deve mais ao soberano que o soberano à nação,
defendendo a ideia de ordem que vai marcar Comte e adoptando um
organicismo tradicionalista que exige a identidade entre o órgão e a
função.
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Rials, Stéphane, «La Contre-Révolution», apud Ory, Pascal, op. cit.,
pp. 166 segs; Triomphe, Robert, Joseph de Maistre. Étude sur la Vie et
sur la Doctrine d'un Matérialiste Mystique, Genebra, Éditions Droz,
1968.
1
Battaglia (1951), I,
pp. 316 segs.; Brito, António José, «Joseph de Maistre», in Logos, 3,
cols. 593-59; Cerroni (PP). Das Origens aos Nossos Dias, IV, pp. 219
segs.; Gettel (1936), pp. 382 segs.; Manent, Pierre, «Joseph de Maistre»,
Châtelet (DOP), pp. 501-50; Prélot (DP), 3, secção «O Providencialismo:
Joseph de Maistre», pp. 267 segs..
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