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Cada geração deve
fundar-se a si mesma e não no que aconteceu no passado e o fim do
governo deve ser a felicidade de todos e não apenas os privilégios
de alguns...
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•Inglês, filho de
quaker. Instalado em Filadélfia desde 1774, adere ao
movimento independentista norte-americano e em 1777 chega mesmo a
assumir as funções de secretário do comité de negócios estrangeiros.
•Regressa à
Grã-Bretanha em 1787, mas em 1791 já está em Paris, onde adere ao
movimento revolucionário.
Porque
my
country is the world, and my religion is to do good
(1792).
•Feito cidadão
francês em 26 de Agosto de 1792, é eleito para a Convenção e,
depois, para membro da comissão de redacção da nova constituição.
Pronuncia-se, então, contra a condenação à morte de Luís XVI.
•Preso depois da
queda dos girondinos em 1794, chega a ser condenado à morte por
Robespierre, mas consegue escapar da acção daqueles que qualifica
como sanguinários.
•Volta à América em
1802, mas as teses expostas no seu último livro, onde condena
qualquer religião organizada marginalizam-no no contexto da vida
política norte-americana.
•Considera
que a sociedade é produzida pelas nossas necessidades, e o
governo pela nossa perversidade (Society
in every state is a blessing, but government, even in its best
stage, is but a necessary evil; in its worst state an intolerable
one).
•Assim,
salienta que Government, even in its best state, is but a
necessary evil; in its worst state, an intolerable one. Logo,
that
government is best which governs least
(1776)
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 Common
Sense,
Philadelphia,
1776.. Cfr. Rights of Man, Common Sense and Other Political Writings,
ed. de Mark Philip, Oxford University Press, 1995.
 The
Rights of Man,
1791-1792. Obra publicada na Grã-Bretanha e dividida em duas partes. Na
primeira um ataque às teses de Burke. Na segunda parte, publicada em 1792,
defende um intervencionismo estadual.
 The
Age of Reason,
Paris, 1794,
1796 e 1807. Obra em 3
partes, onde defende o deísmo, criticando qualquer espécie de religião
organizada.
0
Butler, Marilyn, ed., Burke, Paine, Godwin and the Revolution Controversy,
Cambridge, Cambridge University Press, 1989; Vincent, B., Thomas Paine ou
la Réligion de la Liberté, Paris, Aubier, 1987.
1
Gettel (1936), pp. 344 segs.; Maltez (ESPE, 1991), I, p. 166;
Strauss/Cropsey (1987), p. 680; Truyol (HFDE), II, 1982, pp. 289
segs.; Theimer (1970), trad. port., pp. 179 segs..
•Thomas Paine faz uma distinção
entre sociedade e governo, considerando que a primeira resulta de uma
necessidade e que o segundo resulta da preversidade, permitindo concluir que
o homem naturalmente social não é naturalmente um animal político. A
sociedade protege enquanto o governo pune.
•O governo, o government
anglo-saxónico, mais próximo do nosso conceito de Estado, enquanto o tal mal
necessário constitui um suporte para a insuficiência da moral.
•Entendendo o político como um
mecanismo, salienta que o governo, quando imperfeito, é um mal
insuportável, pelo que o governo
simples é o menos imperfeito, dado que, no caso de avaria pode ser mais
facilmente consertado.
•Entre
os exemplos de macanismos complicados, refere a constituição britânica,
salientando que em todas as circunstâncias a monarquia está para o
governo, como o papismo para a religião.
The Rights of
Man,
1791-1792
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•Obra de Thomas Paine.
Na primeira parte, editada em 1791, faz um ataque às teses de Burke,
assumindo-se contra a tradição e os privilégios e defendendo o homem
comum. Considera que cada geração deve fundar-se em si mesma e não
no que aconteceu no passado, salientando que o fim do governo deve
ser a felicidade de todos e não apenas os privilégios de alguns.
•Defende o sufrágio
universal masculino, distritos eleitorais iguais, sufrágio secreto,
abolição do carácter censitário das elegibilidades e o pagamento
público aos deputados. Na segunda parte, estabelece a defesa da
educação livre, do apoio à família e à maternidade, de pensões para
os mais velhos, através da tributação progressiva, antecipando
muitas das teses do Welfare State.
•A obra tem uma tiragem
de 200 000 exemplares num só ano, mas o livro é proibido e Paine tem
de exilar-se em França.
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