© José Adelino Maltez, Tópicos Político-Jurídico, texto concluído em Dili, na ilha do nascer do sol, finais de 2008
|
Blaise Pascal (1623-1662)
L'homme n'est
qu'un roseau, le plus faible de la nature; mais c'est un roseau
pensant. Il ne faut pas que l'univers entier s'arme pour l'écraser:
une vapeur, une goutte d'eau, suffit pour le tuer. Mais, quand
l'univers l'écraserait, l'homme serait encore plus noble que ce qui
le tue, parce qu'il sait qu'il meurt, et l'avantage que l'univers a
sur lui, l'univers n'en sait rien.
•Matemático de formação, converte-se ao jansenismo em 1646, resistindo às perseguições que o grupo sofre por parte dos jesuitas. Retira-se para Port Royal em 1655. •Como matemático, é o inventor da máquina de calcular e, juntamente com Paul Fermet, está na origem da teoria da probabilidade. •Morto aos 39 anos, deixa as suas obras filosóficas inacabadas. Nelas defende uma aproximação ao fideísmo naquilo que qualifica como esprit de finesse, oposto ao modelo cartesiano do esprit géométrique. •Acentuando o relativismo e o carácter transitório da vida humana-ele dizia ser o homem o único ser que sabe que vai morrer… -, em contraste com as pretensões racionalistas, considera que nada é puramente verdadeiro... Não temos o verdadeiro e o bem a não ser parcialmente e misturado com o mal e o falso. •Nous ne nous tenons jamais au temps présent. Nous anticipons l'avenir comme trop lent à venir, comme pour hâter son cours, ou nous rappelons le passé pour l'arrêter comme trop prompt, si imprudents que nous errons dans des temps qui ne sont point nôtres, et ne pensons point au seul qui nous appartient, et si vains que nous songeons à ceux qui ne sont rien, et échappons sans réflexion le seul qui subsiste. •Nous ne pensons presque point au présent, et si nous y pensons ce n'est que pour en prendre la lumière pour disposer de l'avenir. Le présent n'est jamais notre fin. Le passé et le présent sont nos moyens; le seul avenir est notre fin. Ainsi nous ne vivons jamais, mais nous espérons de vivre, et, nous disposant toujours à être heureux, il est inévitable que nous ne le soyons jamais. •Nestes termos, proclama que temos uma impotência de provar que resiste a todo o dogmatismo. Temos uma ideia da verdade, que todo o pirronismo não pode vencer. •Assinala que a força é a rainha do mundo, sendo ela que faz opinião, observando Linda Justiça, limitada por um rio ou por uma montanha! Verdade para cá dos Pirinéus, erro mais além (Vérité en deçà des Pyrénées, erreur au delà.). Mas não deixa de observar que "o homem supera infinitamente o homem". Porque é impossível conhecermos as partes se não conhecermos o todo, tal como não podemos conhecer o todo se não conhecermos as partes.
Jackson de Figueiredo, Pascal e a Inquietação Moderna, Rio de Janeiro, Anuário do Brasil, 1921 Gérard Ferreyrolles, Pascal et la Raison du Politique, Paris, PUF, 1984 ; Diez del Corral, Luis, La Mentalidade Politica de Tocqueville con especial referencia a Pascal, Madrid, Ediciones Castilla, 1965.
1 Freitas, Manuel Costa, in Logos, 3, cols. 1349-135; Possenti, Vittorio, A Boa Sociedade. Sobre a Reconstrução da Filosofia Política, Lisboa, IDL-Instituto Adelino Amaro da Costa, 1986, pp. 283 segs..
|
|
© José Adelino Maltez em Dili, Universidade Nacional de Timor Leste, ano de 2008 |

Última revisão:09-03-2009