© José Adelino Maltez, Tópicos Político-Jurídico, texto concluído em Dili, na ilha do nascer do sol, finais de 2008

 

 

 

 

Fernando Teles da Silva Caminha e Menezes, 3º Marquês de Penalva (1754-1818)

 

 

A obediência ao Rei é imagem da autoridade Paterna e fonte da ordem

 

•Um dos teóricos portugueses do paternalismo absolutista.

•Muito hobbesianamente, considera que  nenhum freio é capaz de domar a fúria das Paixões, senão a religião, proclamando não ser possível uma sociedade em que não se verifiquem as situações de súbditos/ soberano e de obediência/ imperante.

•Porque o corpo moral do Estado tem um Árbitro a quem cabe moderar as desordens internas da Nação e é o seu defensor contra os inimigos externos. Salienta também que a obediência ao Rei é imagem da autoridade Paterna e fonte da ordem

•Por ironia geracional, o filho, que acompanhou o rei ao Brasil, será destacado membro da maçonaria.

•As respectivas obras, reeditadas durante o salazarismo por defensores da monarquia pura ligados ao Estado Novo, são transformadas em paradigma do pensamento contra-revolucionário, num regime onde quem personaliza o poder confessou um dia a Manuel Múrias que gostaria de ser ministro de um rei absoluto.

 

 

Dissertação a favor da Monarquia, onde se prova pela razão, auctoridade e experiência ser este o melhor e mais justo de todos os governos, Lisboa, Régia Oficina Tipográfica, 1799.

Dissertação sobre as Obrigações do Vassallo, Lisboa, Imprensa Régia, 1804.

 

 

 

Dissertação a favor da Monarquia

Onde se prova pela razão, auctoridade e experiência ser este o melhor e mais justo de todos os governos (1799) Obra do Marquês de Penalva (1754-1818), onde se considera que  nenhum freio é capaz de domar a fúria das Paixões, senão a religião, proclamando não ser possível uma sociedade em que não se verifiquem as situações de súbditos/ soberano e de obediência/ imperante. Porque o corpo moral do Estado tem um Árbitro a quem cabe moderar as desordens internas da Nação e é o seu defensor contra os inimigos externos. Salienta também que a obediência ao Rei é imagem da autoridade Paterna e fonte da ordem pública. Lisboa, Régia Officina Typographica, 1799. Obra reeditada em 1818.

© José Adelino Maltez em Dili, Universidade Nacional de Timor Leste, ano de 2008

 

Última revisão:15-02-2009