Fernando Teles da Silva Caminha e
Menezes, 3º Marquês de Penalva
(1754-1818)
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A obediência ao Rei
é imagem da autoridade Paterna e fonte da ordem
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•Um dos teóricos
portugueses do paternalismo absolutista.
•Muito
hobbesianamente, considera que nenhum freio é capaz de domar a
fúria das Paixões, senão a religião, proclamando não ser
possível uma sociedade em que não se verifiquem as situações de
súbditos/ soberano e de obediência/ imperante.
•Porque o corpo
moral do Estado tem um Árbitro a quem cabe moderar as
desordens internas da Nação e é o seu defensor contra os
inimigos externos. Salienta também que a obediência ao Rei
é imagem da autoridade Paterna e fonte da ordem
•Por ironia
geracional, o filho, que acompanhou o rei ao Brasil, será destacado
membro da maçonaria.
•As respectivas
obras, reeditadas durante o salazarismo por defensores da
monarquia pura ligados ao Estado Novo, são transformadas
em paradigma do pensamento contra-revolucionário, num regime onde
quem personaliza o poder confessou um dia a Manuel Múrias que
gostaria de ser ministro de um rei absoluto.
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 Dissertação
a favor da Monarquia, onde se prova pela razão, auctoridade e experiência
ser este o melhor e mais justo de todos os governos,
Lisboa, Régia Oficina Tipográfica, 1799.
 Dissertação
sobre as Obrigações do Vassallo,
Lisboa, Imprensa Régia, 1804.
Dissertação a favor da Monarquia
Onde se prova pela razão,
auctoridade e experiência ser este o melhor e mais justo de todos os governos
(1799) Obra do
Marquês de Penalva
(1754-1818), onde se
considera que nenhum freio é capaz de domar a fúria das Paixões, senão a
religião, proclamando não ser possível uma sociedade em que não se
verifiquem as situações de súbditos/ soberano e de obediência/ imperante. Porque
o corpo moral do Estado tem um Árbitro a quem cabe moderar as
desordens internas da Nação e é o seu defensor contra os inimigos
externos. Salienta também que a obediência ao Rei é imagem da
autoridade Paterna e fonte da ordem pública. Lisboa, Régia Officina
Typographica, 1799. Obra reeditada em 1818.
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