© José Adelino Maltez, Tópicos Político-Jurídico, texto concluído em Dili, na ilha do nascer do sol, finais de 2008
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Samuel Pufendorf (1632-1694)
Há três grandes princípios do direito natural: a religião, que inclui todos os deveres do Homem perante Deus; o amor de si mesmo; e a sociabilidade
•De origem saxónica, estuda em Leipzig, Jena e Leiden. Professor em Heidelberg (desde 1660, por convite do Eleitor do Palatinado contra o parecer da universidade) e em Lund, na Suécia (desde 1667). Governante da Suécia (desde 1677) e da Prússia (desde 1687). •No plano teológico insurge-se tanto contra a perspectiva neo-aristotélica dos autores da contra-reforma como contra a teoria luterana da revelação. •Desenvolve os princípios de Hobbes e Grócio, através de um modelo sintético-compendiário que há-de ser uma espécie de magna glosa do despotismo iluminado, principalmente, depois da tradução francesa de 1706, levada a cabo pelo jurista suíço J. Barbeyrac. •Porque haveria três grandes princípios do direito natural: a religião, que inclui todos os deveres do Homem perante Deus; o amor de si mesmo e a sociabilidade, que diz respeito ao próximo. •Ao contrário de Hobbes, não segue as sendas naturalísticas da mera explicação mecanicista da sociedade segundo os impulsos fisiológicos, por exemplo. Assim, na consideração da socialitas e da imbecillitas humanas, visualiza-as como axiomas éticas que estariam na base do conceito geral da dignidade moral da pessoa humana.
0 Krieger, L., The Politics of Discretion. Pufendorf and the Acceptance of Natural Law, Chicago, The University of Chicago Press, 1965; Laurent, Pierre, Pufendorf et la Loi Naturelle, Paris, Librairie Vrin, 1982.
1 Battaglia (1951), I, pp. 242 segs; Cerroni (PP). Das Origens aos Nossos Dias, IV, pp. 69 segs; Gettel (1936), pp. 270 segs; Gierke (NL,1938), pp. 103, 106, 107, 118.121, 142-144, 146, 147, 154-155, 169-170, 181, 184 e 196-19; Maltez (ESPE, 1991), I, p. 16; Moncada (FDE), I, pp. 182-19; Prélot (DP), II, pp. 249 segs; Renaut, Alain, «Pufendorf», Châtelet (DOP), pp. 654-66; Truyol (HFDE). 2-Del Renacimiento a Kant, secção «El Iusnaturalismo Racionalista», Madrid, Alianza Universidad, 1982, pp. 204 segs; Theimer (1970), trad. port., pp. 145 segs..
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Última revisão:05-03-2009