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Claude Henri de Rouvroy,
Conde de Saint-Simon
(1760-1825)
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O Estado é um
intermediário organizado destinado a acabar com a exploração do
homem pelo homem
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•Oriundo da grande
nobreza francesa, é sobrinho do memorialista Louis de Rouvroy.
Começa como militar, combatendo na América em 1779. Adere à
Revolução em 1789. Preso em 1793-1794, mas não por razões políticas.
Apoia Bonaparte.
•Tem como secretários
particulares, Augustin Thierry, em 1814, e Auguste Comte, a partir
de 1817. Funda L'Industrie, em 1818, e L'Organizateur,
1819. Entre os seus principais discípulos, teremos Lesseps, o
construtor do canal de Suez, e Prosper Enfantin.
•Um dos clássicos do
socialismo utópico. Descobre a lei dos três estados, inventa
a ideia moderna de planeamento e fomenta uma ideia de renovação
moral, paralela ao desenvolvimento de grandes obras públicas,
influenciando em França o desenvolvimento dos caminhos de ferro e a
construção do canal de Suez, bem como a renovação do sistema
bancário.
•Considera que foi
Descartes quem organizou a insurreição cientifica. Foi ele que
traçou a fronteira entre as ciências antigas e modernas; foi ele que
levantou a bandeira a que se acolheram os físicos no ataque aos
teólogos; foi ele que arrancou o ceptro do mundo das mãos da
imaginação para colocá-lo nas mãos da razão; estabeleceu o célebre
princípio 'o homem só deve acreditar nas coisas que a razão admite e
a experiência confirma', princípio que fulminou a superstição, que
mudou a face moral do nosso planeta.
•O fundador do
cientificismo e o precursor do positivismo e da tecnocracia,
considera que a história é regida pela lei do progresso, acreditando
que, depois de uma época crítica, atingiremos uma época
orgânica, com a divisão entre o poder espiritual, que
caberá aos homens de ciência e não aos eclesiásticos, e o poder
temporal¸ que pertencerá aos industriais e não aos guerreiros,
aos empreendedores de trabalhos pacíficos, que ocuparão o maior
número de indivíduos. Assim, a política passará a ser uma
ciência da produção.
•Criticando os
três principais inconveientes do sistema político vigente, isto é, o
arbítrio, a incapacidade e a intriga, denuncia os parasitas e
os dominadores, por um novo modelo de Estado, marcado pelo de
cada qual segundo a sua capacidade (a norma da produção) e pelo
a cada qual segundo as suas obras (a regra da distribuição).
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Lettres
d’un Habitant de Genève à ses Contemporains,
1802.
Introduction
aux Travaux Scientifiques du XXème Siècle,
1807-1808.
Esquisse
d’une Nouvelle Encyclopédie,
1810.
Mémoire
sur la Science de l'Homme,
1813.
De
la Réorganization de la Societé
Européenne, 1814.
Em colaboração com
Augustin Thierry.
L’Industrie
ou Discussions Politiques, Morales et Philosophiques dans l’Interet de tous
les Hommes Livrés à des Travaux Utiles et Indépendants,
1817.
Du
Système Industriel,
1820-1822.
Cathécisme
des Industriels,
1823-1824.
Le
Nouveau Christianisme,
1825.
Ansart, Pierre, Saint Simon, Paris, Presses Universitaires de France,
1969; - Sociologie de Saint Simon, Paris, Presses Universitaires de
France, 1970. Paul Janet
·Saint-Simon
et le Saint-Simonisme,
Paris, 1878 ; Durkheim Le Socialisme. Sa Définition, ses Débuts. La
Doctrine Saint-Simonienne, curso de 1895-1896, publicado em 1928 por
Marcel Mauss, Paris, Rets, 1978 ; La Réligions Saint-Simoniènne,
1831; Doctrine de Saint-Simon, 1832.
Amaral (CP), III, pp. 12 segs; Barata, Óscar Soares, «Apontamentos de
História da Sociologia», in Estudos Políticos e Sociais, 1964, vol.
II, nº 1, pp. 134 segs; Brito, António José, «Saint-Simon», in Logos,
4, cols. 868-87; Dammame, Dominique, «Saint-Simon», in Dictionnaire des
Oeuvres Politiques, pp. 730-73; Denis, Henri, História do Pensamento
Económico, trad. port., Livros Horizonte, 1973, pp. 379 ss.; Gettel
(HIP), pp. 435 segs; Gonçalves (ITS, 1969), pp. 20 segs; Halévy, Élie,
História do Socialismo Europeu, trad. port. de Maria Luísa C. Maia,
Amadora, Livraria Bertrand, 1975, pp. 79 segs; Maltez (ESPE, 1991), I, p.
15; Theimer (1970), trad. port., pp. 306 segs..
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