Séneca (4 a.C.-65 d.C.)

 

 

 

 

Homo, hominis res sacra... existe uma pátria grande e verdadeiramente comum, que compreende os deuses e os homens, na qual não estamos confinados neste ou naquele ângulo, mas medimos pelo sol os confins da nossa cidade

 

•Um cidadão romano de origem ibérica que assume o estoicismo, onde cada homem passa a ser considerado como uma coisa sagrada, porque o homo, hominis res sacra. Salienta que, para além de uma pátria física e acidental, haveria uma pátria humana e superior, deste modo se acentuando a vertente panteísta e metafísica da ordem universal, o entendimento do mundo como o pai único de todos, onde também se encontraria a origem de cada um. 

•Se existe uma pátria grande e verdadeiramente comum, que compreende os deuses e os homens, na qual não estamos confinados neste ou naquele ângulo, mas medimos pelo sol os confins da nossa cidade, outra é aquela onde se inscreveu a condição do nosso nascimento... e não abarca todos os homens, mas apenas alguns deles.

 

De clementia.

De beneficiis

Cartas a Lucílio, Lisboa, Fundação Calouste Gulbenkian. 1991

Da Brevidade da Vida, Lisboa, Coisas para Ler, 2004

 

1 Pontes, J. M. Cruz, «Séneca», in Logos, 4, cols. 1015-101;  Sabine (1987), pp. 137 ss.; Theimer (1970), trad. port., pp. 56 segs..

 

 

Última revisão:15-02-2009