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Charles Alexis
Clérel de Tocqueville (1805-1859)
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Os nossos contemporâneos são
permanentemente solicitados por duas tendências opostas: sentem a
necessidade de serem dirigidos e o desejo de continuarem livres.
.... o soberano estende
os braços para abarcar a sociedade inteira, e cobre‑a de uma rede de
pequenas regras complicadas, minuciosas e uniformes através da qual
mesmo os espíritos mais fortes não se conseguirão romper para se
distinguirem da multidão.
De
la Démocratie en Amérique, vols. 1 e 2,
1835; 2ª parte, 1840.
De
l'Ancien Régime à la Révolution, 1856.
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Filho de
altos dignitários do ancien régime (o pai foi prefeito
durante a Restauração), estudando em Metz e Paris, onde se forma em
direito (1825).
Juiz em Versalhes desde 1827, eis que, de
Maio de 1831 a Fevereiro de 1832, visita os Estados Unidos na
companhia de Gustave de Beaumont para estudar o sistema
penitenciário. Demite-se da magistratura em 1832. Publica, com
Beaumont, em 1833, Du Système Pénitenctiaire aux étas-Unis et de
son application en France, no mesmo ano em que visita a
Inglaterra.
Em 1835
aparecem os dois primeiros tomos de La Démocratie en Amérique,
quando faz nova visita à Inglaterra e à Irlanda.
Em 1836 tem uma estadia na Suíça.
Candidata-se às eleições legislativas em
1837, sem sucesso. Eleito membro da Academia das Ciências Morais e
Políticas em 1838, ascende a deputado em 1839, mantendo-se em tais
funções até 1851.
Surgem os
dois últimos tomos de La Démocratie en Amérique em 1840.
Eleito para a Academia Francesa em 1841, visitando a Argélia nesse
ano. Repete a viagem cinco anos depois.
Apoia Cavaignac em 1848 e de 2 de Junho a 30
de Outubro de 1849 é ministro dos estrangeiros, tendo Arthur de
Gobineau como chefe de gabinete.
Retira-se da vida política em 2 de
Dezembro de 1851. Visita a Alemanha em 1854.
Publica
a primeira parte de L'Ancien Régime et la Révolution em 1856.
Visita a Inglaterra em 1857.
wConsidera
que não é a história que faz o homem, mas o homem que faz a
história, mas sem saber que história vai fazendo
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«L'Actualité de Tocqueville», Actas do Colóquio de Saint-Lô, Setembro de
1990, in Cahiers de Philosophie Politique et Juridique, Universidade
de Caen, 1991, com artigos de: Bénéton, Philippe, «La Culture Démocratique»,
Furet, François, «L'Importance de Tocqueville Aujourd'hui», pp. 135
segs.., Goyard-Fabre, Simone, «La Pensée Politique d'Alexis de Tocqueville»,
pp. 21 segs., Manent, Pierre, «Intérêt Privé, Intérêt Public», pp. 67 segs.,
Polin, Raymond, «Tocqueville entre l'Aristocracie et la Démocratie», pp. 45
segs.; Corral, Luis Diez Del, La Mentalidad de Tocqueville con especial
referencia a Pascal, 1965; - La Desmitificación de la Anteguedad
Clásica por los Pensadores Liberales, con especial referencia a Tocqueville,
1969; - El Pensamiento Político de Tocqueville, 1989; Hadari, Saguiv
A., Theory in Pratice. Tocqueville’s New Science of Politics,
Stanford, Stanford University Press, 1989; Lamberti, Jean-Claude,
Tocqueville et les Deux Démocraties, Paris, Presses Universitaires de
France, 1983.
Aron, Raymond, Les Étapes de la Pensée Sociologique, Paris, Éditions
Gallimard, 1967, pp. 221 segs; Furet, François, Châtelet (DOP), pp.
821-83; Gettel (1936), pp. 415 segs; Fabre (PP, 1987), pp. 409 segs; Kirk
(1956), pp. 217 segs.; Maltez (1996), pp. 47, 141, 150, 172, 236, 258 e 40;
Prélot (DP), 3, secção «A Realidade Democrática: Alexis de Tocqueville», pp.
172; Strauss/Cropsey (1987), p. 761.
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