© José Adelino Maltez, Tópicos Político-Jurídico, texto concluído em Dili, na ilha do nascer do sol, finais de 2008

 

 

Charles Alexis Clérel de Tocqueville (1805-1859)

 

 

 

Os nossos contemporâneos são permanentemente solicitados por duas tendências opostas: sentem a necessidade de serem dirigidos e o desejo de continuarem livres. .... o soberano estende os braços para abarcar a sociedade inteira, e cobre‑a de uma rede de pequenas regras complicadas, minuciosas e uniformes através da qual mesmo os espíritos mais fortes não se conseguirão romper para se distinguirem da multidão.

 

 

De la Démocratie en Amérique, vols. 1 e 2, 1835; 2ª parte, 1840.

De l'Ancien Régime à la Révolution, 1856.

 

Filho de altos dignitários do ancien régime (o pai foi prefeito durante a Restauração), estudando em Metz e Paris, onde se forma em direito (1825).

 

Juiz em Versalhes desde 1827, eis que, de Maio de 1831 a Fevereiro de 1832, visita os Estados Unidos na companhia de Gustave de Beaumont para estudar o sistema penitenciário. Demite-se da magistratura em 1832. Publica, com Beaumont, em 1833, Du Système Pénitenctiaire aux étas-Unis et de son application en France, no mesmo ano em que visita a Inglaterra.

 

Em 1835 aparecem os dois primeiros tomos de La Démocratie en Amérique, quando faz nova visita à Inglaterra e à Irlanda.

 

Em 1836 tem uma estadia na Suíça.

 

Candidata-se às eleições legislativas em 1837, sem sucesso. Eleito membro da Academia das Ciências Morais e Políticas em 1838, ascende a deputado em 1839, mantendo-se em tais funções até 1851.

 

Surgem os dois últimos tomos de La Démocratie en Amérique em 1840. Eleito para a Academia Francesa em 1841, visitando a Argélia nesse ano. Repete a viagem cinco anos depois.

 

Apoia Cavaignac em 1848 e de 2 de Junho a 30 de Outubro de 1849 é ministro dos estrangeiros, tendo Arthur de Gobineau como chefe de gabinete.

 

Retira-se da vida política em 2 de Dezembro de 1851. Visita a Alemanha em 1854.

 

Publica a primeira parte de L'Ancien Régime et la Révolution em 1856. Visita a Inglaterra em 1857.

wConsidera que não é a história que faz o homem, mas o homem que faz a história, mas sem saber que história vai fazendo

 

 

 

 

«L'Actualité de Tocqueville», Actas do Colóquio de Saint-Lô, Setembro de 1990, in Cahiers de Philosophie Politique et Juridique, Universidade de Caen, 1991, com artigos de: Bénéton, Philippe, «La Culture Démocratique», Furet, François, «L'Importance de Tocqueville Aujourd'hui», pp. 135 segs.., Goyard-Fabre, Simone, «La Pensée Politique d'Alexis de Tocqueville», pp. 21 segs., Manent, Pierre, «Intérêt Privé, Intérêt Public», pp. 67 segs., Polin, Raymond, «Tocqueville entre l'Aristocracie et la Démocratie», pp. 45 segs.;  Corral, Luis Diez Del, La Mentalidad de Tocqueville con especial referencia a Pascal, 1965; - La Desmitificación de la Anteguedad Clásica por los Pensadores Liberales, con especial referencia a Tocqueville, 1969; -  El Pensamiento Político de Tocqueville, 1989; Hadari, Saguiv A., Theory in Pratice. Tocqueville’s New Science of Politics, Stanford, Stanford University Press, 1989; Lamberti, Jean-Claude, Tocqueville et les Deux Démocraties, Paris, Presses Universitaires de France, 1983.

 

Aron, Raymond, Les Étapes de la Pensée Sociologique, Paris, Éditions Gallimard, 1967, pp. 221 segs;  Furet, François, Châtelet (DOP), pp. 821-83;  Gettel (1936), pp. 415 segs;  Fabre (PP, 1987), pp. 409 segs;  Kirk (1956), pp. 217 segs.; Maltez (1996), pp. 47, 141, 150, 172, 236, 258 e 40;  Prélot (DP), 3, secção «A Realidade Democrática: Alexis de Tocqueville», pp. 172;  Strauss/Cropsey (1987), p. 761.

 

© José Adelino Maltez em Dili, Universidade Nacional de Timor Leste, ano de 2008

 

Última revisão:05-03-2009