William of Ockham, ou Guilherme de Occam (1280?-1349?)
Unus populus, unus grex, unum corpus, una civitas, unum collegium, unum regnus.
• Dito o doctor invincibilis. Franciscano inglês, natural de Ockham, no Surrey, a Sul de Londres, estudando em Oxford, onde obtém o título de magister theologiae. É chamado em 1324 ao papa de Avinhão, onde uma comissão especial censura parte dos seus escritos.
• Junta-se ao partido do Imperador, em 1328, acusando o papa João XXII de heresia. Vive exilado na corte de Munique, juntamente com Marsílio de Pádua. Ainda recentemente foi celebrizado pela ficção de Umberto Eco, O Nome da Rosa.
• Adepto do nominalismo e do voluntarismo, admite a existência de uma comunidade universal dos mortais, uma universitas mortalium, gerada por uma conexão existente entre todos os homens e que constitui unus populus, unus grex, unum corpus, una civitas, unum collegium, unum regnus.
0Guelluy, R., Philosophie et Théologie chez Guillaume d'Occam, Lovaina, 1947; Lagarde, Georges, L'Individualisme Occamiste et la Naissance de l'Esprit Laïque, 1946 ; Leff, G., William of Ockham. The Metamorphosis of Scholastic Discourse, Manchester, Manchester University Press, 1975 ; McGrade, A. S., The Political Thought of William of Ocham, Cambridge, Cambridge University Press, 1974.
1 Ellul, Jacques, «Guillaume d’Occam», Châtelet (DOP), pp. 295-30; Gettel (1936), pp. 146 segs; Coleman, Janet, Political Thought. From the Middle Ages to the Renaissance, Oxford, Blackwell, 2000, pp. 169 ss.; Gonçalves, Joaquim Cerqueira, «Guilherme de Ockham», in Logos, 2, cols. 955-96; Maltez (ESPE, 1991), II, pp. 253 segs. Sabine (1987), pp. 217 ss.;.
Última revisão:15-02-2009