José Adelino Maltez, Tópicos Jurídicos e Políticos, estruturados em Dili, na ilha do nascer do sol, finais de 2008, revistos no exílio procurado da Ribeira do Tejo, começos de 2009

 

Behaviorismo nas Relações Internacionais

 

Tentando superar esse tradicionalismo, foi só na década de cinquenta que se deu a aplicação do behaviorismo à ciência das relações internacionais, surgindo, a partir de então, nova disputa entre os velhos tradicionalistas, da década anterior (os irmãos-inimigos do realismo e do idealismo), e os redivivos defensores do verdadeiramente científico, os chamados sistémicos, que logo passaram a proclamar-se como os únicos capazes de uma efectiva teoria empírica, acusando todos os restantes de continuarem envoltos no nevoeiro da teoria normativa. Os velhos realistas da década anterior já haviam feito aos idealistas aquilo que os novos sistémicos lhes vão, agora, fazer. As novas palavras mágicas são decision making, conflict, deterrence, capabilities, communication, integration, environmental, game theory...

Se os realistas denegriram os adversários com o carimbo de utópicos, os sistémicos vão reduzir os dois à bête noire do tradicionalismo. Não tardará que a novíssima seita dos pós-modernos lance todas as anteriores para a vala comum de uma cláusula demoníaca ainda mais indeterminada, onde o novo efémero acaba por ser um novo vazio, ou uma nova moda que passa de moda, porque apenas se torna novo aquilo que se esqueceu.

É nesses anos que se vão desenvolvendo modelos como o funcionalismo, expresso na teoria da integração de Ernst B. Haas, ou as aproximações à cibernética, destacando-se tanto a teoria dos sistemas de Morton Kaplan (1921-), como o processo de análise das relações internacionais inspirado por Karl Deutsch (1912-1992).

 

 

© José Adelino Maltez

 

Última revisão:06-05-2009

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