José Adelino Maltez, Tópicos Jurídicos e Políticos, estruturados em Dili, na ilha do nascer do sol, finais de 2008, revistos no exílio procurado da Ribeira do Tejo, começos de 2009

 

Filosofia Portuguesa

 

 

Onde não houver filosofia não pode haver política, na acepção superior que cumpre conferir à palavra política. Só a filosofia, especialmente a filosofia do Direito, pode determinar inteligentemente a construção do Estado, mediante o qual os homens e os povos hão‑de ser gradualmente libertados do sofrimento, da injustiça e da mediocridade

Ribeiro Álvaro

 

Movimento desencadeado por Álvaro Ribeiro, a partir de 1943, no opúsculo O Problema da Filosofia Portuguesa, editado por Eduardo Salgueiro, seu colega do movimento da Renovação Democrática. Invoca, sobretudo, a herança do republicanismo místico de Sampaio Bruno e Leonardo Coimbra*. Mas insere-se nas sementes lançadas pela revista A Águia, de Teixeira de Pascoaes, e pelo movimento da Renascença Portuguesa, assentando na Faculdade de Letras do Porto.

 

Ao grupo, vai aderir a geração de António Quadros e tem reflexos no campo jurídico, com António Braz Teixeira. Outros cultores do processo são Afonso Botelho e Pinharanda Gomes. Em 1960, Cabral de Moncada critica o movimento: uma preocupação nacionalista mais ou menos extravagante, fortemente detractora das filosofias estrangeiras e quase xenófoba.

 

Veja-se o Dicionário de Filosofia Portuguesa, de Pinharanda Gomes, Lisboa, Dom Quixote, 1987.

 

Filosofia Portuguesa (Existência e Fundamentação geral do Problema da), 1965 Ferreira, Frei João

Filosofia Portuguesa Gomes, J. Pinharanda

Filosofia Portuguesa Santos, Delfim

Filosofia Portuguesa Teixeira, António Braz

 

© José Adelino Maltez

 

Última revisão:06-05-2009

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