José Adelino Maltez, Tópicos Jurídicos e Políticos, estruturados em Dili, na ilha do nascer do sol, finais de 2008, revistos no exílio procurado da Ribeira do Tejo, começos de 2009

 

Gibelinos Os gibelinos são os partidários do Imperador, opondo-se aos guelfos. A luta foi marcante no século XIII, com os gibelinos apoiando a família Hohenstaufen. Aiás, o nome terá vindo do castelo de Wibeling, na Francónia. Defendem o ideal do Sacro Império Romano-Germânico. Consideram que o regnum tem uma origem sobrenatural e uma natureza suprapolítica. Segundo as palavras de Dante, o Imperador é lex animata in terris, o vértice da ordinatio ad unum, é aliquod unum quod non est pars. Opõem-se aos guelfos, à visão gregoriano-tomista da origem popular do poder e do laicismo, oriunda da perspectiva de Gelásio I, negando-se a hipótese da união do realeza e do sacerdócio. Na Itália dos séculos XIII a XV, a Itália divide-se entre a parte ghibellina, partidária dos Hohenstaufen, liderados por Frederico II, defensores do imperador e a parte guelfa, defensora dos poderes do papa. A partir de finais do século XV, os ghibellinos aliam-se a Carlos V, enquanto os guelfos se assumem como aliados dos Valois, reis de França. Dominam em Siena, Pisa, Rimini, Modena, pavia e Cremona.

 

© José Adelino Maltez

 

Última revisão:06-05-2009

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