José Adelino Maltez, Tópicos Jurídicos e Políticos, estruturados em Dili, na ilha do nascer do sol, finais de 2008, revistos no exílio procurado da Ribeira do Tejo, começos de 2009

 

Historicidade  O contrário do infinito. Com efeito, não é a história que faz o homem, mas o homem que faz a história, mesmo sem saber a história que vai fazendo. Castanheira Neves, a este propósito, observa que a história é o tempo como sujeito. A história não é objecto, é opção; não é estática, é movimento, movimento que visa transcender o que está, é interacção dialéctica das três dimensões do tempo – do passado, do presente e do futuro. Falamos em historicidade, conforme a perspectiva de Heidegger, naquela historicidade intrínseca que, como salienta Cabral de Moncada, é a vida humana em função da sua liberdade e não na historicidade extrínseca ou historicismo que prescinde da existência para se ater apenas aos factos objectivados, como fósseis, no passado. A história existe dentro do homem e o homem dentro da história, há um laço interno que dá fins à acção humana, um dinamismo, uma liberdade, entre a conservação e a criação, num processo que gera a união do temporal e do eterno, do histórico e do metafísico.

© José Adelino Maltez

 

Última revisão:06-05-2009

eXTReMe Tracker
  Index

 

Procure no portal http://maltez.info