José Adelino Maltez, Tópicos Jurídicos e Políticos, estruturados em Dili, na ilha do nascer do sol, finais de 2008, revistos no exílio procurado da Ribeira do Tejo, começos de 2009
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Jornalistas e Política
Weber considerava-os como os demagogos dos finais do século dezanove, dado que a imprensa escrita sucedera ao púlpito. Hoje fala-se na imprensa escrita, radiofónica e televisiva como o quarto poder. E invoca-se os exemplos de Silvio Berlusconi em Itália e de Francisco Pinto Balsemão em Portugal. Aliás, em 1997, dois dirigentes dos principais partidos políticos, Marcelo Rebelo de Sousa e Paulo Portas, ascenderam à notariedade como jornalistas. Outros podem invocar-se na história política portuguesa, de Rodrigues Sampaio a Magalhães Lima, sem esquecermos António Ferro. No início da I República, cada um dos principais partidos tinha, aliás, o seu jornal.
Porque há quatro modos ou graus de conhecimento: por ouvir dizer, por experiência, por causalidade inadequada e por causalidade adequada. E, como dizia Camus: "os antigos filósofos (naturalmente) pensavam muito mais do que liam. Eis porque se agarravam tão tenazmente ao concreto. A imprensa modificou as coisas. Lê‑se mais do que se pensa. Não temos hoje filosofias mas apenas comentários. É o que diz Gilson ao afirmar que à idade dos filósofos que se ocupavam de filosofia sucedeu a idade dos professores de filosofia que se ocupam de filósofos".
© José Adelino Maltez |

Última revisão:12-04-2009
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