José Adelino Maltez, Tópicos Jurídicos e Políticos, estruturados em Dili, na ilha do nascer do sol, finais de 2008, revistos no exílio procurado da Ribeira do Tejo, começos de 2009
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Magistério
Do latim magister, mestre. Vem de magis, maior, tal como minister vem de minus, menor. Assim, em sentido etimológico, o magistrado, enquanto funcionário, está acima do ministro. Começou por significar a função docente que cabe à Igreja Católica no exercício da sua função pastoral de salvação das almas. Também na estrutura das corporações medievais, o mestre era a cúpula da hierarquia que começava no aprendiz a passava pelo companheiro. Para se atingir o grau de mestre, o companheiro tinha que apresentar uma obra prima. As universidades heradaram desta dupla herança eclesiástica e corporativa e o mestre passou a aser aquele que pode ensinar porque demonstrou que sabe fazer. Não é apenas aquele que é detentor de certars informações, mas também aquele que pode formar e habilitar para o exercício de determinada arte ou ofício. O mestre universitário além de defender uma tese original que demonstre saber, a dissertação de doutoramento, é obrigado a seguir uma carreira com provas pedagógicas curriculares, caso do professor associado, e provas práticas, nomeadamente numa aula examinada por outros mestres, caso do provas de agregação. Só depois disto, ele pode candidatar-se a professor catedrático, seguindo um cursus honorum de matriz medieval, corporativa, quase com unção eclesiástica. © José Adelino Maltez |

Última revisão:12-04-2009
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