José Adelino Maltez, Tópicos Jurídicos e Políticos, estruturados em Dili, na ilha do nascer do sol, finais de 2008, revistos no exílio procurado da Ribeira do Tejo, começos de 2009

 

Monismo Materialista Ernst Heinrich Haeckel (1834-1919), médico e professor de anatomia comparada e zoologia em Jena, foi um dos pilares dessa heresia naturalista e cientificista. Fundador do monismo materialista, considerava que seres vivos e matéria inorgânica integrariam uma única substância eterna e infinita, a Natureza, apenas sujeita à transformação, a qual não teria resultado da criação, nem poderia ser objecto de destruição. Negava, assim, a metafísica, bem como a distinção entre natureza e cultura. A própria reflexão filosófica não passaria de uma das fases do desenvolvimento biológico, de mero produto da evolução do cérebro.

Se aceita o determinismo científico, também nega o próprio livre-arbítrio; se reage contra os modelos de filosofia da natureza anteriores, marcados por Goethe, assume o darwinismo, não como simples teoria científica e filosófica, mas, sobretudo, como instrumento de libertação política e religiosa. Adopta também uma morfologia estritamente mecanicista, tentando uma unificação da filosofia e das ciências da natureza, ao transformar a darwiniana lei da evolução numa lei biogenética fundamental, segundo a qual a ontogénese, enquanto desenvolvimento individual do embrião, é uma recapitulação abreviada e incompleta da filogénese, enquanto desenvolvimento evolutivo da espécie. Em nome destas doutrinas, chega a criar-se em 1906 a Liga Monista. Entre as principais obras do autor: Die Welträtzel (Enigmas do Universo), de 1899, e Die Lebenswunder (As Maravilhas do Mundo) de 1904.

 

 

© José Adelino Maltez

 

Última revisão:12-04-2009

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